A diferenciação entre a miocardiopatia hipertrófica e o cora...
Sobre as características clínicas que favorecem o diagnóstico de coração de atleta, em indivíduos com hipertrofia ventricular esquerda, assinale a afirmativa correta.
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Tema central: A questão aborda a diferenciação entre miocardiopatia hipertrófica (MCH) e o coração de atleta, com foco especial nas características clínicas da hipertrofia ventricular esquerda em indivíduos submetidos a exercícios de alta intensidade.
É fundamental ao candidato reconhecer que o coração de atleta é uma condição fisiológica, adaptativa, e reversível decorrente do treinamento físico intenso, enquanto a miocardiopatia hipertrófica representa patologia do músculo cardíaco, com potencial risco de arritmias graves e morte súbita.
Justificativa da alternativa correta (E):
A função diastólica do ventrículo esquerdo preservada é típica do coração de atleta. Isso significa que o ventrículo mantém sua capacidade normal de relaxar e se encher adequadamente após a sístole, uma adaptação fisiológica ao exercício. Conforme destaca o Manual MSD: "No coração de atleta, a função diastólica é normal, caracterizada por razão E:A > 1". Em contraste, na MCH, frequentemente há disfunção diastólica devido ao aumento da rigidez ventricular, prejudicando o enchimento.
Análise das alternativas incorretas:
- A) A manutenção da hipertrofia após 3 meses de destreinamento é encontrada em quadros patológicos (como MCH), não no coração de atleta, cuja hipertrofia tende a regredir.
- B) História familiar de MCH indica predisposição genética à doença, NÃO à adaptação do atleta.
- C) VO2 máximo abaixo de 45mL/kg/min sinaliza limitação funcional ou doença; no atleta é comum VO2 máximo elevado.
- D) Padrão assimétrico de hipertrofia é clássico da MCH. No atleta, a hipertrofia é simétrica.
Dica de interpretação: Atenção à expressão "características clínicas que favorecem o diagnóstico de coração de atleta". Evite distrações com características típicas de doença, como assimetria ou alterações familiares.
Segundo a “Diretriz sobre Diagnóstico e Tratamento da Cardiomiopatia Hipertrófica – 2024”, o aprimoramento dos métodos de imagem e o conhecimento sobre fisiopatologia permitem distinguir melhor as adaptações benignas do atleta das patologias cardíacas. Usar esse olhar crítico é essencial na prática e nas provas.
Resumo: Coração de atleta mantém função diastólica normal; MCH não. Identificar tais diferenças é decisivo para a segurança clínica e o sucesso em concursos.
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