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Q1278418 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Nos casos expressos Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, aplica-se excepcionalmente o Estatuto da Criança e do Adolescente:
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Tema central: A questão exige o conhecimento sobre a aplicação excepcional do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a pessoas que já atingiram a maioridade, nos casos expressamente previstos em lei.

Base legal: O fundamento está no Art. 2º do ECA ("Considera-se criança ... até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade") combinado com o Art. 121, § 5º ("A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade"). Assim, o ECA pode produzir efeitos até os 21 anos em situações específicas, como na execução de medidas socioeducativas.

Jurisprudência relevante: O STJ já consolidou o entendimento por meio da Súmula 605: a maioridade penal não interfere na aplicação de medidas socioeducativas, que podem perdurar até os 21 anos.

Exemplo prático: Um jovem cometeu ato infracional aos 17 anos e recebeu medida de internação. Se completar 18 anos antes do término da medida, ele permanece submetido ao ECA até o limite de 21 anos (Art. 121, § 5º). A partir dos 21 anos, a liberação é obrigatória.

Análise da alternativa correta (A): A alternativa A está correta pois de 18 a 21 anos é o intervalo em que excepcionalmente o ECA se aplica, como autoriza a lei nos casos expressos (principalmente na execução de medidas socioeducativas).

Análise das alternativas incorretas:
B) Errada porque extrapola o limite previsto na lei (vai até 22 anos, o que não encontra respaldo legal).
C) Errada porque inclui pessoas de 16 anos, que, para o ECA, são adolescentes (e não objeto de excepcionalidade), e vai corretamente até 21, porém mistura situações.
D) Errada pois limita o alcance até os 18 anos apenas, excluindo a hipótese excepcional prevista para até 21 anos.

Pegadinha: Atenção para não confundir a regra geral (criança e adolescente) com a exceção da aplicação do ECA para maiores de 18 anos em casos específicos – concentre-se no termo "excepcionalmente" do enunciado.

Doutrina: Maria Helena Diniz reforça que o ECA admite a aplicação excepcional até os 21 anos,
confirmando a correta interpretação do alcance legal.

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Comentários

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Em regra: aplica-se o ECA apenas as pessoas até 18 anos de idade. MAS há duas exceções:

a) manutenção da aplicação de medida socioeducativa até os 21 anos (desde que o ato infracional tenha sido praticado enquanto o autor ainda era adolescente – veja o art. 121); e

b) adoção estatutária, para jovens de até 21 anos que, à época do pedido, já estavam sob a guarda ou tutela do pretendente à adoção (art. 40).

Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.

Gabarito: A

Em casos excepcionais, o Estatuto poderá ser aplicado ao jovem até 21 anos de idade, principalmente nos casos de ato infracional praticado antes de atingir a maioridade.

Gabarito letra A

Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.

A questão exige o conhecimento estampado no art. 2º, parágrafo único do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Quando o ECA foi editado, o Código Civil previa que a maioridade só ocorria aos 21 anos. Já o Código Penal previa que a maioridade ocorria aos 18 anos. Resultado: dos 18 aos 21 anos a pessoa era considerada penalmente capaz, mas civilmente incapaz. Existia um limbo nesse período.

Dessa forma, optou-se pela aplicação excepcional do Estatuto da Criança e do Adolescente em certos casos excepcionais (aplicação de medidas socioeducativas), em detrimento do Código Penal.

Veja o que dispõe o parágrafo único do art. 2º do ECA:

Art. 2, p.ú, ECA: nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre 18 e 21 anos de idade.

Para complementar, veja o art. 121, §5º do mesmo diploma legal: a liberação será compulsória aos 21 anos de idade.

Portanto, o ECA poderá ser aplicado apenas de forma excepcional (no caso acima descrito) às pessoas entre 18 e 21 anos.

GABARITO: A

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