A classificação de Braunwald para angina instável é utiliza...
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Tema central: A classificação de Braunwald é uma estratificação clínica para angina instável (SCA sem supra de ST). Ela organiza o risco em três eixos: I–III (gravidade/tempo dos sintomas), A–C (circunstâncias clínicas: secundária, primária ou pós-IAM) e 1–3 (intensidade de terapia anti-isquêmica em uso). Não inclui anatomia coronariana.
Alternativa correta: B – Grau de estenose coronariana por angiografia.
Justificativa: A classificação de Braunwald não considera achados angiográficos. É baseada em sintomas, contexto clínico e uso/necessidade de terapia. O grau de estenose é um dado anatômico utilizado após a avaliação clínica e pertence a decisões de revascularização, não à classificação original de Braunwald. Diretrizes ESC/ACC para SCA sem supra e obras como Harrison e UpToDate descrevem Braunwald como clínico, sem incluir angiografia.
Análise das alternativas incorretas:
A – Momento da última ocorrência de angina. É considerado: diferencia Classe II (angina em repouso subaguda, até 1 mês) de Classe III (angina em repouso nas últimas 48 h). Também contempla angina de início recente/agravamento sem repouso (Classe I).
C – Angina em repouso. É núcleo da classificação: define Classes II (subaguda) e III (aguda), marcando maior risco.
D – Resposta à terapia médica. É contemplada indiretamente: o eixo 1–3 qualifica se o paciente está sem terapia, com terapia habitual ou em terapia máxima e ainda sintomático (o que implica refratariedade/pior prognóstico). Assim, considera-se o status terapêutico e a persistência de sintomas apesar dele.
E – Fatores desencadeantes de angina. São incluídos: compõem o grupo A (secundária), como anemia, febre, tireotoxicose, taquiarritmias, hipertensão, hipóxia, cocaína etc., que precipitam isquemia.
Estrategia para a prova: Memorize os 3 eixos: I–III (tempo/repouso), A–C (secundária/primária/pós-IAM), 1–3 (intensidade de terapia). Pegadinha: itens de anatomia coronariana (grau de estenose), biomarcadores e escores TIMI/GRACE não pertencem à Braunwald.
Referências essenciais: ESC Guidelines for NSTE-ACS (2020/2023); ACC/AHA NSTE-ACS Guideline (2014, updates); Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate: “Unstable angina: Risk assessment and Braunwald classification”.
Gabarito: B
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Classificação de Braunwald
A classificação de Braunwald é utilizada para estratificar a gravidade da angina instável, considerando a intensidade dos sintomas, as circunstâncias de ocorrência e a presença de condições clínicas associadas.
1. GRAVIDADE
Classe I → Angina de início recente, grave ou acelerada, sem angina em repouso.
Classe II → Angina em repouso, subaguda: ocorreu durante o último mês, mas não nas últimas 48 horas.
Classe III → Angina em repouso, aguda: ocorreu nas últimas 48 horas.
2. CIRCUNSTÂNCIAS CLÍNICAS
Classe A – Secundária → Angina instável associada a uma condição extracardíaca que aumenta a demanda de oxigênio ou reduz sua oferta.
Exemplos: anemia, febre, taquicardia e hipóxia.
Classe B – Primária → Angina instável sem condição extracardíaca identificável que a desencadeie.
Classe C – Pós-infarto → Angina instável que surge nas primeiras duas semanas após um infarto agudo do miocárdio (IAM).
3. INTENSIDADE DO TRATAMENTO
1 → Sem tratamento ou com tratamento mínimo.
2 → Angina apesar do tratamento habitual para angina estável.
3 → Angina apesar de tratamento máximo, incluindo nitratos intravenosos.
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