A Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM), anteriormente...
A Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM), anteriormente chamada de esteatose hepática não alcoólica, está fortemente associada à resistência à insulina, disbiose intestinal e ativação de vias inflamatórias sistêmicas.
Sobre a fisiopatologia, diagnóstico e conduta nutricional na DHGM, analise as afirmativas abaixo:
I- A endotoxemia metabólica decorrente do aumento de Lipopolissacarídeos (LPS) circulantes, induzida pela maior permeabilidade intestinal, ativa a via Toll-like receptor 4 (TLR4) nos hepatócitos e células de Kupffer, contribuindo para estresse oxidativo e progressão para esteato-hepatite.
II- A resistência à insulina aumenta a lipogênese hepática ao estimular a atividade da enzima Acetil-CoA Carboxilase (ACC) e do fator de transcrição SREBP-1c, facilitando o acúmulo de triglicerídeos no fígado.
III- A dosagem isolada de ALT e AST é suficiente para diagnóstico de DHGM, sendo dispensável o uso de exames de imagem ou índices não invasivos (como FIB-4 ou NAFLD fibrosis score), desde que não haja consumo de álcool.
IV- Estratégias nutricionais comprovadas incluem redução de 5–10% do peso corporal, maior consumo de ômega-3, diminuição de açúcares simples (especialmente frutose), uso de probióticos e padrão alimentar similar à dieta mediterrânea.
É CORRETO o que se afirma em:
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Gabarito: B
O que precisava saber: Era necessário reconhecer três pontos centrais: a participação do eixo intestino-fígado na progressão da DHGM, com translocação de LPS e ativação de TLR4; o papel da resistência à insulina na lipogênese hepática por SREBP-1c e ACC; e o fato de que o diagnóstico e a estratificação da doença não podem se apoiar apenas em ALT/AST, exigindo imagem e/ou testes não invasivos como FIB-4. Na conduta nutricional, a base destaca perda de peso, padrão mediterrâneo, redução de açúcares simples especialmente frutose, além de ômega-3 e probióticos como estratégias compatíveis com o manejo.
Critério decisivo: A questão exige reconhecer que I, II e IV descrevem mecanismos e condutas compatíveis com a DHGM, enquanto a assertiva III é incorreta porque ALT/AST isoladas não bastam para diagnosticar nem estadiar a doença; são necessários métodos de imagem e/ou testes não invasivos para avaliação de esteatose e risco de fibrose.
- Em DHGM, diferencie mecanismo fisiopatológico de critério diagnóstico: LPS, permeabilidade intestinal e TLR4 ajudam a explicar progressão inflamatória, mas o diagnóstico não se fecha apenas com transaminases.
- Sempre verifique se a questão menciona avaliação de fibrose: a base destaca que imagem e/ou testes não invasivos, como FIB-4, são centrais na estratificação.
- Na parte metabólica, associe resistência à insulina com aumento de lipogênese hepática de novo por SREBP-1c e ACC.
- Na conduta nutricional, priorize perda de peso, padrão mediterrâneo e redução de açúcares simples, especialmente frutose; ômega-3 e probióticos podem aparecer como medidas adjuvantes.
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