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Q3986856 Pedagogia
Durante o acompanhamento pedagógico realizado junto ao corpo docente de um Instituto Federal, o pedagogo identificou que os planejamentos de ensino elaborados pelos professores estavam desarticulados do projeto político-pedagógico. Muitos docentes afirmaram compreender que o planejamento é apenas um documento administrativo e burocrático, sem relação direta com a prática pedagógica deles. Diante desse cenário, cabe ao pedagogo decidir qual ação pedagógica adotar para modificar essa percepção e promover um planejamento de ensino integrado com os princípios da educação profissional e tecnológica. Considerando as atribuições do cargo, assinale a alternativa que apresenta a ação mais adequada do pedagogo nessa situação.
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E) Mediar o processo formativo contínuo dos professores por meio de reuniões pedagógicas que integrem as especificidades do mundo do trabalho.

A alternativa correta é a E) Mediar o processo formativo contínuo dos professores por meio de reuniões pedagógicas que integrem as especificidades do mundo do trabalho.

Essa questão aborda um dilema clássico enfrentado pela supervisão/orientação pedagógica: a resistência ou incompreensão do corpo docente em relação à função do Planejamento de Ensino, enxergando-o como mera "burocracia para entregar à coordenação" (concepção tecnicista).

Para romper com isso na perspectiva da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), o pedagogo não pode adotar uma postura autoritária ou punitiva.

  • Por que a E está correta: O pedagogo deve atuar como um mediador e um articulador da formação continuada em serviço. O espaço ideal para isso são as reuniões pedagógicas coletivas, onde ele guiará os professores a compreenderem que o planejamento é um instrumento político e pedagógico vivo. Na EPT, esse planejamento precisa dialogar diretamente com o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e integrar as especificidades do mundo do trabalho como princípio educativo, superando a visão puramente instrumental do ensino.

O IDIB e o Instituto AOCP costumam rechear as alternativas incorretas com ações centralizadoras, rígidas ou que mantêm o isolamento das disciplinas:

  • A) INCORRETA: Falar em "designar um modelo único para garantir a uniformidade" é o ápice do tecnicismo burocrático. Impor um modelo rígido de cima para baixo apenas reforça a ideia de que o documento é uma mera obrigação administrativa e anula a autonomia docente.
  • B) INCORRETA: Indicar "ações pedagógicas provisórias" e defender um "currículo disciplinar" (engessado/fragmentado) vai totalmente contra as diretrizes da EPT, que preconizam o planejamento integrado, contínuo e interdisciplinar.
  • C) INCORRETA: O erro está em propor "intervenções nas ementas". O pedagogo realiza o assessoramento didático-pedagógico; ele não altera as ementas dos componentes curriculares de forma impositiva e isolada, pois elas fazem parte da estrutura formal dos cursos aprovada institucionalmente.
  • D) INCORRETA: "Centralizar a construção do planejamento na equipe pedagógica" retira a autoria do professor e mata o princípio da gestão democrática. Se a equipe pedagógica faz o documento sozinha, o planejamento vira uma peça de ficção que nunca será aplicada na realidade da sala de aula.

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