Sobre a cianose nas cardiopatias congênitas, estão corretas...
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Tema central: Esta questão aborda a cianose nas cardiopatias congênitas do recém-nascido, um tema fundamental em Neonatologia. Reconhecer a origem da cianose e interpretar corretamente o teste de hiperóxia são passos cruciais para o diagnóstico diferencial entre causas cardíacas e pulmonares de cianose, influenciando diretamente a conduta clínica.
Alternativa correta: C (incorreta)
O teste de hiperóxia consiste em administrar oxigênio a 100% ao recém-nascido por cerca de 5 a 10 minutos, medindo a pressão parcial de oxigênio (PaO₂). Segundo o consenso nacional "Transporte do Recém-nascido com Suspeita de Cardiopatia" (seção 3.1.1), uma PaO₂ > 250 mmHg não sugere cardiopatia congênita cianótica, mas sim uma causa pulmonar de cianose. Já na cardiopatia cianótica, o valor geralmente se mantém abaixo de 150 mmHg, pois há shunt direito-esquerda que impede a adequada oxigenação, mesmo com O₂ máximo. Portanto, a alternativa C está errada ao afirmar que PaO₂ > 250 mmHg sugere cardiopatia congênita cianótica.
Análise das alternativas corretas:
A) Correta: A cianose pode ser o único sinal de uma cardiopatia congênita complexa, e nesses casos a realização de ecocardiograma é indicada para diagnóstico diferencial. Sempre investigue cianose inexplicada.
B) Correta: A cianose na cardiopatia congênita é tipicamente central (acomete pele e mucosas), devido à mistura de sangue venoso e arterial, caracterizando-se por distribuição generalizada em todo o corpo.
D) Correta: A cianose só é clinicamente aparente quando a hemoglobina reduzida está acima de 5 g/dL. Assim, em pacientes com anemia, pode não haver cianose visível, mesmo com hipóxia significativa (Goldman-Cecil, SBP).
Estratégias e pegadinha: Fique atento ao valor de corte do teste de hiperóxia! PaO₂ > 250 mmHg = causa pulmonar; PaO₂ ≤ 150 mmHg = provável cardiopatia congênita cianótica. O erro da alternativa C é clássico em provas, por inverter a lógica do teste. Sempre relacione fisiopatologia à conduta clínica.
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