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Q2317913 Medicina
A avaliação do risco cirúrgico pré-operatório é fundamental para reduzir a incidência de complicações cardiovasculares durante e após o procedimento.
Assinale a opção que apresenta a intervenção cirúrgica que está associada ao maior risco de eventos cardiovasculares operatórios.
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Tema central: A questão trata da avaliação do risco cardiovascular em procedimentos cirúrgicos, tema fundamental em Medicina e especialmente relevante para cargos estratégicos na saúde, como o de Analista Legislativo. Avaliar o risco cirúrgico permite prevenir complicações graves, como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e arritmias, reduzindo a morbimortalidade perioperatória.

Alternativa correta: E) Esofagectomia

A esofagectomia é considerada uma cirurgia de risco intermediário a elevado para eventos cardiovasculares perioperatórios. Trata-se de procedimento de grande porte, que envolve a remoção do esôfago, geralmente por neoplasias, com manipulação intratorácica e intraperitoneal importante. Segundo a II Diretriz de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cirurgias intratorácicas – especialmente oncológicas – apresentam risco de complicações cardíacas maior que outras intervenções eletivas, podendo chegar a taxas superiores a 5% em certos perfis de pacientes (pag. 252 da II Diretriz SBC).

Análise das alternativas incorretas

  • A) Mastectomia conservadora: Cirurgia de médio porte, com baixo risco cardiovascular (<1%). Idealmente classificada como risco baixo segundo protocolos da SBC.
  • B) Tratamento endovascular de aneurisma de aorta abdominal: Embora o tema aórtico esteja associado a alto risco em sua forma aberta, o tratamento endovascular minimiza a invasividade e reduz de forma significativa o risco cardiovascular comparado à cirurgia aberta (SBC, pág. 253).
  • C) Tireoidectomia total: Procedimento de baixo a médio risco cardiovascular, por se tratar de região cervical, sem envolvimento intratorácico ou prolongado tempo cirúrgico.
  • D) Ressecção transuretral da próstata: Considerada procedimento urológico minimamente invasivo, associando-se a baixo risco de complicações do coração.

Estratégia para a prova: Ao encontrar questões sobre risco cirúrgico, identifique o porte e o local anatômico da cirurgia. Intervenções torácicas e abdominais extensas, e especialmente oncológicas, tendem a ter maior risco. Atenção à pegadinha: não confunda “endovascular” (menos invasivo) com cirurgia aberta.

Em resumo: A esofagectomia é a opção associada ao maior risco cardiovascular perioperatório. O entendimento do perfil de risco é bem embasado por diretrizes nacionais e pelo "Harrison’s Principles of Internal Medicine", além dos protocolos do Ministério da Saúde.

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A questão aborda a importância da avaliação do risco cirúrgico para reduzir complicações cardiovasculares associadas a intervenções cirúrgicas. Entre as opções apresentadas para escolher a que está associada ao maior risco de eventos cardiovasculares operatórios, a resposta correta é a alternativa E - Esofagectomia. A esofagectomia é um procedimento cirúrgico de grande porte que envolve a remoção de uma parte ou a totalidade do esôfago, frequentemente realizada para tratar o câncer esofágico. Este tipo de cirurgia é considerado de alto risco devido à sua complexidade, duração prolongada e a proximidade com importantes estruturas cardiovasculares, além de geralmente envolver pacientes que podem ter outras comorbidades significativas. A esofagectomia é mais invasiva e pode resultar em maiores taxas de morbilidade e mortalidade quando comparada às outras opções listadas, que são consideradas cirurgias de menor risco relativo para complicações cardiovasculares. As intervenções como mastectomia conservadora (opção A), tratamento endovascular de aneurisma de aorta abdominal (opção B), tireoidectomia total (opção C) e ressecção transuretral da próstata (opção D) são associadas a menores riscos de eventos cardiovasculares operatórios em comparação com a esofagectomia.

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