Durante uma interceptação telefônica judicialmente autorizad...

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: PC-PR Prova: FGV - 2026 - PC-PR - Delegado de Polícia |
Q4378287 Direito Processual Penal
Durante uma interceptação telefônica judicialmente autorizada para investigar os integrantes de uma associação voltada ao tráfico de drogas, a autoridade policial capta diálogos nos quais dois interlocutores relatam a execução de um crime de homicídio consumado ocorrido meses antes, sem qualquer vínculo ou conexão probatória com a apuração de entorpecentes em andamento.
Inexistindo qualquer desvio de finalidade ou pesca probatória (fishing expedition) na execução da medida, o Delegado de Polícia compartilha o áudio com a delegacia especializada em homicídios, que instaura inquérito policial e utiliza o elemento para fundamentar o indiciamento dos autores do assassinato.  
Considerando a Teoria do Encontro Fortuito de Provas (princípio da serendipidade) e a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, a utilização dessa prova no inquérito que apura o homicídio é  
Alternativas

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FGV TAVA COM SEDE EM ENCONTRO FORTUITO DE PROVAS NESSA PROVA KKK

Gabarito: alternativa A.

A questão cobra a Teoria do Encontro Fortuito de Provas (serendipidade) e a possibilidade de utilização de elementos descobertos durante interceptação telefônica legalmente autorizada, mesmo quando relacionados a crime distinto e sem conexão com o delito originalmente investigado.

Obs.: o caso trata de uma serendipidade de 2 grau, já que o delito descoberto não tem relação com o anterior investigado.

Bora para as alternativas

Por que a alternativa A está correta?

O STF e o STJ admitem o aproveitamento de provas obtidas fortuitamente durante interceptação telefônica lícita, inclusive quando revelam crimes sem conexão ou continência com o delito que justificou a medida.

No caso apresentado:

A interceptação foi judicialmente autorizada e executada regularmente.

O homicídio foi descoberto fortuitamente, sem desvio de finalidade ou fishing expedition.

O compartilhamento do áudio com a delegacia especializada permite sua utilização na investigação do homicídio.

Portanto, a ausência de conexão entre os crimes não torna a prova ilícita por si só.

Por que as demais estão erradas?

B) A autorização não torna automaticamente ilícita a prova de crime diverso descoberto fortuitamente durante diligência regular.

C) Não se exige necessariamente nova decisão judicial homologatória para validar o encontro fortuito. O aproveitamento deve observar a licitude da obtenção e as regras aplicáveis à prova emprestada.

D) A serendipidade não se restringe aos crimes conexos; também se admite o aproveitamento de provas relativas a delitos autônomos.

E) A Lei nº 9.296/1996 não estabelece proibição geral de compartilhamento de provas licitamente obtidas para investigação de fatos distintos

Bons estudos e marcha!!!!

LeoMaceddo

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