Considerando o quadro descrito, assinale a opção que apresen...
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Tema central: Trata-se de uma questão sobre diagnóstico diferencial de complicações vasculares após procedimento invasivo em paciente com múltiplos fatores de risco cardiovascular. Entender como raciocinar diante de sinais sistêmicos pós-cateterismo é fundamental para o cargo de Analista Legislativo na área da saúde.
Justificativa da alternativa correta – D) Ateroembolismo por cristais de colesterol:
O paciente desenvolveu sintomas horas após coronariografia: desconforto abdominal, febre, amaurose fugaz, livedo reticular, cianose dolorosa em pododáctilos e insuficiência renal aguda (elevação da creatinina), além de leucocitose com eosinofilia. O Manual MSD destaca que a manipulação arterial pode romper placas ateromatosas, liberando êmbolos de colesterol que bloqueiam vasos pequenos em múltiplos órgãos (“As placas ateromatosas rompem-se geralmente por manipulação... durante arteriografia”). O padrão de comprometimento multissistêmico após cateterismo, com achados cutâneos e renais, é típico da síndrome ateroembólica. Essa condição é corroborada pelo artigo da Revista da Associação Médica Brasileira: “O ateroembolismo é uma doença multisistêmica que afeta vários órgãos... através da liberação de êmbolos de colesterol”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Dissecção aórtica tipo I de DeBakey: Esperam-se dor torácica intensa e sinais de isquemia aguda; a história e o exame não são compatíveis.
B) Endocardite infecciosa: Apesar da febre, faltam critérios maiores (como hemoculturas positivas e vegetações). O padrão cutâneo não sugere endocardite.
C) Nefropatia por contraste: Pode explicar insuficiência renal, mas não fenômenos sistêmicos (amnaurose, livedo, cianose digital, eosinofilia).
E) Tromboangeíte obliterante: Usual em tabagistas mais jovens, caracteriza-se por acometimento distal, sem envolvimento multissistêmico ou associação a traumas arteriais.
Estratégia de prova: Atenção ao tempo de surgimento dos sintomas pós-procedimento, à presença de manifestação multissistêmica (renal, cutânea e ocular) e aos achados laboratoriais (eosinofilia). Essas pistas direcionam o diagnóstico correto. Pegadinha: não se prender apenas à insuficiência renal – observe o quadro global!
Resumo para provas: Suspeite de ateroembolismo em idosos com múltiplos fatores de risco, após procedimentos invasivos, que evoluem com sinais isquêmicos multissistêmicos e eosinofilia. O diagnóstico é clínico e requer alto grau de suspeição.
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