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Q3831784 Educação Física
Um Professor Técnico Esportivo acompanha atleta que realizou avaliação cardiológica no início e após 16 semanas de preparação com predominância de treinamento aeróbio. Os resultados demonstram redução da frequência cardíaca de repouso de 72 bpm para 58 bpm, aumento do volume diastólico final do ventrículo esquerdo e manutenção da fração de ejeção. O técnico interpreta os dados considerando as adaptações cardiovasculares centrais ao treinamento de endurance. Com base nos mecanismos fisiológicos subjacentes a essas adaptações, é correto afirmar que:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A decisão dependia de reconhecer que os achados descritos após o treinamento aeróbio correspondem às adaptações cardiovasculares centrais típicas do endurance, e não a disfunção ou patologia.

Tema central: Adaptações cardíacas ao endurance
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque associa a bradicardia de repouso ao aumento da modulação parassimpática/vagal e ao maior volume sistólico, o que permite manter o débito cardíaco com menos batimentos. Também relaciona o aumento do volume diastólico final ao remodelamento excêntrico fisiológico do ventrículo esquerdo, compatível com o treinamento aeróbio.
B
Errada
Está errada porque transforma a fração de ejeção mantida em sinal de incapacidade adaptativa do miocárdio. Pela base, no contexto de endurance com aumento do volume diastólico final, a manutenção da fração de ejeção não indica, por si só, disfunção nem exige elevação proporcional para demonstrar melhora.
C
Errada
Está errada porque patologiza achados que, no quadro apresentado, são compatíveis com adaptação fisiológica ao treinamento aeróbio. A queda da frequência cardíaca de repouso não deve ser tomada automaticamente como sinal de overtraining, e o aumento do volume diastólico final, nesse cenário, não deve ser interpretado por si só como hipertrofia patológica.
D
Errada
Está errada porque exclui indevidamente o componente parassimpático da bradicardia de repouso, quando a base afirma que ele é central nessa adaptação. Além disso, a assertiva acrescenta uma regressão completa em duas semanas, mas o ponto decisivo para eliminar a alternativa já é o erro fisiológico sobre o controle autonômico.
E
Errada
Está errada porque atribui exclusividade genética à redução da frequência cardíaca de repouso e nega a adaptação induzida pelo treinamento em indivíduos com perfil genético menos favorável. Pela base, a genética pode modular a magnitude da resposta, mas não sustenta essa exclusividade.
Pegadinha da questão
A confusão central era tratar adaptações fisiológicas clássicas do endurance como se fossem sinal de disfunção: fração de ejeção mantida como incapacidade, aumento do volume diastólico final como patologia e bradicardia como mero problema autonômico. Também apareciam absolutos indevidos, como "necessariamente" e "exclusivamente".
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre endurance, associe bradicardia de repouso principalmente a maior modulação parassimpática/vagal e maior volume sistólico, não apenas à retirada simpática.
  • Aumento do volume diastólico final em atleta treinado aponta para remodelamento excêntrico fisiológico e maior enchimento ventricular, salvo dado contrário no enunciado.
  • Fração de ejeção mantida, isoladamente, não prova incapacidade adaptativa nem obriga concluir disfunção sistólica.
  • Desconfie de alternativas com absolutos como "necessariamente" e "exclusivamente" quando a base fisiológica admite adaptação com variabilidade individual.

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