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Q2317948 Medicina
Entre as potenciais etiologias de pericardite aguda, assinale a situação em que não haveria benefício do uso da colchicina para o tratamento sintomático e/ou prevenção de recorrências.
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Tema central: A questão aborda o tratamento da pericardite aguda conforme sua etiologia, com foco no uso da colchicina, medicamento fundamental para controlar sintomas e prevenir recidivas em diversas formas da doença.

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa E) Pericardite bacteriana é correta. Segundo a Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites, o manejo da pericardite bacteriana deve ser prioritariamente com drenagem pericárdica e antibioticoterapia de amplo espectro. O uso de colchicina não tem benefício comprovado, podendo inclusive atrasar tratamento vital. Ressalta-se: “O uso da colchicina não é recomendado no contexto bacteriano, pois não previne complicações e não contribui para a resolução do quadro infeccioso” (Diretriz, Tratamento da Pericardite Aguda).

Análise das alternativas incorretas:

A) Pericardite viral: Quadro frequentemente autolimitado; colchicina é benéfica para reduzir sintomas e recorrências. Diretrizes internacionais e nacionais reforçam essa conduta.
B) Pericardite idiopática: Sem etiologia definida, responde bem a AINEs + colchicina, que diminui em até 50% as recidivas (UpToDate/Harrison’s).
C) Febre Familiar do Mediterrâneo: Trata-se da principal indicação crônica de colchicina, que é a droga de escolha para prevenção de episódios.
D) Síndrome pós-pericardiotomia: Coleção inflamatória após cirurgia cardíaca e tratamento inclui colchicina para redução de recorrências.

Dicas práticas para provas: Atenção às palavras “não” e “benefício” no enunciado: muitos candidatos perdem questões por não identificar negações ou detalhes do comando.

Portanto, apenas na pericardite bacteriana a colchicina é ineficaz e desaconselhada. Toda pericardite com suspeita infecciosa grave requer abordagem específica e urgente.

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A pericardite aguda é uma condição inflamatória que afeta o pericárdio, a membrana que envolve o coração. O tratamento envolve frequentemente o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides e, em alguns casos, a colchicina para tratamento sintomático e prevenção de recorrências. A colchicina é particularmente eficaz em casos de pericardite de etiologia não bacteriana. Isso se dá porque a colchicina tem ação anti-inflamatória que pode ser benéfica em processos inflamatórios como os causados por vírus (opção A), condições idiopáticas onde a causa é desconhecida (opção B), na Febre Familiar do Mediterrâneo, que é uma doença genética que causa episódios recorrentes de inflamação (opção C), e na síndrome pós-pericardiotomia, que é uma inflamação resultante de cirurgia cardíaca (opção D). No entanto, a pericardite bacteriana (opção E) é uma infecção e, portanto, requer antibioticoterapia específica para erradicar os organismos causadores da doença. A colchicina não possui atividade antibacteriana e, consequentemente, não oferece benefício no tratamento da pericardite bacteriana; nesse caso, o tratamento se baseia no uso de antibióticos apropriados para a infecção específica e na drenagem do pericárdio, se houver acúmulo significativo de pus (derrame pericárdico purulento).

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