Os casos clássicos de erisipela, com manifestações típicas,...
Gabarito comentado
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Tema central: Erisipela é uma infecção bacteriana aguda da derme superficial e linfáticos, com bordas nitidamente demarcadas, eritema, dor e febre. Os casos clássicos são causados por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (Streptococcus pyogenes).
Justificativa da alternativa correta (D): O Streptococcus pyogenes coloniza pele e orofaringe e, ao penetrar por uma porta de entrada (ex.: intertrigo por Tinea pedis, fissuras, linfedema), invade a derme superficial e vasos linfáticos, gerando inflamação intensa e margens elevadas e bem definidas. É o principal agente em apresentações típicas de erisipela. Diretrizes (IDSA – Skin and Soft Tissue Infections; UpToDate; Harrison’s) apontam o estreptococo do grupo A como etiologia predominante.
Como reconhecer na prova: “Clássico” e “manifestações típicas” sugerem estreptococo. Erysipela: início abrupto, febre, calafrios, dor, eritema com bordas nítidas, às vezes aspecto de “peau d’orange”. Diferencie de celulite (derme profunda/subcutâneo, bordas mal definidas), que pode envolver S. aureus.
Análise das alternativas incorretas:
A – Peptoestreptococos: anaeróbios gram-positivos, típicos de infecções polimicrobianas (pé diabético, mordeduras, abscessos pélvicos). Não são a causa usual de erisipela clássica.
B – Estreptococos viridans: flora oral, associados a cárie e endocardite subaguda. Não são agentes típicos de erisipela.
C – Estafilococos epidermidis: coagulase-negativo, comensal cutâneo; causa infecções relacionadas a próteses e cateteres. Não é etiologia comum de erisipela.
E – Bacteroides fragilis: anaeróbio gram-negativo, clássico em abscessos intra-abdominais e infecções polimicrobianas. Não causa erisipela típica.
Diagnóstico (quando cobrado): É clínico. Exames mostram leucocitose e PCR elevada; hemoculturas raramente positivas. Ultrassom útil se dúvida com abscesso ou trombose venosa.
Tratamento resumido (conduta de prova): Cobrir estreptococos. Casos leves: penicilina V ou amoxicilina; alternativas: cefalexina. Moderado/grave: penicilina G ou cefazolina IV. Alergia grave a beta-lactâmicos: clindamicina ou macrolídeo (atenção à resistência local). Tratar porta de entrada (ex.: tinea pedis) e elevar membro. Diretrizes: IDSA; UpToDate; Harrison’s.
Pegadinha clássica: confundir erisipela com celulite. Se a questão enfatiza bordas nítidas e “clássico”, pense em estreptococo do grupo A. S. aureus pode aparecer em celulite ou formas atípicas/bulosas, mas não é o mais provável na erisipela típica.
Referências-chave: IDSA Guideline for Skin and Soft Tissue Infections; UpToDate (Erysipelas); Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: D – Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A.
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