Em relação à comunicação interatrial, no contexto das cardi...
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Tema central: O assunto da questão é comunicação interatrial (CIA), uma das cardiopatias congênitas mais comuns diagnosticadas em adultos. Caracteriza-se por uma abertura anormal entre os átrios, permitindo o fluxo de sangue do átrio esquerdo para o direito, sobrecarregando o sistema direito do coração e a circulação pulmonar.
Justificativa para a alternativa incorreta (C): O achado auscultatório característico da CIA é o desdobramento fixo da segunda bulha (B2), ou seja, o desdobramento do componente pulmonar da B2 não varia com a respiração. Já o desdobramento paradoxal ocorre em situações como o bloqueio de ramo esquerdo, não estando relacionado à CIA. Portanto, a alternativa C está incorreta por apresentar uma informação oposta ao quadro típico. Segundo o livro Semiologia Cardiovascular de J. Porto (2020, p. 140), "o desdobramento fixo de B2 é sinal clássico da CIA tipo ostium secundum".
Análise crítica das demais alternativas:
A) Correta. Sintomas de sobrecarga do ventrículo direito e dispneia aos esforços são indicações clássicas para considerar o fechamento da CIA, conforme protocolos como o da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
B) Correta. O bloqueio de ramo direito incompleto no ECG é frequente, presente em até 90% dos casos, devido à sobrecarga do ventrículo direito, conforme citado em obras como "Braunwald’s Heart Disease".
D) Correta. CIA do tipo seio venoso exige fechamento cirúrgico pela anatomia desfavorável para dispositivos percutâneos, conduta chancelada em diretrizes internacionais.
E) Correta. A arritmia supraventricular, principalmente fibrilação atrial, ocorre em cerca de 10% dos pacientes antes dos 40 anos devido à dilatação progressiva das câmaras cardíacas direitas.
Estratégia de resolução: Atenção aos achados semiológicos típicos das cardiopatias é essencial. Em provas de concurso, palavras como "caracteristicamente" indicam que o enunciado busca o sinal encontrado de modo clássico e frequente, o que aqui é o desdobramento fixo, não paradoxal.
Dica final: Dominar a diferença entre tipos de desdobramento da B2 pode ser decisivo em questões de prova. Sempre que possível, associe o mecanismo fisiopatológico a achados de exame físico para evitar pegadinhas!
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