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No atendimento clínico geral, a tomada de decisão frente a...

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Q3769106 Medicina
No atendimento clínico geral, a tomada de decisão frente a doenças infecciosas/parasitárias exige correlação clínico-laboratorial, interpretação de exames, estratificação de gravidade, indicação ponderada de antibióticos e conhecimento dos cenários em que testes rápidos ou métodos moleculares mudam conduta.
Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir e assinale a verdadeira.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela baixa probabilidade de faringite estreptocócica quando a criança com faringoamigdalite apresenta sinais de síndrome viral de vias aéreas superiores, como tosse, rouquidão e coriza; nesse cenário, não se indica antibiótico de rotina, e teste rápido para estreptococo ou cultura só entram quando houver dúvida diagnóstica para confirmar a necessidade de antibiótico.

Tema central: Antibiótico e diagnóstico
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve exatamente o cenário em que a antibioticoterapia empírica não se sustenta: criança com faringoamigdalite acompanhada de sinais típicos de síndrome viral de vias aéreas superiores, como tosse, coriza e rouquidão. Esses achados não apoiam faringite bacteriana por estreptococo como causa provável. Assim, a conduta tecnicamente adequada é não prescrever antibiótico de rotina e, quando houver necessidade de esclarecer etiologia bacteriana, usar teste rápido ou cultura para orientar a decisão e evitar tratamento antibacteriano desnecessário.
B
Errada
Está errada porque transforma em obrigatoriedade universal uma conduta que é seletiva. Em mulher jovem com cistite comunitária não complicada e quadro típico, o tratamento empírico é prática aceita; a urocultura antes do antibiótico não é mandatória em todos os casos. O erro médico da alternativa é afirmar necessidade absoluta de exame microbiológico prévio mesmo em quadro simples.
C
Errada
Está errada porque atribui sensibilidade excessiva ao exame parasitológico de fezes em amostra única. Na estrongiloidíase, a eliminação de larvas pode ser intermitente e em baixa carga, de modo que um exame isolado sem método de concentração não tem sensibilidade suficiente para excluir o diagnóstico. O ponto excludente é a limitação diagnóstica intrínseca da amostra única.
D
Errada
Está errada porque inverte a janela diagnóstica da dengue. O antígeno NS1 é útil justamente na fase aguda precoce, especialmente na primeira semana de doença, e não apenas após o 10º dia. O erro específico é confundir a cronologia do NS1 com a fase em que testes sorológicos passam a ter maior utilidade.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões clássicas: tratar sinais de virose como se não reduzissem a chance de faringite bacteriana, exigir urocultura em toda cistite simples, superestimar um único exame de fezes na estrongiloidíase e inverter a janela diagnóstica do NS1 na dengue.
Dica para questões semelhantes
  • Na faringoamigdalite, tosse, coriza e rouquidão pesam a favor de etiologia viral e contra antibiótico de rotina.
  • Em cistite não complicada com quadro típico em mulher jovem, diferencie conduta empírica aceitável de situações em que a urocultura é reservada.
  • Exame parasitológico de fezes negativo em amostra única não exclui estrongiloidíase quando a eliminação do parasito é intermitente.
  • Em dengue, associe NS1 à fase inicial da doença, não à fase tardia.

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Comentários

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Dengue (diagnóstico)

Até 5º dia = RT-PCR ou NS1

A partir do 6º dia = Sorologia IgM

*Diante de suspeita, tratamento empírico imediato (não esperar resultado laboratorial)

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