A condução adequada das urgências endodônticas no ambiente ...
Diante desse contexto, analise as sentenças a seguir, que tratam da conduta medicamentosa em casos de pulpite irreversível sintomática:
I. A administração empírica de antibióticos em casos de pulpite irreversível não está indicada, mesmo quando há dor intensa, pois a infecção permanece restrita à câmara pulpar, sendo a intervenção local a medida resolutiva.
II. A antibioticoterapia em odontologia deve ser reservada aos casos em que há evidências clínicas ou sistêmicas de disseminação infecciosa, como febre, linfadenopatia, trismo ou envolvimento de espaços faciais.
Com base na literatura técnica sobre emergências endodônticas, assinale a alternativa CORRETA:
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Tema central: manejo medicamentoso em urgências endodônticas (pulpite irreversível sintomática) e antibioticoterapia baseada em evidências. Em pulpite, a dor é decorrente de inflamação pulpar em tecido vital, não de infecção sistêmica ativa; portanto, antibióticos não atuam na causa e não aliviam a dor. O tratamento é local (acesso endodôntico) e analgésico.
Alternativa correta: D – I é falsa; II é verdadeira.
Por quê?
I (falsa): embora esteja correto que não se prescrevem antibióticos na pulpite irreversível, a sentença erra ao justificar por “infecção restrita à câmara pulpar”. Na pulpite, o quadro é inflamatório e não há indicação de antibiótico porque não existe disseminação infecciosa nem benefício clínico comprovado. Evidências (Cochrane; Agnihotry et al.) demonstram ausência de alívio da dor com antibióticos em pulpite. Referências: AAE Position Statement – Systemic Antibiotics in Endodontics; ADA 2019 guideline; Cohen’s Pathways of the Pulp.
II (verdadeira): antibióticos devem ser reservados para sinais de disseminação: febre, mal-estar, linfadenopatia, trismo, celulite, envolvimento de espaços faciais ou pacientes imunossuprimidos. Diretrizes AAE/ADA e revisões sistemáticas sustentam essa conduta de Stewardship.
Conduta prática (protocolo):
- Tratamento de escolha: acesso endodôntico com pulpectomia ou pulpotomia para descompressão; sem antibiótico na pulpite isolada.
- Analgésicos: AINE (ibuprofeno ou naproxeno) ± paracetamol; ajuste oclusal conforme necessidade.
- Antibiótico apenas se houver sinais sistêmicos/espaciais: amoxicilina (± clavulanato) ou clindamicina em alérgicos, sempre com drenagem e acompanhamento.
Como interpretar a questão (evite a pegadinha): “Dor intensa” não é indicação de antibiótico. Identifique termos-chave: pulpite irreversível = inflamação vital; sinais sistêmicos = quando considerar antibiótico. Desconfie de justificativas que chamem pulpite de “infecção” confinada.
Análise das alternativas:
- A (falsa): II é verdadeira, mas I é falsa pela justificativa equivocada de “infecção restrita”.
- B (falsa): pressupõe I verdadeira; não é.
- C (falsa): inverte o gabarito de II, que é correta segundo AAE/ADA.
- D (verdadeira): alinha-se às diretrizes de Stewardship (AAE, ADA 2019) e à Cochrane.
- E (falsa): II é verdadeira.
Referências essenciais: AAE Position Statement: Systemic Antibiotics in Endodontics; ADA 2019 Guideline (JADA) para dor/edema de origem pulpar; Cohen’s Pathways of the Pulp; Cochrane Review (Agnihotry et al.) sobre antibióticos em pulpite.
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Comentários
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Polêmico....rsrs
Acredito que a afirmativa 1 esteja errada pq diz que a infecção fica restrita à camara pulpar
pessoal dessa banca não bate muito bem não
gente, totalmente sem sentido.
ué como assim
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