Considerando que a paciente do caso não é candidata à cirurg...
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Tema central: O caso trata de hipertensão arterial secundária, especificamente por hiperaldosteronismo primário. Esta etiologia é importante pelo impacto no controle pressórico e por causas e tratamentos específicos diferentes da hipertensão primária.
Justificativa para a alternativa correta (C - Espironolactona):
A paciente tem hipertensão resistente a múltiplos fármacos em doses máximas, associação com hipocalemia (K+ 3,0mEq/L) e atividade de renina plasmática baixa frente a aldosterona aumentada. Esse perfil bioquímico, aliado ao exame de imagem normal, caracteriza hiperaldosteronismo primário (arquetípico: hiperplasia adrenal bilateral).
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (tabela de opções terapêuticas), em pacientes não candidatos à cirurgia, a espironolactona – antagonista dos receptores de aldosterona – é o tratamento clínico de escolha, pois bloqueia os efeitos da aldosterona, normalizando o potássio e facilitando o controle da pressão arterial.
Manual MSD: “O hiperaldosteronismo nesses pacientes pode ser controlado por um bloqueador seletivo de aldosterona como a espironolactona.”
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Angioplastia da artéria renal: Indicada para estenose de artéria renal, não para hiperaldosteronismo primário. Nada sugere essa etiologia no caso.
B) Eplerenona: Apesar de antagonista da aldosterona, é menos estudada, usualmente reservada para intolerância à espironolactona e custo maior.
D) Olmesartana: Antagonista do receptor de angiotensina II. Não atua especificamente no hiperaldosteronismo primário, tampouco corrige o estado de hiperaldosteronismo/hypocalemia.
E) Alisquireno: Inibidor direto da renina; não é recomendado para hiperaldosteronismo primário, especialmente com renina baixa.
Pontos-chave para prova: Sempre associe hipertensão resistente não explicada, hipocalemia e supressão da renina à investigação de hiperaldosteronismo primário. Espironolactona é a escolha clínica quando cirurgia não é opção.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020: “O tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, sendo a espironolactona o medicamento de escolha para o manejo clínico.”
Estratégia de resolução: Atenção à bioquímica (aldosterona alta/renina baixa/hipocalemia), análise do perfil dos anti-hipertensivos e reconhecimento dos mecanismos fisiopatológicos-chave permite resolver rapidamente questões similares.
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