As úlceras de pressão ou úlceras de decúbito são de difícil ...
As 3 etapas principais do tratamento cirúrgico de uma úlcera de decúbito na região sacra são:
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Comentário da Questão:
Tema central: A questão aborda as etapas cirúrgicas essenciais para o tratamento de úlceras por pressão (úlceras de decúbito) em região sacra, uma condição frequente em pacientes acamados e de complexa abordagem, exigindo profundo conhecimento dos princípios cirúrgicos.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E) ressecção ampla da úlcera, osteotomia e cobertura da ferida está correta, pois descreve os pilares fundamentais do tratamento cirúrgico avançado de úlceras sacras:
- Ressecção ampla: Remoção completa do tecido necrótico, desvitalizado e fibrose local.
- Osteotomia: Ressecção das proeminências ósseas subjacentes (ex: sacro, ísquio), reduzindo o risco de recidiva, conforme orientam as principais diretrizes brasileiras e internacionais.
- Cobertura da ferida: Uso de retalhos cutâneos, musculares ou musculocutâneos para restaurar a integridade local, promovendo melhor aporte vascular à região.
Segundo a Diretriz da Associação Médica Brasileira sobre úlceras por pressão: "A ressecção ampla com abordagem óssea e cobertura são indicadas para úlceras estádio III/IV e de repetição."
Análise das alternativas incorretas:
- A: O retalho do Tensor da Fáscia Lata é indicado para regiões trocantéricas e não sacrais; erro anatômico e técnico.
- B: Retalho de Bíceps Femoral não é usualmente utilizado em região sacra, além de citar drenagem (que não é fase central do tratamento cirúrgico) e autoenxertia (inviável sobre área óssea ou sem base vascular adequada).
- C: Sutura sem tensão não é indicada em áreas de pressão/longo prazo, e omite a importância do tratamento de proeminências ósseas.
- D: Retalho de Gracilis não é apropriado para região sacra; ressecção ampla isoladamente não resolve as causas do problema.
Estratégias para provas:
Evite “soluções fáceis” ou superficiais. Atente para passos que abordem a etiologia, a anatomia regional e a prevenção de recorrência, como a remoção óssea.
Referências: Diretrizes AMB (2013), Ministério da Saúde, livros Cirurgia de Sabiston e UpToDate
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