Considerando a avaliação e o tratamento dos pacientes com as...
Visto que mesmo pequenas melhoras nas vias aéreas podem ser significativas do ponto de vista clínico, recomenda-se associar Brometo de Ipatrópio aos agentes beta2-adrenérgicos hospitalizados com exacerbação grave de asma.
Gabarito comentado
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Gabarito: E (Errado)
Tema central: O foco da questão é o manejo farmacológico da asma grave em pacientes internados em UTI, especificamente quanto à associação do brometo de ipratrópio aos beta2-agonistas.
Justificativa para a resposta correta:
A alternativa está errada porque, embora o brometo de ipratrópio deva ser associado ao beta2-agonista no início da crise grave de asma, seu uso deve ser restrito às primeiras horas de tratamento. Não se recomenda a manutenção dessa associação durante toda a internação hospitalar.
Segundo a Diretiva da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2012), seção "Tratamento da crise asmática": “Em crises graves, associar brometo de ipratrópio (125-250 µg/dose, 10-20 gotas).” Ou seja, a associação está indicada para a fase inicial do atendimento ao paciente com exacerbação grave da asma.
As evidências científicas, como publicadas em revisões sistemáticas e no UpToDate, também indicam que tal associação reduz hospitalizações e melhora função pulmonar nas primeiras horas. Após esse período inicial, não há benefício demonstrado na manutenção desse broncodilatador anticolinérgico.
Análise crítica da alternativa incorreta:
A proposição erra ao sugerir o uso do ipratrópio de forma contínua durante toda a internação. Este é um erro comum em provas, pois desconsidera a fase do tratamento e o período de maior eficácia da medicação.
Estrategicamente: É importante que o candidato evite interpretações literais e reflita sobre quando e por quanto tempo o medicamento é de fato recomendado. Palavras como “recomenda-se”, “hospitalizados”, sem especificar a fase, podem confundir.
Dica prática: Em asma grave, só associe o ipratrópio nas primeiras horas. Após estabilização, mantenha apenas o beta2-agonista e o corticoide sistêmico.
Resumo final: A alternativa está errada porque o suporte ao uso continuado do brometo de ipratrópio durante toda a internação não está respaldado pelas melhores evidências ou protocolos nacionais.
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