A avaliação do risco cirúrgico pré-operatório é fundamental ...
Assinale a opção que apresenta a intervenção cirúrgica que está associada ao maior risco de eventos cardiovasculares operatórios.
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Tema central: A questão trata da avaliação do risco cardiovascular em procedimentos cirúrgicos, tema fundamental em Medicina e especialmente relevante para cargos estratégicos na saúde, como o de Analista Legislativo. Avaliar o risco cirúrgico permite prevenir complicações graves, como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e arritmias, reduzindo a morbimortalidade perioperatória.
Alternativa correta: E) Esofagectomia
A esofagectomia é considerada uma cirurgia de risco intermediário a elevado para eventos cardiovasculares perioperatórios. Trata-se de procedimento de grande porte, que envolve a remoção do esôfago, geralmente por neoplasias, com manipulação intratorácica e intraperitoneal importante. Segundo a II Diretriz de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cirurgias intratorácicas – especialmente oncológicas – apresentam risco de complicações cardíacas maior que outras intervenções eletivas, podendo chegar a taxas superiores a 5% em certos perfis de pacientes (pag. 252 da II Diretriz SBC).
Análise das alternativas incorretas
- A) Mastectomia conservadora: Cirurgia de médio porte, com baixo risco cardiovascular (<1%). Idealmente classificada como risco baixo segundo protocolos da SBC.
- B) Tratamento endovascular de aneurisma de aorta abdominal: Embora o tema aórtico esteja associado a alto risco em sua forma aberta, o tratamento endovascular minimiza a invasividade e reduz de forma significativa o risco cardiovascular comparado à cirurgia aberta (SBC, pág. 253).
- C) Tireoidectomia total: Procedimento de baixo a médio risco cardiovascular, por se tratar de região cervical, sem envolvimento intratorácico ou prolongado tempo cirúrgico.
- D) Ressecção transuretral da próstata: Considerada procedimento urológico minimamente invasivo, associando-se a baixo risco de complicações do coração.
Estratégia para a prova: Ao encontrar questões sobre risco cirúrgico, identifique o porte e o local anatômico da cirurgia. Intervenções torácicas e abdominais extensas, e especialmente oncológicas, tendem a ter maior risco. Atenção à pegadinha: não confunda “endovascular” (menos invasivo) com cirurgia aberta.
Em resumo: A esofagectomia é a opção associada ao maior risco cardiovascular perioperatório. O entendimento do perfil de risco é bem embasado por diretrizes nacionais e pelo "Harrison’s Principles of Internal Medicine", além dos protocolos do Ministério da Saúde.
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