Em se tratando de biossegurança em biotérios, o descarte de...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3573661 Veterinária
Em se tratando de biossegurança em biotérios, o descarte de carcaças de animais é um ato que requer grande senso de responsabilidade por parte do profissional que o está executando. Sobre esse procedimento, é correto afirmar: 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: Biossegurança em biotérios e o manejo de carcaças de animais como resíduos de serviços de saúde (RSS). O ponto-chave é a classificação correta e o destino seguro para evitar riscos biológicos, ambientais e ocupacionais.

Alternativa correta: A
“Todas as carcaças, contaminadas ou não, são resíduos do Grupo A.” Correto. De acordo com a ANVISA RDC 222/2018 e a CONAMA 358/2005, carcaças e peças anatômicas de animais provenientes de serviços de saúde/biotérios são classificadas como Grupo A (risco biológico). Em biotérios: inoculados/suspeitos costumam ser enquadrados em subgrupos específicos (ex.: A2); os demais, ainda assim, são Grupo A pelo potencial de disseminação de agentes e atração de vetores. Diretrizes internacionais (OMS – “Safe management of wastes from health-care activities”) reforçam esse enquadramento e a necessidade de tratamento e descarte especializados.

Por que isso faz sentido na prática? Mesmo sem inoculação, a putrefação eleva a carga microbiana e o risco ocupacional, exigindo embalagem resistente, identificação, armazenamento refrigerado (≤4 ºC) ou congelado e destinação licenciada (ex.: incineração/cremação). Assim, a conduta segura é tratar toda carcaça como resíduo de risco.

Análise das alternativas incorretas

B – Afirma que destruir rapidamente não é necessário. Incorreto. Carcaças representam risco potencial (proliferação microbiana, vetores, odores). Diretrizes (RDC 222/2018; OMS) indicam remoção e tratamento célere, com armazenamento a frio se houver atraso.

C – Diz que não há cuidados especiais no armazenamento. Incorreto. É obrigatório PPE/EPI, embalagem estanque e resistente, rotulagem, refrigeração e área exclusiva, evitando manipulação excessiva. Apenas “saco plástico” é insuficiente e inseguro.

D – Inclui “lixo comum” e “autoclavação” como possíveis destinos. Incorreto. Lixo comum jamais para carcaças. Autoclavação não é método padrão para carcaça inteira (baixa penetração do vapor em massa orgânica). Incineração/cremação são recomendadas; aterro só após tratamento prévio e conforme licenciamento.

E – Permite descarte como lixo comum ou “lixo hospitalar”. Incorreto. Carcaças de morte natural em biotérios seguem Grupo A, exigindo manejo especial; não podem ir ao lixo comum. “Lixo hospitalar” genérico não atende à classificação específica exigida pela RDC 222/2018.

Como interpretar na prova: - Sinal de alerta: termos como “lixo comum” para resíduos biológicos quase sempre tornam a alternativa errada.
- Palavras-chave: Grupo A, RDC 222/2018, risco biológico, incineração/cremação, armazenamento refrigerado.
- Mesmo sem “contaminação conhecida”, em biotérios a conduta é princípio da precaução.

Referências essenciais: ANVISA RDC 222/2018; CONAMA 358/2005; OMS/WHO – Safe management of wastes from health-care activities (Blue Book); orientações CONCEA/Fiocruz sobre manejo de resíduos de biotérios.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo