Paciente de 82 anos, hipertenso, diabético, com sequela de ...

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Q1091186 Medicina
Paciente de 82 anos, hipertenso, diabético, com sequela de AVE, restrito ao leito, é portador de úlcera de pressão na região trocanteriana direita com 10,0 cm de diâmetro, sem secreção purulenta, com necrose muscular, necrose subtotal da cabeça do fêmur e desarticulação coxofemoral.
Clinicamente, essa úlcera é classificada como
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda a classificação das úlceras por pressão, focando na profundidade e extensão do comprometimento tecidual. Esse tema é fundamental na prática da Cirurgia Plástica, uma vez que a avaliação correta do grau da lesão orienta condutas clínicas e cirúrgicas, além de impactar diretamente o prognóstico do paciente.

Alternativa correta: D) Grau IV

Para compreender a resposta, é essencial recordar a classificação das úlceras por pressão, conforme o Protocolo de Úlcera por Pressão da ANVISA:

  • Grau I: Eritema não branqueável em pele íntegra.
  • Grau II: Perda parcial da espessura da pele, atingindo epiderme e/ou derme.
  • Grau III: Perda total da espessura da pele, necrose de tecido subcutâneo, podendo atingir, mas não expor músculo, osso ou articulações.
  • Grau IV: Perda total da espessura cutânea, com exposição ou comprometimento de músculo, osso, tendões ou articulações; pode haver necrose extensa.

No caso apresentado, há necrose muscular, necrose subtotal da cabeça do fêmur e exposição articular, configuração típica de uma úlcera por pressão Grau IV. Vale reforçar que, segundo o protocolo da ANVISA, "no estágio IV: há destruição total de tecidos, exposição e/ou dano de estruturas de suporte". (Protocolo de Úlcera por Pressão, seção 4.3).

Por que as demais alternativas estão incorretas?

  • A) Grau I: Não há solução de continuidade ou necrose; só eritema sem lesão aberta.
  • B) Grau II: Envolve apenas derme e/ou epiderme, nunca músculo ou osso.
  • C) Grau III: Pode chegar à gordura subcutânea, mas não há exposição de músculo/ossos/tendão.
  • E) Grau V: Não existe grau V na classificação reconhecida (pegadinha clássica!).

Dica de prova: Atenção a palavras como “exposição de músculo”, “necrose óssea”, “desarticulação” – indicadores claros de Grau IV. Não se deixe confundir por classificações inexistentes.

Referências: Protocolo de Úlcera por Pressão (ANVISA); Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; UpToDate.

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A úlcera descrita no enunciado é classificada como Grau IV, pois apresenta uma área de necrose muscular e óssea, além de desarticulação coxofemoral. O Grau IV é o estágio mais avançado da classificação de úlceras de pressão e representa uma lesão profunda e de difícil cicatrização. É importante que o paciente receba tratamento adequado e contínuo para evitar o agravamento da ferida e a ocorrência de complicações graves. Além disso, é fundamental que sejam realizadas medidas de prevenção para evitar a formação de novas lesões em pacientes com alto risco de desenvolvimento de úlceras de pressão.

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