Um paciente com dispneia, hipoxemia, em pós-operatório de A...
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A questão apresentada envolve um paciente em pós-operatório de artrodese de coluna que desenvolveu dispneia e hipoxemia, além de alterações eletrocardiográficas específicas. Vamos analisar o cenário e entender por que a alternativa A - tromboembolismo pulmonar é a resposta correta.
Tema central: A questão está centrada no diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP), uma condição em que um ou mais trombos se deslocam do sistema venoso profundo (geralmente das pernas) até os pulmões, bloqueando a circulação sanguínea.
Justificativa para a alternativa correta: O paciente apresenta um padrão eletrocardiográfico conhecido como padrão de McGinn-White (S1Q3T3), que é característico de tromboembolismo pulmonar. Esse padrão, embora não seja o mais sensível ou específico, é clássico para TEP e consiste na presença de uma onda S na derivação D1, uma onda Q na derivação D3 e uma inversão da onda T também na derivação D3. Além disso, o cenário pós-operatório é um fator de risco conhecido para tromboembolismo venoso, incluindo TEP.
Análise das alternativas incorretas:
B - Dano alveolar difuso: Este achado está mais relacionado à síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), que ocorre devido a lesões diretas ou indiretas aos pulmões e não está associado ao padrão eletrocardiográfico descrito.
C - Corpo estranho traqueal: Esta condição causaria obstrução das vias aéreas, levando a dispneia, mas não se associaria ao padrão eletrocardiográfico mencionado, sendo mais visível em exames de imagem, como raio-X de tórax.
D - Linfoma: Linfomas podem causar sintomas respiratórios se houver envolvimento mediastinal, mas o quadro clínico e eletrocardiográfico não são típicos para esse diagnóstico.
E - Dissecção de carótida interna esquerda: Esta condição envolveria sintomas neurológicos, como dor de cabeça e sinais de isquemia cerebral, e não estaria relacionada ao padrão de McGinn-White ou ao quadro de dispneia aguda e hipoxemia.
Conclusão: O padrão eletrocardiográfico clássico, aliado ao contexto clínico de dispneia pós-operatória, faz do tromboembolismo pulmonar o diagnóstico mais provável. Em casos suspeitos de TEP, exames adicionais como angiotomografia de tórax são essenciais para confirmação diagnóstica.
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