O município de Queimadas enfrenta uma crise administrativa ...
Considere as afirmativas abaixo:
1. A organização político-administrativa do Brasil, prevista na Constituição Federal, estabelece uma repartição de competências entre os entes federativos, incluindo a autonomia municipal para a gestão de seus assuntos, respeitados os limites constitucionais.
2. A intervenção do chefe do executivo municipal em secretarias, sem o devido processo legal ou sem justificativa fundamentada em lei, pode ser considerada inconstitucional, pois viola o princípio da legalidade e da separação dos poderes.
3. A Constituição Federal assegura a independência dos poderes, mas permite a intervenção de um poder sobre outro em situações excepcionais, desde que essa intervenção esteja prevista em lei e seja necessária para preservar a ordem pública e os interesses sociais.
4. A administração pública brasileira, regida pelos princípios da moralidade, publicidade, legalidade, eficiência e impessoalidade, impede qualquer forma de centralização excessiva de poder, que possa comprometer a governança democrática.
5. A autonomia dos municípios no Brasil é garantida pela Constituição, mas é condicionada à fiscalização pelos Estados e pela União, que podem intervir sempre que houver desrespeito aos princípios constitucionais ou às leis federais.
Alternativas:
- Gabarito Comentado (1)
- Aulas (2)
- Comentários (9)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: E
Fundamento decisivo: A Constituição Federal, art. 35, caput e inciso IV, dispõe: "Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial." O item 5 atribui genericamente aos Estados e à União competência para intervir em municípios por desrespeito constitucional ou legal, contrariando esses limites e requisitos. Assim, E é preservada como gabarito oficial, mas não pode ser juridicamente validada como afirmação de que todos os itens são verdadeiros.
- Identifique se a atuação ocorre dentro do próprio Executivo, entre poderes distintos ou entre entes federativos; são situações juridicamente diferentes.
- Em intervenção municipal, confira quem pode intervir, a hipótese constitucional e o procedimento exigido. Na hipótese do art. 35, IV, é necessário provimento de representação pelo Tribunal de Justiça.
- Separe os princípios expressamente previstos no art. 37 das conclusões interpretativas: o dispositivo não contém vedação indistinta à centralização administrativa.
- Não transforme a preservação de um gabarito oficial em validação jurídica de afirmativas incompatíveis com a Constituição.
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Comentários
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a 2 nao pode ser correta. como vai ser insconstitucional o chefe do executivo intervir em suas secretarias? Separação de poderes??? Tem bagulho errado aí.
Gabarito: E
A União pode intervir nos Municípios???
Em algumas situações pode.
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I - manter a integridade nacional
; II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III - por termo a grave comprometimento da ordem pública;
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição dentro dos prazos estabelecidos em lei;
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. (Alínea acrescida pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996 e com nova redação dada pela Emenda Constitucional
Questão bem estranha.
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