Os distúrbios congênitos do coração e dos grandes vasos estã...

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Q3653793 Patologia
Os distúrbios congênitos do coração e dos grandes vasos estão entre as anomalias congênitas mais frequentes dos animais domésticos. Na condição denominada Tetralogia de Fallot, ocorrem, simultaneamente, quatro anomalias distintas do coração. São elas: 
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Tema central: Tetralogia de Fallot (TF) é uma cardiopatia congênita clássica caracterizada por quatro anomalias estruturais simultâneas que resultam em shunt direita-esquerda e hipoxemia. É relevante em Medicina Veterinária e Humana.

Alternativa correta: B — Contém as quatro lesões definidoras da TF:

Defeito do septo ventricular (DSV)
Estenose da via de saída do VD (geralmente estenose pulmonar infundibular/valvar)
Dextroposição da aorta (aorta cavalgante com origem biventricular)
Hipertrofia ventricular direita secundária à sobrecarga de pressão

Raciocínio e fisiopatologia: A estenose pulmonar eleva a pressão no VD, favorecendo fluxo do VD para a aorta através do DSV pela aorta cavalgante, produzindo cianose e policitemia secundária. A hipertrofia do VD é consequência da sobrecarga. Em animais, o quadro clínico inclui intolerância ao exercício, síncope e sopro sistólico em foco pulmonar. Referências: Robbins & Cotran; Ettinger & Feldman (Vet. Internal Medicine); Jubb, Kennedy & Palmer (Pathology of Domestic Animals); UpToDate (Tetralogy of Fallot).

Por que as demais estão incorretas?

A) Mistura lesões não pertencentes à TF: estenose subaórtica e coarctação da aorta não fazem parte da definição. Além disso, “estenose da artéria pulmonar” e “estreitamento do lúmen da artéria pulmonar” são redundantes. Falta o elemento chave dextroposição da aorta e o DSV.

C) Lista anomalias não relacionadas entre si como um conjunto único: arco aórtico direito persistente, tronco arterioso persistente, ectopia cordis e fibroelastose endocárdica não compõem a TF e têm fisiopatologias distintas.

D) Combina defeito do septo atrial/forame oval patente e transposição dos grandes vasos, quadro diferente da TF. Falta a estenose pulmonar e a dextroposição da aorta típica (não é transposição completa), além de confundir ASD/FO com DSV.

Diagnóstico (essencial em provas): Ecocardiografia confirma as quatro lesões. RX pode mostrar “coração em bota” (apex levantado por hipertrofia do VD) e oligemia pulmonar; ECG com hipertrofia de VD. Gasometria: hipoxemia; hemograma: policitemia por hipoxia crônica.

Estratégia de prova: memorize o mnemônico da TF: “DSV + Estenose pulmonar + Aorta cavalgante + HVD”. Atenção à pegadinha entre dextroposição (aorta recebendo sangue de ambos ventrículos) e transposição (troca total dos eixos arteriais).

Conduta (contexto geral): Em Medicina Veterinária, manejo é muitas vezes paliativo: controle de crises hipoxêmicas (O2, beta-bloqueadores como propranolol), flebotomia para policitemia sintomática; correção cirúrgica é limitada, mas é o padrão-ouro em Humanos.

Gabarito: B.

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Tema central: Tetralogia de Fallot (TF) é uma cardiopatia congênita clássica caracterizada por quatro anomalias estruturais simultâneas que resultam em shunt direita-esquerda e hipoxemia. É relevante em Medicina Veterinária e Humana.

Alternativa correta: B — Contém as quatro lesões definidoras da TF:

Defeito do septo ventricular (DSV)
Estenose da via de saída do VD (geralmente estenose pulmonar infundibular/valvar)
Dextroposição da aorta (aorta cavalgante com origem biventricular)
Hipertrofia ventricular direita secundária à sobrecarga de pressão

Raciocínio e fisiopatologia: A estenose pulmonar eleva a pressão no VD, favorecendo fluxo do VD para a aorta através do DSV pela aorta cavalgante, produzindo cianose e policitemia secundária. A hipertrofia do VD é consequência da sobrecarga. Em animais, o quadro clínico inclui intolerância ao exercício, síncope e sopro sistólico em foco pulmonar. Referências: Robbins & Cotran; Ettinger & Feldman (Vet. Internal Medicine); Jubb, Kennedy & Palmer (Pathology of Domestic Animals); UpToDate (Tetralogy of Fallot).

Por que as demais estão incorretas?

A) Mistura lesões não pertencentes à TF: estenose subaórtica e coarctação da aorta não fazem parte da definição. Além disso, “estenose da artéria pulmonar” e “estreitamento do lúmen da artéria pulmonar” são redundantes. Falta o elemento chave dextroposição da aorta e o DSV.

C) Lista anomalias não relacionadas entre si como um conjunto único: arco aórtico direito persistente, tronco arterioso persistente, ectopia cordis e fibroelastose endocárdica não compõem a TF e têm fisiopatologias distintas.

D) Combina defeito do septo atrial/forame oval patente e transposição dos grandes vasos, quadro diferente da TF. Falta a estenose pulmonar e a dextroposição da aorta típica (não é transposição completa), além de confundir ASD/FO com DSV.

Diagnóstico (essencial em provas): Ecocardiografia confirma as quatro lesões. RX pode mostrar “coração em bota” (apex levantado por hipertrofia do VD) e oligemia pulmonar; ECG com hipertrofia de VD. Gasometria: hipoxemia; hemograma: policitemia por hipoxia crônica.

Estratégia de prova: memorize o mnemônico da TF: “DSV + Estenose pulmonar + Aorta cavalgante + HVD”. Atenção à pegadinha entre dextroposição (aorta recebendo sangue de ambos ventrículos) e transposição (troca total dos eixos arteriais).

Conduta (contexto geral): Em Medicina Veterinária, manejo é muitas vezes paliativo: controle de crises hipoxêmicas (O2, beta-bloqueadores como propranolol), flebotomia para policitemia sintomática; correção cirúrgica é limitada, mas é o padrão-ouro em Humanos.

Gabarito: B.

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