Leia o caso a seguir. Paciente do sexo masculino, 30 anos, ...
Paciente do sexo masculino, 30 anos, chega ao ambulatório de neurologia alegando cefaleia que se iniciou há cerca de 4 meses, já tendo feito consultas com outras especialidades e realizado vários exames complementares, incluindo ressonância magnética de crânio, todos normais e sem melhora dos sintomas. A cefaleia é inédita, sendo que o paciente não apresentava cefaleias prévias, à exceção de quando apresentava infecções respiratórias, mas com dores que duravam horas, bem diferentes das atuais e que eram muito esporádicas. A dor atual foi bem lembrada pelo paciente, tendo começado e se mantido diária e contínua ao longo dos meses. A dor é moderada a intensa, pulsátil, bilateral e de predomínio anterior, sem foto e fonofobia, às vezes com náuseas, mas sem vômitos, piorando um pouco com esforços físicos. O paciente fazia uso diário de analgésicos comuns e combinados, com pouca resposta da dor. O exame neurológico, incluindo o cefaliátrico, foi normal. Foi realizado estudo liquórico, com raquimanometria e rotina de liquor, com resultados normais.
Considerando que o caso acima se trata de uma cefaleia primária, qual é o diagnóstico?