Durante o plantão em uma Delegacia de Polícia Civil em Mar...
O infrator, operando a partir de Curitiba/PR, induziu a vítima em erro por meio de aplicativo de mensagens eletrônicas, fazendo com que ela efetuasse transferência imediata de valores via PIX para uma conta receptora aberta em Foz do Iguaçu/PR, pertencente a pessoa interposta ("laranja").
Considerando a disciplina processual penal vigente, as alterações promovidas pela Lei nº 14.155/2021 e a jurisprudência das Cortes Superiores sobre a competência territorial no crime de estelionato eletrônico, a autoridade policial de Maringá/PR deve
Comentários
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A alternativa correta é a (D).
Fundamento jurídico
O art. 70, § 4º, do Código de Processo Penal, incluído pela Lei nº 14.155/2021, estabelece regra específica de competência para o estelionato praticado mediante depósito, emissão de cheque sem fundos ou com pagamento frustrado, ou transferência de valores:
“A competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção.”
No caso, a vítima reside em Maringá/PR e realizou uma transferência via PIX em razão do golpe da falsa central bancária. Assim, a competência territorial para o processo e julgamento do estelionato eletrônico é, em regra, do foro do domicílio da vítima.
Análise das alternativas
(A) Errada. Curitiba é o local de atuação do infrator, mas a regra especial do art. 70, § 4º, do CPP privilegia o domicílio da vítima.
(B) Errada. O uso da internet e do PIX não atrai, por si só, a competência da Justiça Federal. Não há elemento que indique interesse direto da União nos termos constitucionais.
(C) Errada. Foz do Iguaçu é o local da conta receptora, mas não prevalece sobre a regra especial de competência territorial.
(D) Correta. Maringá é o domicílio da vítima, critério previsto no art. 70, § 4º, do CPP.
(E) Errada. Não há necessidade de remeter o caso à capital para fixação da competência por prevenção, pois o enunciado apresenta uma única vítima.
Bizuuu que eu lembrei + adendo :em estelionato mediante transferência de valores, lembre-se da regra especial introduzida pela Lei nº 14.155/2021: domicílio da vítima, e não necessariamente o local do agente ou da conta que recebeu o dinheiro.
ADEEEENDO: CANDIDATO QUAL A DIFERENÇA BÁSICA ENTRE FURTO MEDIANTE FRAUDE ELETRÔNICA E ESTELIONATO MEDIANTE FRAUDE ELETRÔNICA ?
OBSERVE A RES FURTIVA(coisa móvel alheia) FOI DADA PELA VÍTIMA VOLUNTARIAMENTE ?
Sim —> ESTELIONATO MEDIANTE FRAUDE ELETRÔNICA (NÃO BASTA FORNECER A SENHA OU LOGIN) TEM QUE ENTREGAR O OBJETO AO AGENTE. ( A VÍTIMA JURA QUE TÁ FAZENDO UM NEGÓCIO JURÍDICO.
Não —> FURTO MEDIANTE FRAUDE ELETRÔNICA.
ALÉM DISSO, A FRAUDE EM UM É UTILIZADA PARA ENGANAR A VÍTIMA(Estelionato) e entrega voluntariamente o bem e a outra é PARA REDUZIR ATENÇÃO DA VÍTIMA E O AGENTE SUBTRAIR O BEM QUE NÃO ESTÁ EM SUA POSSE.
Bons estudos e marchaaaa
LeoMaceddo
local onde se consumou
As Bancas sempre cobram os mesmos temas, arts., súmulas, e jurisprudências no concurso.
Art. 70. (...)
§ 4º Nos crimes previstos no artigo 171 do Código Penal, quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção. (Incluído pela Lei 14.155/2021)
Dica ninja:
- As súmulas 244 do STF e 521 do STJ foram superadas pela Lei 14.155/2021, que incluiu o § 4º ao artigo 70 do CPP.
Súmulas Relacionadas:
- Súmula 48-STJ: Compete ao juízo do local da obtenção da vantagem ilícita processar e julgar crime de estelionato cometido mediante falsificação de cheque.
- Súmula 244-STJ (superada): Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem provisão de fundos.
- Súmula 521-STF (superada): O foro competente para o processo e julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos, é o do local onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado.
Histórico de cobrança:
- FUNDEP – 2022 – TJM-MG – Magistratura Estadual.
- FGV – 2022 – TJ-PE – Magistratura Estadual.
- CEBRASPE – 2019 – TJ-SC – Magistratura Estadual.
- VUNESP – 2019 – TJ-RJ – Magistratura Estadual.
- FCC – 2022 – MPE-PE – Ministério Público.
- CEBRASPE – 2022 – DPE-PA – Defensoria Pública.
- CEBRASPE – 2022 – DPE-SE – Defensoria Pública.
- FCC – 2021 – DPE-AM – Defensoria Pública.
- FGV – 2026 – PC-PR – Delegado de Polícia.
- FUNDATEC – 2025 – PC-RS – Delegado de Polícia.
- CEBRASPE – 2022 – PC-RJ – Delegado de Polícia.
- VUNESP – 2022 – PC-SP – Delegado de Polícia.
- CEBRASPE – 2004 – PF – Delegado Federal.
Fonte: DPN (direitoparaninjas.com.br)
Estelionato + transferência de valores = Local do domicílio da vítima
Art. 70 [...]
§ 4º Nos crimes previstos no (Código Penal), quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção.
Nos crimes de estelionato praticados mediante transferência de valores, inclusive por PIX, a competência territorial é determinada pelo domicílio da vítima, conforme o art. 70, § 4º, do Código de Processo Penal, introduzido pela Lei nº 14.155/2021. A regra afasta, nessas hipóteses, o critério geral do local da consumação do delito, sendo irrelevantes, para a fixação da competência, o local de atuação do fraudador e o da conta bancária destinatária dos valores.
Abraços
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