Um paciente foi submetido a um teste de restrição hídrica pa...
Um paciente foi submetido a um teste de restrição hídrica para avaliação de um quadro de poliúria, com suspeita de diabetes insípido. Assinale a opção que mostra qual deve ser o resultado do incremento da osmolalidade urinária pós-DDAVP, caso ele apresente um quadro de polidipsia primária.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial entre polidipsia primária e diabetes insípido por meio do teste de restrição hídrica e DDAVP. Este teste avalia a capacidade renal de concentrar a urina na vigência da restrição hídrica e diante do estímulo do análogo de ADH (desmopressina).
Justificativa para a alternativa correta (B):
Na polidipsia primária, o paciente apresenta ingestão excessiva de água, porém os mecanismos renais e hipotalâmicos estão intactos. Com a restrição hídrica, consegue concentrar a urina normalmente, atingindo alta osmolalidade urinária. Após a administração de DDAVP, não há aumento expressivo na osmolalidade, já que a capacidade máxima de concentração já foi atingida durante o teste; o incremento é menor que 9%.
Segundo o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Insípido” do Ministério da Saúde:
"Em casos de polidipsia primária, o incremento na osmolalidade urinária após DDAVP é inferior a 9%."
Análise das alternativas incorretas:
A) > 50%: Esse valor é típico do diabetes insípido central, no qual a urina só se concentra após a DDAVP, indicando deficiência de ADH.
C) < 50%: Vago, pois inclui polidipsia primária, DI nefrogênico e parcial, não sendo específico nem tecnicamente correto para a questão.
D) > 9%, < 50%: Intervalo compatível com DI parcial ou resposta parcial à DDAVP, não com polidipsia primária.
E) > 9%: Não corresponde ao padrão encontrado na polidipsia primária, pois o incremento é pequeno (< 9%).
Estratégia de interpretação: A questão exige compreensão das definições numéricas dos incrementos esperados em cada condição. Atenção às palavras como “incremento” e aos valores de corte (<9% para polidipsia primária, >50% para DI central).
Referências e boa prática: Utilizar sempre o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde e revisões como Harrison’s Principles of Internal Medicine, Endocrinology Society Clinical Practice Guidelines para confirmação dos valores de corte.
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