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Q3190339 Medicina

A respeito da abordagem diagnóstica de pacientes com dor de garganta, analise as seguintes assertivas: 


I. A faringoamigdalite estreptocócica, em crianças, pode se manifestar com quadro atípico, incluindo prostração, congestão e secreção nasal e febre baixa, menor que 38.3°C.


II. O exsudato branco e irregular salpicado da faringoamigdalite por vírus Epstein-Barr (EBV) difere do exsudato amigdaliano branco-acinzentado da faringoamigdalite estreptocócica.


III. A faringite ou faringoamigdalite por citomegalovírus tem quadro clínico e laboratorial (linfocitose) semelhante ao da infecção por vírus Epstein-Barr (EBV), mas difere da infecção por vírus Epstein-Barr (EBV) porque não causa infecção latente e os anticorpos IgM são precocemente detectados 1 a 2 dias após o início dos sintomas, podendo persistir no máximo por 1 a 2 meses.


IV. Na faringite ou faringoamigdalite por vírus Epstein-Barr (EBV), os preditores clínicos de monoteste positivo são linfadenopatia axilar, linfadenopatia cervical posterior, presença de petéquias no palato e linfadenopatia inguinal. Essa patologia pode ter como complicação o risco de ruptura esplênica. 


Quais estão corretas? 

Alternativas

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Tema central: A questão avalia o conhecimento sobre a abordagem diagnóstica das principais causas de faringoamigdalite, destacando diferenças entre infecções estreptocócicas e virais, especialmente Epstein-Barr (EBV) e citomegalovírus (CMV).

Justificativa da alternativa correta (B – Apenas I e IV):

I. FALSA. A faringoamigdalite estreptocócica costuma ter quadro típico com febre alta (>38,3ºC), dor intensa e ausência de sintomas respiratórios altos (como congestão e secreção nasal). Febre baixa e sintomas respiratórios sugerem etiologia viral. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Febre Reumática, “presença de coriza, tosse, rouquidão e conjuntivite sugerem infecção viral”.

II. VERDADEIRA. O exsudato branco e irregular da infecção pelo EBV é diferente do exsudato branco-acinzentado da infecção estreptocócica, auxiliando no diagnóstico diferencial. Conforme o Harrison’s, na mononucleose infecciosa o exsudato costuma ser mais espesso e irregular, enquanto na estreptocócica é uniformemente branco-acinzentado.

III. FALSA. O CMV também pode causar infecção latente e a detecção dos anticorpos IgM não é tão precoce nem tão restrita em tempo como o descrito. Tanto EBV quanto CMV permanecem latentes no organismo, sendo a distinção sorológica mais complexa. Isso está descrito nos principais manuais de infectologia.

IV. VERDADEIRA. Na mononucleose infecciosa (EBV) são comuns linfadenopatia cervical posterior, petéquias no palato e, menos frequentemente, linfadenopatia axilar/inguinal. Esplenomegalia é comum e pode evoluir para ruptura esplênica, complicação conhecida conforme o UpToDate e a SBP.

Análise das alternativas incorretas:

A, C, D e E: Incluem assertivas I ou III, ambas incorretas, conforme detalhado.

Estratégia para provas: Atenção a “pegadinhas” em sintomas respiratórios associados à faringite bacteriana, e confusão entre quadro clínico e sorologia de vírus. Observe palavras-chave como “atípico”, “latente” e detalhes do exsudato.

Referências principais: Diretrizes da SBP, Harrison’s Principles of Internal Medicine, Protocolo de Febre Reumática do Ministério da Saúde.

Gabarito: B) Apenas I e IV.

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