Para Guzzo et al (2010), "É preciso apontar que a Psicologia...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: A influência da formação dos psicólogos brasileiros, frequentemente baseada em perspectivas como o positivismo e a ideologia da sociedade burguesa, sobre a prática profissional em Psicologia Escolar, especialmente quanto à adoção do modelo médico e a ênfase em fatores individuais na explicação dos comportamentos.
Comentário didático: Nas últimas décadas, autores como Guzzo et al. (2010) e Maria Helena Souza Patto criticam a atuação tradicional do psicólogo escolar no Brasil, marcada por uma abordagem clínico-individualizante. Nesse modelo, os problemas de aprendizagem são frequentemente tratados como patologias internas do aluno (déficits cognitivos, emocionais, transtornos), reduzindo a importância dos fatores sociais, institucionais e das desigualdades.
O conceito-chave é o de medicalização da educação, ou seja, explicar dificuldades a partir do indivíduo e não do contexto. Antunes (2003) e Patto (1984) destacam que isso desresponsabiliza a escola e invisibiliza questões sociais e históricas relacionadas ao fracasso escolar.
Análise da alternativa correta:
D) Tenham o trabalho voltado à prática clínica e ao tratamento da doença, fundada no modelo médico, e a tendência a atribuir peso excessivo a fatores individuais para explicar comportamentos sociais ou individuais.
Essa alternativa está correta, pois traduz exatamente a crítica dos autores: a formação leva o psicólogo escolar a uma ação voltada para o diagnóstico individualizante e clínico, minimizando fatores sociais e contextuais na compreensão do comportamento.
Análise das alternativas incorretas:
A) Inverte a crítica: o foco do modelo médico é nos fatores individuais, não sociais.
B) Apresenta a postura da psicologia crítica, que não é a criticada por Guzzo et al., mas sim o que ele propõe como superação do modelo tradicional.
C) Embora aborde a alienação quanto às influências sociais, omite o foco clínico e individualizante da crítica, tornando-se incompleta.
E) “Cultura neoliberal” não é o ponto central da crítica do trecho citado, e sim o modelo médico individualizante.
Estrategicamente, atenção à troca sutil entre fatores sociais e fatores individuais nas alternativas — uma pegadinha comum que pode confundir se a leitura não for atenta.
Resumo para provas: Sempre alie modelo médico à foco individualizante. Ao identificar uma crítica à formação tradicional, busque alternativas que indiquem patologização e explicação dos problemas escolares com base em “deficiências” do aluno, não do contexto.
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