Questões de Concurso Público Prefeitura de Toledo - PR 2021 para Professor de Educação Infantil
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Com base nos estudos e pesquisas existentes sobre crescimento e desenvolvimento infantil, independentemente dos diferentes paradigmas filosóficos, psicológicos e sociológicos estabelecidos, pode-se assegurar que, pedagogicamente:
I. A criança pequena é diferente em várias fases de sua vida: recém-nascido, quando engatinha, quando anda, quando fala, quando tira as fraldas etc.
II. A criança pequena é um adulto com condições diferenciadas, é um miniadulto.
III. A criança pequena é um ser competente para interagir com meio natural, social e cultural, por mais que ela dependa do adulto para sobreviver.
IV. A criança pequena é completa e, ao mesmo tempo, está sempre em crescimento e em desenvolvimento.
V. A criança pequena é compreendida como sujeito de direito à infância.
Segundo Aline Bernart e Vivian P. Skzypek Zanardo (Educação nutricional para crianças em escolas públicas de Erechim/RS. Revista Eletrônica de Extensão da URI, v. 7, n. 13, 2011, p.71-79), a formação de hábitos alimentares na fase pré-escolar é fundamental, pois eles tendem a perpetuar-se na vida adulta e, dessa forma, a importância de estimular o consumo de uma alimentação variada e equilibrada torna-se essencial. Desta forma, com base nas afirmações acima citadas, o Professor de Educação Infantil deve:
Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, entre os eixos norteadores das práticas pedagógicas que compõem o currículo da Educação Infantil, destaca-se a garantia de experiências que “[...] possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de identidades no diálogo e reconhecimento da diversidade” (Resolução CNE/CEB nº 5/2009). Logo, é certo afirmar que é dever do Professor de Educação Infantil saber sobre a produção cultural dos descendentes de africanos escravizados no Brasil (entendida de diferentes formas: cultura negra, cultura afro-brasileira, africanidades, entre outras) para ter a capacidade de:
Segundo o Art. 56 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei no 8069/1990), os dirigentes de qualquer estabelecimento de ensino comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de:
I. Desobediência do aluno.
II. Maus-tratos envolvendo seus alunos.
III. Reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
IV. Agressão entre criança-criança ou criança-adulto.
V. Elevados níveis de repetência.
Segundo Paulo Freire (Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 146), “Como prática estritamente humana, jamais pude entender a educação como experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista”. Dessa forma, a afetividade reforça a ideia de que os professores, quando buscam aprofundar o conhecimento sobre a sua importância na relação professor-aluno, estão, na verdade, procurando:
A cárie dental é a doença crônica mais comum na infância. Por ser considerada um grande problema para a saúde pública mundial, a American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) sugere algumas recomendações para a prevenção dessa doença na infância:
I. A primeira consulta odontológica deve ser entre 6 meses e 1 ano de idade, para trabalhar os fatores de risco para a doença cárie, promovendo a educação ao núcleo familiar.
II. As crianças pequenas não devem dormir mamando líquidos contendo carboidratos fermentáveis.
III. Iniciar a higiene bucal quando irromper o primeiro dente.
IV. Evitar compartilhar os talheres, assoprar os alimentos, colocar a chupeta do bebê na boca e beijar a criança na boca.
I. As creches e pré-escolas sejam construídas, levando-se em conta que elas serão ocupadas e utilizadas por crianças.
II. As creches e pré-escolas devem estar organizadas de modo a promover o desenvolvimento da identidade pessoal de cada criança, o desenvolvimento de diversas competências e oportunidades para contato social e privacidade.
III. As creches e pré-escolas devem estar organizadas em zonas circunscritas, especialmente se as crianças pequenas já estavam habituadas a trabalhar no arranjo espacial aberto, com o professor sempre dirigindo as atividades, sempre interferindo diretamente nas suas ações e relações com os colegas e o ambiente.
IV. As creches e pré-escolas devem oferecer espaços com propostas diferenciadas, situações diversificadas, que ampliem as possibilidades de observação e exploração infantis.
Segundo estudos de Maria Cecília de Souza Minayo e Edinilsa Ramos de Souza (É possível prevenir a violência? Reflexões a partir do campo da saúde pública. Ciênc. saúde coletiva [online], v. 4, n. 1, p. 7-23, 1999), o setor da saúde olhou para o fenômeno da violência como um espectador. Com relação aos maus-tratos na infância, em especial, pouco se sabe sobre eles e quais tipos existem. Dessa forma, quais os tipos abaixo são classificados como maus-tratos:
I. Negligência (abandono intelectual, afetivo e o não-oferecimento de necessidades básicas da criança).
II. Abuso Físico.
III. Abuso Emocional.
IV. Abuso Sexual.
Há uma diferença entre autoridade e autoritarismo docente nas ações desenvolvidas em sala de aula. Ao tomar decisões, dirigir atividades, estabelecer tarefas e cobrar a produção intelectual coletiva, o Professor da Educação Infantil está:
A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade:
I. O trabalho com projetos torna-se a melhor metodologia didático-pedagógica, pois ajuda as crianças a extrair um sentido mais profundo e complexo de eventos e fenômenos de seu próprio ambiente e de experiências que merecem sua atenção.
II. A partir do uso da metodologia didático-pedagógica de projetos, a criança interage com a realidade de forma crítica e dinâmica, tornando-se efetivamente um sujeito ativo, reflexivo e participativo no processo de aprender.
III. O uso da metodologia didático-pedagógica de projetos, com efeito, deve ser sugerido pelas próprias crianças. As crianças pequenas agem como protagonistas e, por isso, é essencial dar a elas o tempo necessário para que desenvolvam a imaginação, criem interesse e o mantenham.
Duas tendências pedagógicas consideram que o professor desempenha papel insubstituível na relação professor-aluno. Na primeira, o professor exerce toda a sua autoridade para impedir qualquer comunicação entre os alunos. Na segunda, o professor é o mediador nas trocas que se estabelecem na interação entre o sujeito e o meio, havendo comunicação entre todos. Segundo Luckesi (2005), essas duas tendências são respectivamente:
I. O lúdico deve ser visto com uma ferramenta contributiva para o melhor desenvolvimento das crianças e não ser visto como algo fora do contexto educacional.
II. O lúdico estimula o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da criança pequena, pois ela vivencia o comportamento do adulto.
III. O lúdico é um processo de construção do conhecimento, no qual a criança pequena desenvolverá processualmente o que foi aprendido.
Segundo Antoni Zabala (A prática educativa. Porto Alegre: Artmed, 1998), o clima e o ambiente pedagógicos apropriados constituem-se em dois dos principais elementos para uma boa aprendizagem escolar. Nesse sentido, o desenvolvimento da confiança, do respeito mútuo e da sinceridade devem estar presentes na Educação Infantil e, dessa forma, o Professor deverá desempenhar um papel:
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI, 2013) determinam que as instituições que atuam nessa modalidade criem procedimentos adequados para a avaliação do desenvolvimento das crianças pequenas atendidas. Por conseguinte, o planejamento e o desenvolvimento da avaliação servem para informar as famílias das crianças matriculadas na Educação Infantil sobre a prática pedagógica que nelas ocorrem. Nesse sentido, a avaliação deve se tornar um instrumento de reflexão que busca escolher:
Com o estabelecimento de nove anos para Ensino Fundamental, as crianças pequenas adentram nesta modalidade aos 6 anos de idade. Assim, segundo a Deliberação no 03/2011, do Conselho Municipal de Educação de Toledo, em seu Art. 114, compete ao Poder Público Municipal garantir e avaliar a qualidade do ensino ofertado pelos estabelecimentos por ele mantidos, por meio dos seguintes princípios:
I. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a cultura, a arte e o saber.
II. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
III. Valorização dos profissionais dedicados ao ensino, conforme seu notório saber.
IV. Gestão democrática do ensino público e cumprimento das diretrizes, metas e estratégias do Plano Municipal de Educação.
V. Não admitir, sob qualquer alegação, qualquer forma de discriminação, intolerância ou de segregação.
O Professor da Educação Infantil sabe da importância de ter um bom planejamento antes de entrar em sala de aula. O planejamento de aula serve tanto para sistematizar a prática pedagógica quanto para auxiliá-lo na organização do seu cronograma, dos recursos necessários para cada interação e até do seu sistema de avaliação. Dessa forma, esse planejamento deve ter como princípios estruturantes da Educação Infantil:
Imagine a seguinte situação: A violência dentro da escola é uma realidade vivida nas escolas A, B e C. Mas cada uma delas sofre com esse problema de forma distinta: na escola A, a violência é causada pela superlotação de alunos matriculados; na escola B, a violência é decorrente de brigas geradas por alunos de diferentes bairros que disputam poder no espaço escolar; e, na escola C, o clima agressivo entre os diferentes segmentos da escola (pai, professores, funcionários e alunos) é gerado pela forma autoritária como a direção administra a escola. Dessa forma, podemos concluir que outros fatores contribuem para suas diferenças. Assim, para haver um processo de planejamento participativo adequado e produtivo, cabe ao sistema escolar promover: