Em relação à deficiência e reposição de ferro em pacientes c...

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Q2317933 Medicina
Em relação à deficiência e reposição de ferro em pacientes com insuficiência cardíaca (IC), assinale a afirmativa correta.
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Tema central: A questão aborda a deficiência de ferro em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção reduzida, sua repercussão clínica e as recomendações para reposição deste micronutriente.

Por que a alternativa A é correta?
A alternativa A afirma: “A correção da deficiência de ferro na IC com fração de ejeção reduzida deve ser considerada mesmo na ausência de anemia concomitante”. Isso está em sintonia com as diretrizes nacionais e internacionais. Estudos recentes, como o FAIR-HF, comprovam que pacientes com IC e deficiência de ferro apresentam pior desempenho funcional e pior qualidade de vida, independentemente de terem anemia. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para IC, a reposição de ferro deve ser considerada sempre que houver deficiência documentada, não sendo necessária a presença de anemia para indicação do tratamento (diretrizes brasileiras de IC).

Análise das alternativas incorretas:

B) Incorreta. Não há equivalência entre ferro venoso e oral nesses pacientes: o ferro intravenoso demonstrou benefícios claros, enquanto o ferro oral não apresenta a mesma eficácia devido à absorção comprometida nos pacientes com IC.

C) Incorreta. Embora a reposição melhore sintomas e qualidade de vida, não há evidência robusta de que aumente a sobrevida em IC com fração de ejeção reduzida até o momento.

D) Incorreta. A definição correta de deficiência de ferro para IC com fração de ejeção reduzida é: ferritina sérica < 100 ng/mL OU ferritina entre 100–299 ng/mL com saturação de transferrina < 20%. Os valores apresentados diferem dos critérios recomendados por diretrizes (vide PCDT, p. 59).

E) Incorreta. Os benefícios da reposição de ferro estão comprovados apenas em pacientes com fração de ejeção reduzida. Pacientes com fração de ejeção preservada ainda não possuem recomendações robustas para reposição de ferro (diretrizes SBC e ESC).

Dica para provas: Atenção às diferenças entre IC com fração de ejeção reduzida e preservada, e à definição laboratorial de deficiência de ferro! Diretrizes atuais valorizam os sintomas e marcadores laboratoriais mesmo sem anemia.

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A alternativa A é a correta e afirma que a correção da deficiência de ferro na insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção reduzida deve ser considerada mesmo na ausência de anemia concomitante. Isso se deve ao fato de que a deficiência de ferro, independentemente da presença de anemia, pode contribuir para a piora dos sintomas e da função cardíaca em pacientes com IC. Estudos demonstraram que a suplementação de ferro intravenoso em pacientes com IC e deficiência de ferro pode melhorar os sintomas, a capacidade de exercício e a qualidade de vida, mesmo na ausência de anemia. É importante notar que a deficiência de ferro no contexto da IC não se define apenas pelos níveis de hemoglobina (indicador de anemia), mas também por outros biomarcadores como os níveis de ferritina e a saturação de transferrina. Portanto, a avaliação e correção do status de ferro são componentes importantes no manejo da IC com fração de ejeção reduzida.

Reposição intravenosa de carboximaltose férrica em pacientes com ICFEr e deficiência de ferro (nível ferritina sérica menor que 100 ng/mL ou entre 100-299 ng/mL com saturação de transferrina menor que 20%), mesmo na ausência de anemia para aumentar capacidade para o exercício, qualidade de vida e reduzir a hospitalização. (IIA)

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