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Q3988986 Psiquiatria
Um médico psiquiatra em uma clínica de saúde mental atende a um paciente que chega à consulta apresentando sintomas de depressão importantes, afeto desesperançoso e ideação suicida. Durante a avaliação, o médico analisa diversos fatores que podem influenciar o risco de suicídio desse paciente, mas também alguns fatores de proteção. Considerando as informações sobre fatores de risco e proteção contra o suicídio, qual das alternativas a seguir é considerada um fator de proteção que pode ser relevante na avaliação desse paciente? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado pedia identificar, entre as opções, um fator de proteção na avaliação do risco de suicídio. Pela classificação clínica usual, a prática religiosa ou espiritualidade que desaprova o suicídio é o elemento protetivo, o que direciona ao gabarito C.

Tema central: Fator protetivo para suicídio
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Sexo masculino é associado epidemiologicamente a maior risco, especialmente de suicídio consumado. Portanto, não preenche o critério pedido de fator de proteção.
B
Errada
Incorreta. Morar sozinho sugere menor suporte social imediato, e a base indica que isso não é fator protetivo. O confronto decisivo aqui é com a noção de integração social e suporte.
C
Certa
A alternativa C está certa porque descreve um fator classicamente reconhecido como protetivo na avaliação psiquiátrica do comportamento suicida: prática religiosa ou espiritualidade quando associada a crenças que desencorajam o suicídio. O critério da questão era distinguir, entre os itens apresentados, qual efetivamente integra o grupo de fatores de proteção.
D
Errada
Incorreta. Não ter filhos não é descrito como proteção. Ao contrário, a base aponta que vínculos e responsabilidades familiares podem atuar como proteção em alguns contextos, de modo que essa alternativa expressa ausência de fator protetivo.
E
Errada
Incorreta. Idade jovem não é fator protetivo clássico na estratificação de risco suicida. A base ainda ressalta que pode haver vulnerabilidade em diversos contextos, de modo que a alternativa não atende ao que foi solicitado.
Pegadinha da questão
A confusão real era trocar fator de proteção por característica demográfica ou social que apenas não parece gravíssima à primeira vista. A questão exigia separar proteção verdadeira de fatores de risco ou de mera ausência de proteção.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão pedir fator de proteção contra suicídio, procure primeiro elementos de vínculo, suporte ou crença que desencorajem o ato.
  • Características como sexo masculino, morar sozinho e ausência de vínculos familiares não devem ser marcadas como proteção só por não definirem isoladamente o desfecho.
  • Na dúvida entre alternativa demográfica e alternativa ligada a crenças/rede de apoio, a classificação clínica usual favorece a segunda como possível fator protetivo.

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