Em relação aos padrões reversíveis de disfunção isquêmica, q...
I. Por definição, no miocárdico atordoado pós-isquêmico o fluxo coronariano ainda se encontra significativamente reduzido.
II. No miocárdio hibernante resultante de isquemia crônica, há graus variáveis de melhora funcional após restabelecimento do fluxo coronariano.
III. A recuperação funcional após a revascularização de um segmento miocárdico hibernante pode ocorrer em até 12 meses.
Está correto o que se afirma em
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Gabarito: A) II e III, apenas.
Tema central: A questão aborda padrões reversíveis de disfunção isquêmica em miocárdio viável, mais especificamente os conceitos de miocárdio atordoado e miocárdio hibernante.
Para acertar este tipo de questão, é essencial compreender as diferenças fisiopatológicas entre ambos:
• Miocárdio atordoado: ocorre após isquemia aguda curta, com disfunção contrátil persistente mesmo após a normalização do fluxo coronariano. Portanto, o fluxo sanguíneo já foi restabelecido, mas o músculo permanece disfuncionante temporariamente.
• Miocárdio hibernante: resultado de isquemia crônica, levando a uma diminuição prolongada e adaptativa da contratilidade para preservar a viabilidade. A recuperação pode se iniciar após a revascularização e em muitos casos evoluir até 12 meses.
Análise das Afirmativas:
I. Incorreta.
No miocárdio atordoado, o fluxo coronariano já foi restaurado. O erro está em afirmar que o fluxo “ainda se encontra significativamente reduzido”. Conforme a literatura (Braunwald's, UpToDate): “A disfunção contrátil é transitória e persistente após a reperfusão bem-sucedida, não devido à isquemia persistente, mas ao processo de recuperação celular.”
II. Correta.
No miocárdio hibernante, a melhora funcional ocorre em graus variáveis após o restabelecimento do fluxo. Muitas referências, como “Harrison's Principles of Internal Medicine” (21ª ed., cap. 241), reafirmam: “A função ventricular frequentemente melhora significativamente após revascularização.”
III. Correta.
A recuperação funcional pode ocorrer até 12 meses após a intervenção, especialmente nos casos de disfunção crônica. O “Diretriz de Doença Arterial Coronariana – SBC (2021)”, página 41, reforça este tempo de recuperação gradual nos pacientes com hibernação.
Análise técnica das alternativas:
- Alternativas com I (B, C, E): Incorretas, pois I está errada.
- Apenas II (D): Incompleta, pois III também está correta.
- II e III (A): única correta.
Dica de prova: Atenção aos termos temporais (“após”, “ainda”, “até 12 meses”), pois são comuns em pegadinhas! Revisar a fisiopatologia e o timing das disfunções isquêmicas auxilia em questões similares.
Mensagem motivadora: Você está no caminho certo! Mantenha-se atento aos detalhes conceituais e pratique a leitura crítica dos enunciados. Assim, terá tranquilidade e segurança para lidar com questões clínicas e fisiopatológicas em concursos!
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