Lembrou-se de seu Tomás da bolandeira. Dos homens do
sertão o mais arrasado era seu Tomás da bolandeira. Por quê?
Só se era porque lia demais. Fabiano muitas vezes dissera: —
“Seu Tomás, vossemecê não regula. Para que tanto papel?
Quando a desgraça chegar, seu Tomás se estrepa, igualzinho
aos outros”.
Em hora de maluqueira Fabiano desejava imitá-lo: dizia palavras
difíceis, truncando tudo, convencia-se de que melhorava.
Tolice. [...].
Seu Tomás da bolandeira falava bem, estragava os olhos
em cima dos jornais e livros, mas não sabia mandar: pedia.
Esquisitice um homem remediado ser cortês. Até o povo
censurava aquelas maneiras. Mas todos obedeciam a ele. Ah!
Quem disse que não obedeciam?