A terapia antiplaquetária é um componente fundamental do ar...
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Tema central: A questão aborda os inibidores orais do receptor P2Y12 (como clopidogrel, prasugrel e ticagrelor), fundamentais no tratamento das Síndromes Coronarianas Agudas (SCA), e seu uso em situações específicas, como em pacientes com fibrilação atrial (FA) que precisam de terapia antitrombótica tripla.
Análise da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta, pois está alinhada com as diretrizes nacionais e internacionais: ticagrelor e prasugrel não são recomendados como segunda droga antiplaquetária (ao lado da aspirina) na terapia tripla para pacientes com FA. O motivo principal é que esses agentes têm maior potencial de sangramento comparado ao clopidogrel. Diretrizes recentes da SBC (2025) ressaltam: “Em pacientes com fibrilação atrial submetidos à ICP, recomenda-se associar anticoagulante oral e clopidogrel, evitando ticagrelor e prasugrel devido ao risco de sangramento” (Diretriz Brasileira de Síndrome Coronariana Crônica, p. 38). Estudo PIONEER AF-PCI demonstrou redução significativa de sangramento com estratégias que evitam ticagrelor/prasugrel nesses casos.
Análise das alternativas incorretas:
A): Incorreta. Prasugrel é contraindicado principalmente em história de AVC/AIT, idade ≥75 anos e peso <60kg, mas não há contraindicação formal sobre bloqueio AV de 2º grau.
C): Incorreta. Essas restrições são para prasugrel, não para ticagrelor. O ticagrelor é contraindicado em pacientes com hemorragia intracraniana prévia e em insuficiência hepática grave.
D): Incorreta. O ticagrelor não deve ser associado a doses altas de aspirina (>100mg/dia); inclusive, diretrizes reforçam que o uso concomitante com AAS acima de 100mg/dia pode reduzir seu benefício clínico (PLATO trial).
E): Incorreta. A dispneia é um efeito adverso característico e mais frequentemente associado ao ticagrelor, não ao prasugrel.
Estratégias de prova e pegadinhas:
Observe sempre quem é o paciente (ex: FA + ICP) e qual protocolo é referenciado. Atenção às características únicas de cada droga e contraindicações específicas, frequentemente exploradas em pegadinhas de prova.
Fundamente-se sempre nas diretrizes! Entender quando e por que evitar ticagrelor/prasugrel na antitrombótica tripla é essencial em concursos.
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Comentários
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Pelo menos 6-8% dos pacientes com síndrome coronariana aguda têm indicação de anticoagulação por longo prazo. Esses têm alto risco de sangramento e necessitam de avaliação individualizada.
Nesses casos, geralmente realiza-se tripla terapia (DOAC + aspirina + clopidogrel) por 1 semana, seguida de dupla terapia antitrombótica por 12 meses (DOAC + clopidogrel ou aspirina).
Em casos de alto risco isquêmico, a tripla terapia pode ser estendida para 30 dias.
Nesses casos não se recomenda ticagrelor ou prasugrel, já que não foram testados nesse contexto e o seu risco de sangramento é maior que do clopidogrel.
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