Na técnica de face lift clássico, sem incluir o tratamento ...
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Tema central: A questão aborda a anatomia cirúrgica da região temporal e a identificação do plano ideal de dissecção durante a técnica clássica de face lift (ritidoplastia). Saber identificar corretamente os planos anatômicos é fundamental para evitar lesão de estruturas neurovasculares e potencializar resultados estéticos seguros — competência essencial ao cirurgião plástico.
Justificativa da alternativa correta (D):
Na técnica clássica de face lift, quando se realiza a elevação do retalho temporal, a dissecção ocorre profundamente à fáscia temporal superficial (FTS), “entre a fáscia temporal superficial e a fáscia temporal profunda”, segundo obras referência como “Grabb e Smith’s Plastic Surgery” e os principais tratados da especialidade.
Esse plano é considerado o mais seguro porque, até a fáscia temporal superficial, protegemos o ramo temporal do nervo facial (estrutura de risco), além de permitir a mobilização adequada dos tecidos para deslocamento e suspensão.
Discussão das alternativas incorretas:
A) No plexo subdérmico: O plexo subdérmico está logo abaixo da derme e não proporciona o acesso desejado às estruturas profundas; o procedimento nesse plano não é apropriado para a ritidoplastia, pois limita a mobilização tecidual.
B) No plano subperiostal: O subperiostal situa-se diretamente sobre o osso, baixo demais para o lift clássico, reservando-se ao lifting endoscópico ou em outras regiões faciais, não na temporal.
C) Profunda à gálea: A gálea aponeurótica está no couro cabeludo superior, não correspondendo ao plano temporal típico; portanto, essa abordagem não é utilizada na técnica em questão.
E) Profunda à fáscia temporal profunda: Neste plano há risco de dano ao músculo temporal e hemorragia, configurando-se como abordagem inadequada e perigosa para a ritidoplastia clássica.
Dicas de prova e pegadinhas:
Fique atento à diferenciação entre fáscia temporal superficial (continuação do SMAS — Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial) e fáscia temporal profunda, pois são termos facilmente confundidos em provas. O termo “profunda à fáscia temporal superficial” destaca o plano logo abaixo da camada superficial (FTS), onde a dissecção é tradicionalmente realizada.
Além disso, em provas, a menção ao “lift clássico” indica que não se utilizam planos tão profundos como o subperiostal.
Referência: “Em face lifting clássico, a dissecção temporal é realizada no plano entre a fáscia temporal superficial e a profunda, protegendo estruturas críticas e otimizando o resultado estético.” (Grabb & Smith’s Plastic Surgery, 7ª ed., Cap. 61).
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