Questões de Concurso Público Prefeitura de Buriti Alegre - GO 2026 para Monitor

Foram encontradas 40 questões

Q4303979 Não definido
Texto 1


Em defesa da comida de verdade

Com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, foram anunciadas diretrizes alimentares que tratam como venenos os ultraprocessados e os açúcares adicionados.


Quando se fala em alimentação de qualidade, que promova a manutenção da saúde, não tem muito jeito de contrariar a sabedoria popular nem aqueles conhecimentos passados de pais para filhos. Dar preferência a comidas de verdade, descascar mais e desembalar menos podem ser entendidas como as principais práticas das refeições saudáveis.
E isso até mesmo nos Estados Unidos, tradicionalmente conhecidos como “a terra do fast-food” devido ao estilo de vida ligado à comida calórica e rica em gorduras hidrogenadas, açúcar e sódio. O país anunciou nesta semana um novo conjunto de diretrizes alimentares que, com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, tratam os ultraprocessados e os açúcares adicionados como venenos.
Entre as principais recomendações está a de reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos refinados altamente processados, alimentos como pão branco, tortilhas com farinha refinada e biscoitos salgados – justamente o que se desembala. Ainda foi elevado o rigor em relação ao consumo de açúcares adicionados, que deve ser feito somente por crianças com 10 anos ou mais – a referência, até então, eram os 2 anos. A recomendação é evitar bebidas açucaradas.
As novas diretrizes alimentares destacam também a importância de dar prioridade à ingestão de frutas, vegetais e proteínas, de fontes animais, como carne vermelha, aves, frutos do mar, ovos e laticínios; e vegetais, aquilo que se descasca, como leguminosas, nozes, sojas e sementes. Isso, lá nos Estados Unidos, que têm uma das mais altas taxas de obesidade e diabetes 2 do mundo desenvolvido.
Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.
Ou seja, o Brasil está na contramão do que é saudável e, por isso, também precisa desembalar menos e descascar mais para comer melhor.


Editorial “O Tempo”. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/2026/1/9/em-defesa-da-comidade-verdade. Acesso em: 6 jul. 2026. 
O editorial é um gênero que circula no âmbito da esfera jornalística. Considerando as marcas linguísticas do texto, a característica que marca o gênero é a
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Q4303980 Não definido
Texto 1


Em defesa da comida de verdade

Com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, foram anunciadas diretrizes alimentares que tratam como venenos os ultraprocessados e os açúcares adicionados.


Quando se fala em alimentação de qualidade, que promova a manutenção da saúde, não tem muito jeito de contrariar a sabedoria popular nem aqueles conhecimentos passados de pais para filhos. Dar preferência a comidas de verdade, descascar mais e desembalar menos podem ser entendidas como as principais práticas das refeições saudáveis.
E isso até mesmo nos Estados Unidos, tradicionalmente conhecidos como “a terra do fast-food” devido ao estilo de vida ligado à comida calórica e rica em gorduras hidrogenadas, açúcar e sódio. O país anunciou nesta semana um novo conjunto de diretrizes alimentares que, com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, tratam os ultraprocessados e os açúcares adicionados como venenos.
Entre as principais recomendações está a de reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos refinados altamente processados, alimentos como pão branco, tortilhas com farinha refinada e biscoitos salgados – justamente o que se desembala. Ainda foi elevado o rigor em relação ao consumo de açúcares adicionados, que deve ser feito somente por crianças com 10 anos ou mais – a referência, até então, eram os 2 anos. A recomendação é evitar bebidas açucaradas.
As novas diretrizes alimentares destacam também a importância de dar prioridade à ingestão de frutas, vegetais e proteínas, de fontes animais, como carne vermelha, aves, frutos do mar, ovos e laticínios; e vegetais, aquilo que se descasca, como leguminosas, nozes, sojas e sementes. Isso, lá nos Estados Unidos, que têm uma das mais altas taxas de obesidade e diabetes 2 do mundo desenvolvido.
Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.
Ou seja, o Brasil está na contramão do que é saudável e, por isso, também precisa desembalar menos e descascar mais para comer melhor.


Editorial “O Tempo”. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/2026/1/9/em-defesa-da-comidade-verdade. Acesso em: 6 jul. 2026. 
Na construção do texto, o autor mobiliza diferentes estratégias argumentativas para sustentar a tese defendida. No trecho “Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.”, depreende-se que o tipo de argumento que predomina é o de 
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Q4303981 Português
Texto 2


Medo da eternidade

Clarice Lispector


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazêla durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço? — perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
— Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu! — disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse — repetiu minha irmã — que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade. Acesso em: 6 jul. 2026.
O texto se constrói a partir de uma lembrança de infância, aparentemente banal, para conduzir o leitor a uma experiência de sentido que ultrapassa o episódio narrado. Considerando a articulação entre o relato pessoal e os efeitos de sentido que o texto produz, e considerando as marcas linguísticas do texto, a função comunicativa desse texto é
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Q4303982 Não definido
Texto 2


Medo da eternidade

Clarice Lispector


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazêla durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço? — perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
— Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu! — disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse — repetiu minha irmã — que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade. Acesso em: 6 jul. 2026.
Considerando a forma como a narrativa articula o episódio vivido e as sensações que ele desperta, a ideia central que se depreende do texto é a de que o(a)
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Q4303983 Não definido

Leia o texto a seguir.


Eterno


Carlos Drummond de Andrade


Eterno

E como ficou chato ser moderno.

Agora serei eterno.

Eterno! Eterno!

O Padre Eterno,

a vida eterna,

o fogo eterno.

(Le silence éternel de ces espaces infinis m’effraie.)

— O que é eterno, Yayá Lindinha?

— Ingrato! é o amor que te tenho.

Eternalidade eternite eternaltivamente

eternuávamos

eternissíssimo

A cada instante se criam novas categorias do eterno.

Eterna é a flor que se fana

se soube florir

é o menino recém-nascido

antes que lhe deem nome

e lhe comuniquem o sentimento do efêmero

é o gesto de enlaçar e beijar

na visita do amor às almas

eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo

mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma

[força o resgata

é minha mãe em mim que a estou pensando

de tanto que a perdi de não pensá-la

é o que se pensa em nós se estamos loucos

é tudo que passou, porque passou

é tudo que não passa, pois não houve

eternas as palavras, eternos os pensamentos; e

[passageiras as obras.

Eterno, mas até quando? é esse marulho em nós de um

[mar profundo.

Naufragamos sem praia; e na solidão dos botos

[afundamos.

É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios.

Eternos! Eternos, miseravelmente.

O relógio no pulso é nosso confidente.

Mas eu não quero ser senão eterno.

Que os séculos apodreçam e não reste mais do que uma

[essência

ou nem isso.

E que eu desapareça mas fique este chão varrido onde

[pousou uma sombra

e que não fique o chão nem fique a sombra

mas que a precisão urgente de ser eterno bóie como uma

[esponja no caos

e entre oceanos de nada

gere um ritmo.


Carlos Drummond de Andrade. Eterno. In.: Fazendeiro do ar. 15. ed. Rio de Janeiro: Record, 2023.


No poema, o autor cria novas palavras a partir de uma base, como em “eternuávamos, eternissíssimo, eternite e eternaltivamente”. Trata-se de formação de palavras resultante do processo concebido como derivação


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Q4303984 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://sisq.elitecampinas.com.br/GabaritoVestibulares/VisualizarQuestaoLi sta?id_questao_lista=150923&vestibular=unifesp&ano=2012&prova_vestib ular_id=10930. Acesso em: 6 jul. 2026.



Considerando a situação comunicativa representada, o malentendido retratado na charge decorre de uma diferença de pronúncia entre as formas “Wirso” e “Wilson”, fenômeno que se classifica como variação linguística de natureza

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Q4303985 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://www.facebook.com/FloripaMilGrau/photos/d41d8cd9/9115385481740 64/ . Acesso em: 6 jul. 2026.



O efeito cômico da situação decorre da forma inusitada como o menino compreende o aviso da loja. Essa compreensão equivocada é gerada pela

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Q4303986 Português
Texto 3


Ele entrou tarde no restaurante. Poderia ter uns sessenta anos, era alto, corpulento, de cabelos brancos, sobrancelhas espessas e mãos potentes. Num dedo o anel de sua força. Sentou-se amplo e sólido. Perdi-o de vista e enquanto comia observei de novo a mulher magra de chapéu. Ela ria com a boca cheia e rebrilhava os olhos escuros. No momento em que eu levava o garfo à boca, olhei-o. Ei-lo de olhos fechados mastigando pão com vigor e mecanismo, os dois punhos cerrados sobre a mesa. Continuei comendo e olhando. O garçom dispunha os pratos sobre a toalha. Mas o velho mantinha os olhos fechados. A um gesto mais vivo do criado ele os abriu com tal brusquidão que este mesmo movimento se comunicou às grandes mãos e um garfo caiu. O garçom sussurrou palavras amáveis abaixando-se para apanhá-lo; ele não respondia. Porque agora desperto, virava subitamente a carne de um lado e de outro, examinava-a com veemência, a ponta da língua aparecendo — apalpava o bife com as costas do garfo, quase o cheirava, mexendo a boca de antemão. E começava a cortá-lo com um movimento inútil de vigor de todo o corpo. Olhei para o meu prato. Quando fitei-o de novo, ele estava em plena glória do jantar, mastigando de boca aberta, passando a língua pelos dentes, com o olhar fixo na luz do teto.

Clarice Lispector. O jantar. In: Laços de família: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. [Adaptado].
No texto, articulam-se diferentes modos de organização do discurso. Considerando a predominância e a função desses modos, a sequência textual que estrutura o fragmento é 
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Q4303987 Não definido
Texto 3


Ele entrou tarde no restaurante. Poderia ter uns sessenta anos, era alto, corpulento, de cabelos brancos, sobrancelhas espessas e mãos potentes. Num dedo o anel de sua força. Sentou-se amplo e sólido. Perdi-o de vista e enquanto comia observei de novo a mulher magra de chapéu. Ela ria com a boca cheia e rebrilhava os olhos escuros. No momento em que eu levava o garfo à boca, olhei-o. Ei-lo de olhos fechados mastigando pão com vigor e mecanismo, os dois punhos cerrados sobre a mesa. Continuei comendo e olhando. O garçom dispunha os pratos sobre a toalha. Mas o velho mantinha os olhos fechados. A um gesto mais vivo do criado ele os abriu com tal brusquidão que este mesmo movimento se comunicou às grandes mãos e um garfo caiu. O garçom sussurrou palavras amáveis abaixando-se para apanhá-lo; ele não respondia. Porque agora desperto, virava subitamente a carne de um lado e de outro, examinava-a com veemência, a ponta da língua aparecendo — apalpava o bife com as costas do garfo, quase o cheirava, mexendo a boca de antemão. E começava a cortá-lo com um movimento inútil de vigor de todo o corpo. Olhei para o meu prato. Quando fitei-o de novo, ele estava em plena glória do jantar, mastigando de boca aberta, passando a língua pelos dentes, com o olhar fixo na luz do teto.

Clarice Lispector. O jantar. In: Laços de família: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. [Adaptado].
No fragmento “Poderia ter uns sessenta anos, era alto, corpulento, de cabelos brancos, sobrancelhas espessas e mãos potentes. [...]”, as palavras e expressões em destaque contribuem para que o leitor visualize os personagens. Do ponto de vista gramatical, esses termos exercem a função de
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Q4303988 Não definido
Leia o texto a seguir.

Adultização infantil: Felca viraliza nas redes e especialistas explicam riscos e prevenção
Especialista alerta para sinais e consequências da exposição precoce de crianças a padrões e responsabilidades adultas.
A discussão sobre adultização infantil voltou a ganhar espaço na mídia e nas redes sociais após a repercussão de um vídeo publicado pelo influenciador Felca, que rapidamente viralizou e já acumula mais de 32 milhões de visualizações no YouTube. Na publicação, o produtor de conteúdo alerta para os perigos da exploração de crianças e adolescentes em rotinas e atividades que não condizem com sua faixa etária, denunciando como adultos, canais e figuras públicas expõem menores para lucrar na web. O caso está criando debates sobre a exposição precoce e sem filtro de crianças, muitas delas sendo exploradas ou se tornando “gurus de investimento”, reproduzindo padrões e atitudes de adultos. O assunto chegou até o Congresso Nacional, com projetos de lei sendo apresentados para tratar do tema. De acordo com a educadora, psicóloga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP, a adultização infantil é um fenômeno preocupante. “A infância é uma etapa única do desenvolvimento humano, marcada por descobertas e aprendizados que precisam respeitar o tempo e a maturidade de cada criança. Quando pulamos etapas, comprometemos aspectos emocionais, sociais e cognitivos que serão a base para a vida adulta”, afirma. A especialista lembra que casos de crianças e adolescentes expostas na mídia não são novidade. “Antigamente, havia a preocupação com o desenvolvimento e educação de crianças e adolescentes que trabalhavam como cantores ou atores. A diferença é que no passado havia menos plataformas para essa exposição, e hoje qualquer pessoa tem o mundo na palma das mãos com o celular. Além disso, os próprios pais e responsáveis contribuem para o problema, mesmo tendo boa intenção, ao expor a vida dos filhos nas redes sociais desde que eles nascem”, acrescenta a educadora. [...]
Disponível em: https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2025/08/22/adultizacaoinfantil-felca-viraliza-nas-redes-e-especialistas-explicam-riscos-eprevencao.ghtml. Acesso em: 6 jul. 2026.


Considerando a estrutura composicional e a linguagem empregadas no texto, evidencia-se que sua finalidade é a de
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Q4303989 Matemática
Cinco impressoras, trabalhando no mesmo ritmo, imprimem 600 páginas em 2 horas. Oito impressoras, no mesmo ritmo e pelo mesmo tempo, imprimem 
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Q4303990 Raciocínio Lógico
A negação lógica da proposição "todos os relatórios foram conferidos" é
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Q4303991 Matemática Financeira
Um capital de R$ 1.000,00 foi aplicado a juros simples de 1% ao mês durante 2 meses. O montante obtido ao final desse período foi 
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Q4303992 Sociologia
A pobreza no Brasil envolve diversos fatores históricos, políticos e econômicos. Entre os fatores relacionados à mecanização agrícola e à urbanização estão o(a)/os(as)
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Q4303993 Não definido
A história da cidade de Buriti Alegre está ligada à fundação de núcleos urbanos em Goiás no final do século XIX e início do século XX. Qual fator favoreceu a criação desses núcleos?
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Q4303994 Não definido
O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que a proteção integral da criança e do adolescente constitui dever compartilhado entre família, sociedade e poder público. De acordo com a Lei nº 8.069/1990, a garantia da prioridade compreende o(a)
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Q4303995 Não definido
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional organiza a educação escolar brasileira em níveis e modalidades de educação e ensino. De acordo com a Lei nº 9.394/1996, a educação escolar compõe-se de
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Q4303996 Pedagogia
Qual é a finalidade da educação infantil, de acordo com a Lei nº 9.394/1996?
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Q4303997 Não definido
A educação inclusiva pressupõe a garantia de acesso, participação, aprendizagem e permanência dos estudantes. Qual é a finalidade do Atendimento Educacional Especializado (AEE) no contexto da educação inclusiva?
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Q4303998 Não definido
A promoção da educação inclusiva exige a identificação e a eliminação de barreiras que dificultam a participação e a aprendizagem dos estudantes. Qual situação caracteriza uma barreira atitudinal no ambiente escolar? 
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: B
4: D
5: C
6: B
7: A
8: C
9: B
10: C
11: D
12: C
13: B
14: B
15: C
16: A
17: C
18: B
19: B
20: C