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Q4152660 Medicina
Para uma idosa portadora de síndrome de fragilidade, é indicação para se considerar cuidados paliativos a seguinte situação:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão cobra a distinção entre marcador de fragilidade e gatilho para considerar cuidados paliativos: em idosa frágil, idas recorrentes ao pronto-socorro indicam instabilidade clínica e pior prognóstico global, ao contrário de preensão reduzida, marcha lenta ou dispneia aos esforços isolados, que caracterizam fragilidade ou sintoma, mas não são indicação específica por si sós.

Tema central: Fragilidade e paliativos
Análise das alternativas
A
Errada
Força de preensão manual menor que 16 kg é marcador de baixo desempenho muscular, sarcopenia e fragilidade. O erro é tratar um critério funcional/fenotípico de fragilidade como se fosse indicação específica de cuidados paliativos. Pela base, preensão reduzida pode se associar a pior prognóstico, mas isoladamente não indica necessidade paliativa.
B
Errada
Velocidade de marcha menor que 0,8 m/s é marcador funcional importante de fragilidade e risco, mas continua sendo medida de desempenho físico. Ela não demonstra, sozinha, declínio clínico com necessidades paliativas complexas, nem sofrimento refratário, nem descompensações recorrentes. Portanto, não é gatilho específico para considerar cuidados paliativos.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a recorrência de atendimentos de urgência funciona como marcador de descompensações repetidas, vulnerabilidade e necessidade de reavaliar objetivos de cuidado. Na base, esse padrão é o único que sustenta considerar cuidados paliativos em uma idosa com síndrome de fragilidade, por indicar maior necessidade de avaliação paliativa diante de instabilidade clínica e pior prognóstico.
D
Errada
Dispneia aos esforços é sintoma inespecífico em geriatria e exige contextualização etiológica e de gravidade. A base é explícita em que sua presença isolada, sem descrição de refratariedade, repouso ou doença avançada, não basta como indicação para considerar cuidados paliativos. O erro aqui é equiparar qualquer dispneia a critério paliativo.
Pegadinha da questão
A banca mistura marcadores técnicos de fragilidade, que parecem mais específicos, com um marcador de instabilidade clínica e alta utilização de urgência. A confusão real é tomar critério de fragilidade como se fosse gatilho para avaliação paliativa.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro separe 'diagnóstico/gravidade de fragilidade' de 'necessidade de abordagem paliativa'; não são a mesma coisa.
  • Valor isolado de preensão manual ou velocidade de marcha aponta vulnerabilidade funcional, mas não define sozinho indicação paliativa.
  • Recorrência de pronto-socorro ou de crises clínicas pesa como marcador de pior prognóstico e revisão de objetivos de cuidado.
  • Sintoma isolado só favorece cuidado paliativo como resposta da questão quando vier com contexto de refratariedade, grande carga de sofrimento ou doença avançada.

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