Homem de 68 anos, com hipertensão arterial e história de cl...

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Q2317926 Medicina
Homem de 68 anos, com hipertensão arterial e história de claudicação intermitente de membros inferiores, foi diagnosticado com fibrilação atrial, após atendimento em unidade de emergência por palpitações e dispneia com 2 horas de duração.
Durante a avaliação houve reversão espontânea da arritmia e após 2 dias foi submetido a uma ablação percutânea por radiofrequência da fibrilação. O procedimento foi realizado com sucesso e sem complicações.
Quanto ao manejo da terapia antitrombótica após o procedimento, assinale a afirmativa correta. 
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Tema central: Manejo da terapia antitrombótica após ablação por radiofrequência em paciente com fibrilação atrial (FA) e história de risco vascular aumentado (hipertensão, doença vascular periférica).

O ponto-chave da questão é compreender que a indicação de anticoagulação não depende apenas do sucesso da ablação, mas sim do risco tromboembólico individual do paciente, avaliado pelo escore CHA₂DS₂-VASc.

Justificativa da alternativa correta (A):

De acordo com a Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial 2025: “A decisão de manter a anticoagulação após ablação de FA deve ser baseada no risco tromboembólico estimado pelo CHA₂DS₂-VASc, independentemente do resultado do procedimento.” (Seção 9.3). Esse paciente acumula pontos (idade, HAS, doença vascular), justificando anticoagulação oral por tempo indeterminado. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs) têm preferência por serem eficazes, seguros e não exigirem controle laboratorial rigoroso.

Análise das alternativas incorretas:

B) AAS e clopidogrel ou antiagregantes não substituem a anticoagulação em FA, pois não oferecem proteção adequada contra AVC cardioembólico.

C) O risco tromboembólico permanece após ablação. A ausência de recidiva visível não garante eliminação desse risco. Diretrizes reforçam que curar a arritmia não equivale a eliminar a necessidade de anticoagulação em pacientes com escore elevado.

D) Ticagrelor é um antiagregante, indicado principalmente em síndromes coronarianas, não em prevenção de AVC em FA.

E) Suspender anticoagulação após Holter negativo não é recomendado. Estudos recentes (ex: ALONE-AF, ESC 2025) reforçam que o risco de tromboembolismo persiste mesmo sem recidiva documentada.

Destaques e estratégias para prova:

1. Priorize sempre ESC/CHA₂DS₂-VASc na avaliação do risco tromboembólico.

2. Não confunda anticoagulação (essencial na FA) com antiagregação.

3. Sucesso do procedimento de ablação não elimina obrigatoriedade da profilaxia quando o risco é elevado.

4. Fique atento a expressões absolutas como “não precisa de terapia”, pois geralmente representam pegadinha.

Resumo: O correto é manter anticoagulação oral direta por tempo indeterminado em pacientes de alto risco, mesmo após ablação bem-sucedida. (Diretriz Brasileira de FA, 2025; ESC 2025).

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A questão aborda o manejo da terapia antitrombótica após a ablação por radiofrequência em um paciente com fibrilação atrial (FA) e fatores de risco para eventos tromboembólicos, como hipertensão arterial e claudicação intermitente de membros inferiores. A resposta correta é a alternativa A porque, apesar do sucesso do procedimento de ablação, o risco de recorrência de FA e, consequentemente, o risco de eventos tromboembólicos permanece. Portanto, a anticoagulação de longo prazo é recomendada para reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e outros eventos tromboembólicos. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs) são preferidos sobre a varfarina por apresentarem um perfil de segurança e eficácia superior, além de serem mais convenientes em termos de monitoramento e ajuste de dose. As outras alternativas são inadequadas: a alternativa B sugere uma combinação de antiplaquetários que não é recomendada como terapia anticoagulante primária para FA; a alternativa C é incorreta porque a ablação não garante a cura permanente da FA; a alternativa D inclui uma combinação de anticoagulante e antiplaquetário sem respaldo para este contexto; e a alternativa E sugere um tempo limitado de anticoagulação seguido por monitoramento, o que subestima o risco contínuo de eventos tromboembólicos em pacientes com fatores de risco adicionais, mesmo que a FA não seja imediatamente recorrente. Portanto, a anticoagulação por tempo indeterminado é a abordagem mais recomendada para este paciente.

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