O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Mobilidade Urbana, Conflito Viário e a Função Mediadora do Agente de Trânsito
O espaço viário urbano constitui um ambiente de coexistência tensionada entre atores com perfis de mobilidade,
velocidades e vulnerabilidades estruturalmente distintos: pedestres, ciclistas, motociclistas e condutores de veículos de
grande porte partilham infraestruturas projetadas, em muitos casos, sem considerar adequadamente a heterogeneidade
desses fluxos. Essa assimetria estrutural produz zonas de conflito potencial cujas consequências mais graves concentram-se em cruzamentos e faixas de pedestres, conforme evidenciam os dados de sinistralidade viária.
A resposta institucional a esse diagnóstico não se esgota na engenharia de tráfego ou na sinalização física. A literatura
sobre gestão da mobilidade sustentável indica que a presença qualificada de agentes nos pontos críticos produz efeito
composto: reduz a ocorrência de conflitos, orienta comportamentos e realimenta o sistema de informação operacional
com dados sobre os padrões de circulação observados. Nesse modelo, o agente de trânsito deixa de ser figura reativa e
assume função de mediação ativa, integrando o ciclo de produção de conhecimento sobre o espaço viário e contribuindo
para a calibragem das políticas de mobilidade urbana.
O segundo parágrafo do texto descreve o papel do agente de trânsito em um modelo específico de gestão da mobilidade.
A caracterização precisa desse papel, segundo o que o texto efetivamente enuncia, é:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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