No choque hipovolêmico do paciente politraumatizado 

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Q4154323 Medicina
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No politraumatizado em choque hipovolêmico hemorrágico, a alternativa correta é a que reconhece a coagulopatia do trauma como fenômeno multifatorial e compatível com o quadro cobrado; por isso, a B é a única que se alinha ao manejo e à fisiopatologia esperados no enunciado.

Tema central: Coagulopatia do trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos médicos concretos. Primeiro, no TCE grave devem ser evitadas soluções hipotônicas, porque a hipotonicidade favorece edema cerebral. Segundo, a assertiva ainda chama ringer lactato de solução hipotônica no sentido cobrado pela prova, o que não sustenta a recomendação clínica proposta. O erro decisivo é sugerir preferência por hipotonicidade em um cenário em que isso é indesejável.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne achados clássicos da coagulopatia associada ao trauma: perda de fatores e plaquetas, ativação/desregulação da coagulação, fibrinólise, acidose e hipocalcemia. O critério discriminativo é que ela descreve exatamente a fisiopatologia esperada no choque hemorrágico do politraumatizado, ao contrário das demais opções, que propõem condutas ou conceitos incompatíveis com esse cenário.
C
Errada
Está errada porque não existe meta universal de hemoglobina maior ou igual a 10 g/dL para todo politraumatizado, independentemente de antecedentes mórbidos. A estratégia transfusional é individualizada conforme contexto hemodinâmico, perfusão, sangramento e comorbidades. Portanto, a alternativa falha ao transformar um valor fixo em regra obrigatória para todos.
D
Errada
Está errada porque a hipotermia no trauma hemorrágico é deletéria: piora a coagulação enzimática e plaquetária, integra a tríade letal e deve ser prevenida ou corrigida, não mantida. A alternativa propõe uma conduta oposta ao manejo correto do choque hemorrágico no politraumatizado.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões clássicas: tratar a coagulopatia do trauma como simples perda sanguínea, aceitar a noção antiga de hemoglobina 10 g/dL como meta universal, e confundir hipotermia terapêutica de outros contextos com a hipotermia deletéria do trauma; além disso, tentou induzir erro ao associar ringer lactato a preferência por solução hipotônica no TCE grave.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma hemorrágico, pense na coagulopatia como fenômeno multifatorial: perda/consumo de fatores e plaquetas, fibrinólise, acidose, hipotermia e hipocalcemia.
  • No TCE grave, descarte alternativas que favoreçam hipotonicidade ou aumento de edema cerebral.
  • Desconfie de metas transfusionais fixas e universais, como hemoglobina obrigatoriamente maior ou igual a 10 g/dL para todos os pacientes.
  • Se a alternativa propõe manter hipotermia no choque hemorrágico, ela contraria o manejo correto porque a hipotermia compõe a tríade letal.

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