Questões de Concurso Público UFAM 2025 para Processo Seletivo Contínuo -PSC 2025 - Conhecimentos Gerais
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Na sala reina um desconsolo aterrador; em todos os rostos vê-se impressa a angústia mais dolorida; entreolham-se com ar de piedade e de súplica. Que é que houve? Morreu alguém? Nada disso. O que há é que não há assunto. Todos os presentes já se acham mais gordos ou mais magros; já disseram que o frio este ano tardou a vir; já lamentaram a sorte dos reis da Sérvia e agora jazem de nariz para o ar farejando compungidos um assunto qualquer, por mais fútil que seja.
Dona Clodoalda, uma quarentona com fios de barba na cara lustrosa, tenta erguer a pobre conversação caída, e dos seus lábios ressequidos escapa mais uma dessas frivolidades que punham cóleras surdas em Gustavo Flaubert:
– Acho o doutor um pouquinho mais gordo do que da outra vez que aqui esteve.
Assinale a alternativa que contém o fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito:
I. Como houve um ataque de abelhas, a partida de tênis foi interrompida.
II. Os professores terão sua reivindicação salarial atendida, exceto se mantiverem a greve.
III. Eu não consegui chegar a tempo ao show, porque chovia muito.
IV. João estava muito doente, contudo foi à aula de literatura.
V. Os nordestinos são tão trabalhadores quanto os sulistas.
As relações semânticas estabelecidas pelos conectivos nas frases são, respectivamente,
Vantagens da Internet
A Internet é provavelmente uma das inovações mais incríveis até agora. A acessibilidade da Internet abriu o mundo para as pessoas, eliminando barreiras geográficas e compartilhando informações instantaneamente. Dentre suas vantagens, destacamos :
✓ Fórum de Comunicação. A comunicação pode ser efetuada de forma mais rápida através da Internet. Os familiares e os amigos podem manter contato facilmente. As plataformas para produtos como o SKYPE permitem efetuar videoconferências com qualquer pessoa no mundo que tenha acesso à internet.
✓ Imensas Informações. As pessoas podem encontrar informações acerca de quase qualquer tópico imaginável. Podem ser achadas montanhas de recursos através das ferramentas de busca em poucos minutos.
✓ Educação Inesgotável. Por exemplo, estudantes podem obter ajuda prontamente disponível on-line para fazer o seu dever de casa. Atualmente as pessoas podem ensinar e aprender em salas de aula mundiais.
✓ Entretenimento para todos. A maior parte de nós ama estar junto do seu laptop, smartphone e iPad, e a Internet é o grande motivo por trás de todo o tempo que passamos nestes dispositivos.
Adaptado de: https://www.edrawsoft.com/pt/internetuse.html?srsltid=AfmBOopvVwbT9KrXz7Q4DgsCXRnRjSClYI6mT4oB8xps1m5d AE4-NjiH. Acesso em 18/03/2025.
Fonte: https://dilbertorosa.wordpress.com/2011/07/10/ttrinhas-engracadas-o-quea-internet-ensina/. Acesso em: 18/03/2025.
Sobre o assunto abordado, podemos afirmar que:
I. tanto o texto escrito quanto a tirinha mostram grande entusiasmo em relação às vantagens da internet.
II. a tirinha critica de modo implícito a dependência das pessoas à internet.
III. no texto escrito há uma crítica implícita em relação ao fato de que alunos podem copiar seus trabalhos da internet.
IV. o texto escrito incorpora à língua portuguesa, sem restrições, palavras próprias aos meios eletrônicos.
V. a tirinha mostra uma percepção contrária à do texto escrito a respeito da internet.
VI. o último quadro da tirinha é ambíguo, pois pode demonstrar tanto decepção quanto desprezo pela internet.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. O trecho “que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal” apresenta um caráter conclusivo.
II. O trecho “Se foram seres humanos como nós que a inventaram” nos dá a ideia de uma condição ao que vem exposto a seguir.
III. O trecho “Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje” apresenta também um caráter de conclusão.
IV. Em “Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado”, coloca-se um argumento contrário, mas incapaz de impedir a realização do fato expresso a seguir.
V. Em “mas alguns o admitem e outros não”, o vocábulo “o” poderia ser substituído por outro vocábulo: “isso”
Assinale a alternativa CORRETA:
Borimbora, maninha Hoje é dia da Padroeira Vai ter bingo de frango assado E forró de dar olheira Vai ter caboca assim Arrequebrando as cadeiras Que eu tenho até dó de mim Quando acabar a zoeira
Borimbora, maninha Que o recreio tá aí na beira Bota o vestido rendado Cordão, anel e pulseira Que é pra ver se um moço bom Pra tua ilharga se esgueira
Mas se acaso, maninha O moço te abordar Te levar da cumeeira Pra ouvir sapo coaxá Se avexe, maninhazinha Em logo fugir de lá Que ele pode ser o boto Que veio te encantar
A letra da música, como é evidente, apresenta palavras típicas da fala regional amazonense. Essa forma de expressão caracteriza uma variação linguística, visto que o falar dos brasileiros não é homogêneo. A respeito da variação linguística constante da letra de Torrinho, podemos dizer que é:
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
"Então você não é ninguém?"
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"
E assobiava pelas escadas.
Sobre o texto, considere as seguintes afirmativas:
I. O gênero textual é o expositivo, em virtude de expor a vida simples de um carteiro.
II. Por apresentar um texto curto, com linguagem simples e objetiva, a narrativa se caracteriza como um conto.
III. O texto tem um toque memorialístico, motivado pelo consumo de um pão do dia anterior.
IV.A ideologia implícita ao texto o coloca a favor das pessoas simples e sem poderes na sociedade.
V. Ao longo da vida, o padeiro foi humilhado por pessoas que não atentavam para a sua condição humana.
VI.Apresentam adjetivos e/ou locuções adjetivas os seguintes trechos: “jornais da véspera” e “ele abriu um sorriso largo”.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. “Marginais” não se refere apenas ao local de pessoas marginalizadas pela miséria cotidiana, mas também a alguns que vivem à margem da lei.
II. Apesar de a narrativa se referir às pessoas que são marginalizadas em vários aspectos, na Favela do Canindé não há a presença de marginais.
III. Os “marginais” fazem referência apenas aos catadores de lixo da favela do Canindé.
Assinale a alternativa CORRETA:
( ) A favela, a partir da visão apresentada no livro e da sua escritora, é o “quarto de despejo” de uma cidade.
( ) O livro é um diário, cujo narrador é autor e personagem; a narrativa não tem cunho autobiográfico.
( ) Em muitas partes do livro, há o rompimento com a formalidade da língua portuguesa, a norma padrão.
( ) O livro é um diário, pois quem escreve é a mesma pessoa que viveu as histórias contadas. Ele é narrado em primeira pessoa, portanto o ponto de vista apresentado é a do narrador.
( ) Quarto de despejo não pode ser considerado um livro que trata das desigualdades racial, de gênero e de classe.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo:
O destro Cupido um dia Extraiu mimosas cores De frescos lírios, e rosas, De jasmins, e de outras flores.
Com as mais delgadas penas Usa de uma, e de outra tinta, E nos ângulos do cobre A quatro belezas pinta.
Por fazer pensar a todos No seu liso centro escreve Um letreiro, que pergunta: "Este espaço a quem se deve?"
Vênus, que viu a pintura, E leu a letra engenhosa, Pôs por baixo "Eu dele cedo; Dê-se a Marília formosa."
Gonzaga, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, Lira XXVI, parte I.
Sobre o poema, é CORRETO afirmar que:
I. A poesia de Gregório de Matos se divide em líricoamorosa, sacra, satírica e erótica. O poema em questão é erótico.
II. O poema apresenta dois elementos da natureza, o fogo e a água. O primeiro refere-se ao ardor e o segundo pode se referir tanto ao pranto quanto à contenção da paixão do eu-lírico.
III. As palavras que se referem, nas primeiras e segundas estrofes, ao fogo são “ardor”, “incêndio”, “abrasas”, “chamas” e a própria palavra “fogo”.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alföldy, Géza. A História Social de Roma. Lisboa: Presença, 1989, p. 81.
O excerto acima trata da crise da República Romana no século II a.C. Sobre esse período, é CORRETO afirmar que:
Carvalho, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 41.
A respeito da estrutura de poder, conhecida como coronelismo, é INCORRETO afirmar que:
Considere o poema a seguir, de Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola:
(…)
Hoje somos
as crianças nuas das sanzalas do mato
os garotos sem escola a jogar a bola de trapos
nos areais ao meio-dia somos nós mesmos
os contratados a queimar vidas nos cafezais
os homens negros ignorantes
que devem respeitar o homem branco
e temer o rico
somos os teus filhos
dos bairros de pretos
além aonde não chega a luz elétrica
os homens bêbedos a cair
abandonados ao ritmo dum batuque de morte
teus filhos com fome
com sede com vergonha de te chamarmos Mãe
com medo de atravessar as ruas
com medo dos homens
nós mesmos
Amanhã
entoaremos hinos à liberdade
quando comemorarmos
a data da abolição desta escravatura
(…)
Neto, Agostinho. Sagrada Esperança. 9a ed. Lisboa: Sá da Costa, 1979, p. 9-10.
O poema busca evocar o(a):
I. Ao contrário do sistema açucareiro – marcado pelo trabalho escravo em larga escala –, a exploração aurífera no Brasil colonial contou, predominantemente, com mão de obra livre em suas etapas de extração e beneficiamento.
II. Para exercer um controle mais eficaz sobre a região mineradora, a Coroa Portuguesa instituiu, em 1702, a Intendência das Minas, órgão administrativo que respondia diretamente à metrópole.
III. Buscando combater o contrabando de metais preciosos, a Coroa estabeleceu, em 1720, as Casas de Fundição. Essa medida determinava que todo ouro extraído deveria ser obrigatoriamente fundido e transformado em barras, com selo real. Em acréscimo, a circulação de ouro em pó ou em pepitas, formas que facilitavam comércio ilegal, foram terminantemente proibidas.
IV. O aumento da pressão tributária metropolitana, combinado ao esgotamento das jazidas, na segunda metade do século XVIII, criou um cenário propício para o surgimento de movimentos revoltosos. Esse contexto de crise materializou-se na Conjuração Mineira (1789), um dos mais significativos protestos contra a exploração portuguesa.
Assinale a alternativa CORRETA: