Questões de Concurso Público Prefeitura de Maringá - PR 2023 para Técnico em Laboratório - Análises Clínicas

Foram encontradas 40 questões

Q4264013 Português
Leia o texto para responder a questão.

Pelé, impossível esquecer

por José Cruz

     Em menos de um mês, o Brasil ganhou destacado espaço na imprensa esportiva internacional. Ironicamente, para registrar duas tristezas. A eliminação da Seleção Brasileira do Mundial do Catar e, a mais recente, a morte do Atleta do Século, Pelé. Entre pódios e alegrias, no futebol e fora dele, o Brasil esportivo também passa por traumas que entristecem a todos. Como a morte de Ayrton Senna, por exemplo, em 1994. O cortejo fúnebre de ontem, em Santos, na despedida de Pelé, lembrou o choro nacional de quando Senna foi sepultado. Nunca mais tivemos um piloto com as características do tricampeão mundial, que nos deixou prematuramente. No futebol, vibramos com outros craques que nos enchem de orgulho. Mas nenhum como Pelé. Nem aqui nem em outro lugar do mundo.
    Sobre Pelé já se escreveu tudo, principalmente os que tiveram o privilégio de com ele conviver, como os cronistas da velha guarda, por exemplo. Pelé foi o tal! Como era craque e famoso, podia ousar. E foi assim que arriscou no cinema e na música. Mas o seu chão, mesmo, era a grama dos estádios onde ele desfilou com classe e jogadas criativas que hoje ainda nos deixam babando diante da TV. Porém, Pelé nunca colocou o seu valorizadíssimo prestígio internacional para combater a discriminação dos negros no esporte, aqui e mundo afora. Chegou a ser criticado por essa omissão. Mesmo assim, raramente falava sobre essa agressão no mais popular dos esportes.
    Quem sintetiza esse tema é a jornalista Angélica Basthi. Em seu livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes ela escreveu: "Em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de 'macaco' ou 'crioulo', todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos — admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial".
    Essa abordagem me lembra de uma entrevista com Pelé, ao lado do também bicampeão mundial, Nilton Santos. Os dois moravam em Brasília. Pelé era ministro extraordinário do Esporte, governo de Fernando Henrique Cardoso. Nilton tinha uma escolinha de futebol no estádio Mané Garrincha. Por sugestão do jornalista André Gustavo Stumpf, a editoria de Esportes do Correio Braziliense reuniu os dois astros numa conversa de quatro horas. Em volta da mesa estavam craques da reportagem, como Ricardo Noblat, José Antônio Alves, Roberto Naves, Ricardo Mendes... A gravação durou quatro horas e o resultado daquele riquíssimo encontro foi publicado numa edição de 16 páginas do Correio, em 1994, se não me engano.
    Quando Pelé chegou para a entrevista, Nilton contava histórias maravilhosas da Seleção Brasileira na Suécia, em 1958, ano da primeira conquista do título mundial. Nilton tratava Pelé de "Negrão". E lembrou que as loirinhas escandinavas "nunca tinham visto um crioulo, jovem (tinha 17 anos), pernas de atleta completo, e por ele logo se apaixonavam". O "Negrão" riu com vontade e confirmou aquela confidência do amigo. E foi assim durante todo o papo, sem que ninguém se ofendesse por usar tais expressões que, hoje, motivam processos e longas reportagens.
    Enfim, Pelé o "Atleta do Século" mereceu todas as homenagens que recebeu "em vida", como sempre desejou.
   Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui. Num legítimo trambique que envolveu construtoras, a Federação Brasiliense de Futebol e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Estádio Pelezão, inaugurado em 1966, no Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour, foi demolido. O ato criminoso para o esporte em geral ocorreu em 2009, sem qualquer protesto. No lugar estádio, surgiram imponentes edifícios. E o dinheiro dessa transação perdeu-se em distribuições suspeitas entre cartolas de então. Enfim, "vida que segue", como diria João Saldanha, craque do jornalismo esportivo e que, como treinador, de Pelé, inclusive, classificou a Seleção Brasileira para a campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México.
    Pelé não foi só o craque que encantou o mundo. Ele foi mais... Não deixava repórter sem resposta e valorizava o trabalho da imprensa. Era gentil nas relações, fora de campo, claro. Como ministro chegou, certa vez, para uma solenidade no Hotel Nacional, por volta da 19h. A multidão o cercou, abraços e autógrafos. Ao ver os repórteres num "cercadinho" (perdão, leitores...) ele levantou os dois braços e, com sua voz forte e rouca, pediu um pouco de silêncio e lascou: "Vou atender os repórteres, primeiro. Eles têm hora para fechar os jornais e nós temos a noite toda para ficar aqui". E assim foi. Como esquecer de um cara desses?

Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/01/5063638- artigo-pele-impossivel-esquecer.html
Assinale a alternativa que apresenta o gênero textual.
Alternativas
Q4264014 Português
Leia o texto para responder a questão.

Pelé, impossível esquecer

por José Cruz

     Em menos de um mês, o Brasil ganhou destacado espaço na imprensa esportiva internacional. Ironicamente, para registrar duas tristezas. A eliminação da Seleção Brasileira do Mundial do Catar e, a mais recente, a morte do Atleta do Século, Pelé. Entre pódios e alegrias, no futebol e fora dele, o Brasil esportivo também passa por traumas que entristecem a todos. Como a morte de Ayrton Senna, por exemplo, em 1994. O cortejo fúnebre de ontem, em Santos, na despedida de Pelé, lembrou o choro nacional de quando Senna foi sepultado. Nunca mais tivemos um piloto com as características do tricampeão mundial, que nos deixou prematuramente. No futebol, vibramos com outros craques que nos enchem de orgulho. Mas nenhum como Pelé. Nem aqui nem em outro lugar do mundo.
    Sobre Pelé já se escreveu tudo, principalmente os que tiveram o privilégio de com ele conviver, como os cronistas da velha guarda, por exemplo. Pelé foi o tal! Como era craque e famoso, podia ousar. E foi assim que arriscou no cinema e na música. Mas o seu chão, mesmo, era a grama dos estádios onde ele desfilou com classe e jogadas criativas que hoje ainda nos deixam babando diante da TV. Porém, Pelé nunca colocou o seu valorizadíssimo prestígio internacional para combater a discriminação dos negros no esporte, aqui e mundo afora. Chegou a ser criticado por essa omissão. Mesmo assim, raramente falava sobre essa agressão no mais popular dos esportes.
    Quem sintetiza esse tema é a jornalista Angélica Basthi. Em seu livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes ela escreveu: "Em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de 'macaco' ou 'crioulo', todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos — admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial".
    Essa abordagem me lembra de uma entrevista com Pelé, ao lado do também bicampeão mundial, Nilton Santos. Os dois moravam em Brasília. Pelé era ministro extraordinário do Esporte, governo de Fernando Henrique Cardoso. Nilton tinha uma escolinha de futebol no estádio Mané Garrincha. Por sugestão do jornalista André Gustavo Stumpf, a editoria de Esportes do Correio Braziliense reuniu os dois astros numa conversa de quatro horas. Em volta da mesa estavam craques da reportagem, como Ricardo Noblat, José Antônio Alves, Roberto Naves, Ricardo Mendes... A gravação durou quatro horas e o resultado daquele riquíssimo encontro foi publicado numa edição de 16 páginas do Correio, em 1994, se não me engano.
    Quando Pelé chegou para a entrevista, Nilton contava histórias maravilhosas da Seleção Brasileira na Suécia, em 1958, ano da primeira conquista do título mundial. Nilton tratava Pelé de "Negrão". E lembrou que as loirinhas escandinavas "nunca tinham visto um crioulo, jovem (tinha 17 anos), pernas de atleta completo, e por ele logo se apaixonavam". O "Negrão" riu com vontade e confirmou aquela confidência do amigo. E foi assim durante todo o papo, sem que ninguém se ofendesse por usar tais expressões que, hoje, motivam processos e longas reportagens.
    Enfim, Pelé o "Atleta do Século" mereceu todas as homenagens que recebeu "em vida", como sempre desejou.
   Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui. Num legítimo trambique que envolveu construtoras, a Federação Brasiliense de Futebol e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Estádio Pelezão, inaugurado em 1966, no Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour, foi demolido. O ato criminoso para o esporte em geral ocorreu em 2009, sem qualquer protesto. No lugar estádio, surgiram imponentes edifícios. E o dinheiro dessa transação perdeu-se em distribuições suspeitas entre cartolas de então. Enfim, "vida que segue", como diria João Saldanha, craque do jornalismo esportivo e que, como treinador, de Pelé, inclusive, classificou a Seleção Brasileira para a campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México.
    Pelé não foi só o craque que encantou o mundo. Ele foi mais... Não deixava repórter sem resposta e valorizava o trabalho da imprensa. Era gentil nas relações, fora de campo, claro. Como ministro chegou, certa vez, para uma solenidade no Hotel Nacional, por volta da 19h. A multidão o cercou, abraços e autógrafos. Ao ver os repórteres num "cercadinho" (perdão, leitores...) ele levantou os dois braços e, com sua voz forte e rouca, pediu um pouco de silêncio e lascou: "Vou atender os repórteres, primeiro. Eles têm hora para fechar os jornais e nós temos a noite toda para ficar aqui". E assim foi. Como esquecer de um cara desses?

Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/01/5063638- artigo-pele-impossivel-esquecer.html
Assinale a alternativa que apresenta um vocativo.
Alternativas
Q4264015 Português
Leia o texto para responder a questão.

Pelé, impossível esquecer

por José Cruz

     Em menos de um mês, o Brasil ganhou destacado espaço na imprensa esportiva internacional. Ironicamente, para registrar duas tristezas. A eliminação da Seleção Brasileira do Mundial do Catar e, a mais recente, a morte do Atleta do Século, Pelé. Entre pódios e alegrias, no futebol e fora dele, o Brasil esportivo também passa por traumas que entristecem a todos. Como a morte de Ayrton Senna, por exemplo, em 1994. O cortejo fúnebre de ontem, em Santos, na despedida de Pelé, lembrou o choro nacional de quando Senna foi sepultado. Nunca mais tivemos um piloto com as características do tricampeão mundial, que nos deixou prematuramente. No futebol, vibramos com outros craques que nos enchem de orgulho. Mas nenhum como Pelé. Nem aqui nem em outro lugar do mundo.
    Sobre Pelé já se escreveu tudo, principalmente os que tiveram o privilégio de com ele conviver, como os cronistas da velha guarda, por exemplo. Pelé foi o tal! Como era craque e famoso, podia ousar. E foi assim que arriscou no cinema e na música. Mas o seu chão, mesmo, era a grama dos estádios onde ele desfilou com classe e jogadas criativas que hoje ainda nos deixam babando diante da TV. Porém, Pelé nunca colocou o seu valorizadíssimo prestígio internacional para combater a discriminação dos negros no esporte, aqui e mundo afora. Chegou a ser criticado por essa omissão. Mesmo assim, raramente falava sobre essa agressão no mais popular dos esportes.
    Quem sintetiza esse tema é a jornalista Angélica Basthi. Em seu livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes ela escreveu: "Em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de 'macaco' ou 'crioulo', todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos — admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial".
    Essa abordagem me lembra de uma entrevista com Pelé, ao lado do também bicampeão mundial, Nilton Santos. Os dois moravam em Brasília. Pelé era ministro extraordinário do Esporte, governo de Fernando Henrique Cardoso. Nilton tinha uma escolinha de futebol no estádio Mané Garrincha. Por sugestão do jornalista André Gustavo Stumpf, a editoria de Esportes do Correio Braziliense reuniu os dois astros numa conversa de quatro horas. Em volta da mesa estavam craques da reportagem, como Ricardo Noblat, José Antônio Alves, Roberto Naves, Ricardo Mendes... A gravação durou quatro horas e o resultado daquele riquíssimo encontro foi publicado numa edição de 16 páginas do Correio, em 1994, se não me engano.
    Quando Pelé chegou para a entrevista, Nilton contava histórias maravilhosas da Seleção Brasileira na Suécia, em 1958, ano da primeira conquista do título mundial. Nilton tratava Pelé de "Negrão". E lembrou que as loirinhas escandinavas "nunca tinham visto um crioulo, jovem (tinha 17 anos), pernas de atleta completo, e por ele logo se apaixonavam". O "Negrão" riu com vontade e confirmou aquela confidência do amigo. E foi assim durante todo o papo, sem que ninguém se ofendesse por usar tais expressões que, hoje, motivam processos e longas reportagens.
    Enfim, Pelé o "Atleta do Século" mereceu todas as homenagens que recebeu "em vida", como sempre desejou.
   Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui. Num legítimo trambique que envolveu construtoras, a Federação Brasiliense de Futebol e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Estádio Pelezão, inaugurado em 1966, no Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour, foi demolido. O ato criminoso para o esporte em geral ocorreu em 2009, sem qualquer protesto. No lugar estádio, surgiram imponentes edifícios. E o dinheiro dessa transação perdeu-se em distribuições suspeitas entre cartolas de então. Enfim, "vida que segue", como diria João Saldanha, craque do jornalismo esportivo e que, como treinador, de Pelé, inclusive, classificou a Seleção Brasileira para a campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México.
    Pelé não foi só o craque que encantou o mundo. Ele foi mais... Não deixava repórter sem resposta e valorizava o trabalho da imprensa. Era gentil nas relações, fora de campo, claro. Como ministro chegou, certa vez, para uma solenidade no Hotel Nacional, por volta da 19h. A multidão o cercou, abraços e autógrafos. Ao ver os repórteres num "cercadinho" (perdão, leitores...) ele levantou os dois braços e, com sua voz forte e rouca, pediu um pouco de silêncio e lascou: "Vou atender os repórteres, primeiro. Eles têm hora para fechar os jornais e nós temos a noite toda para ficar aqui". E assim foi. Como esquecer de um cara desses?

Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/01/5063638- artigo-pele-impossivel-esquecer.html
Assinale a alternativa que explica o uso das aspas no sexto parágrafo.
Alternativas
Q4264016 Português
Leia o texto para responder a questão.

Pelé, impossível esquecer

por José Cruz

     Em menos de um mês, o Brasil ganhou destacado espaço na imprensa esportiva internacional. Ironicamente, para registrar duas tristezas. A eliminação da Seleção Brasileira do Mundial do Catar e, a mais recente, a morte do Atleta do Século, Pelé. Entre pódios e alegrias, no futebol e fora dele, o Brasil esportivo também passa por traumas que entristecem a todos. Como a morte de Ayrton Senna, por exemplo, em 1994. O cortejo fúnebre de ontem, em Santos, na despedida de Pelé, lembrou o choro nacional de quando Senna foi sepultado. Nunca mais tivemos um piloto com as características do tricampeão mundial, que nos deixou prematuramente. No futebol, vibramos com outros craques que nos enchem de orgulho. Mas nenhum como Pelé. Nem aqui nem em outro lugar do mundo.
    Sobre Pelé já se escreveu tudo, principalmente os que tiveram o privilégio de com ele conviver, como os cronistas da velha guarda, por exemplo. Pelé foi o tal! Como era craque e famoso, podia ousar. E foi assim que arriscou no cinema e na música. Mas o seu chão, mesmo, era a grama dos estádios onde ele desfilou com classe e jogadas criativas que hoje ainda nos deixam babando diante da TV. Porém, Pelé nunca colocou o seu valorizadíssimo prestígio internacional para combater a discriminação dos negros no esporte, aqui e mundo afora. Chegou a ser criticado por essa omissão. Mesmo assim, raramente falava sobre essa agressão no mais popular dos esportes.
    Quem sintetiza esse tema é a jornalista Angélica Basthi. Em seu livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes ela escreveu: "Em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de 'macaco' ou 'crioulo', todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos — admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial".
    Essa abordagem me lembra de uma entrevista com Pelé, ao lado do também bicampeão mundial, Nilton Santos. Os dois moravam em Brasília. Pelé era ministro extraordinário do Esporte, governo de Fernando Henrique Cardoso. Nilton tinha uma escolinha de futebol no estádio Mané Garrincha. Por sugestão do jornalista André Gustavo Stumpf, a editoria de Esportes do Correio Braziliense reuniu os dois astros numa conversa de quatro horas. Em volta da mesa estavam craques da reportagem, como Ricardo Noblat, José Antônio Alves, Roberto Naves, Ricardo Mendes... A gravação durou quatro horas e o resultado daquele riquíssimo encontro foi publicado numa edição de 16 páginas do Correio, em 1994, se não me engano.
    Quando Pelé chegou para a entrevista, Nilton contava histórias maravilhosas da Seleção Brasileira na Suécia, em 1958, ano da primeira conquista do título mundial. Nilton tratava Pelé de "Negrão". E lembrou que as loirinhas escandinavas "nunca tinham visto um crioulo, jovem (tinha 17 anos), pernas de atleta completo, e por ele logo se apaixonavam". O "Negrão" riu com vontade e confirmou aquela confidência do amigo. E foi assim durante todo o papo, sem que ninguém se ofendesse por usar tais expressões que, hoje, motivam processos e longas reportagens.
    Enfim, Pelé o "Atleta do Século" mereceu todas as homenagens que recebeu "em vida", como sempre desejou.
   Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui. Num legítimo trambique que envolveu construtoras, a Federação Brasiliense de Futebol e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Estádio Pelezão, inaugurado em 1966, no Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour, foi demolido. O ato criminoso para o esporte em geral ocorreu em 2009, sem qualquer protesto. No lugar estádio, surgiram imponentes edifícios. E o dinheiro dessa transação perdeu-se em distribuições suspeitas entre cartolas de então. Enfim, "vida que segue", como diria João Saldanha, craque do jornalismo esportivo e que, como treinador, de Pelé, inclusive, classificou a Seleção Brasileira para a campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México.
    Pelé não foi só o craque que encantou o mundo. Ele foi mais... Não deixava repórter sem resposta e valorizava o trabalho da imprensa. Era gentil nas relações, fora de campo, claro. Como ministro chegou, certa vez, para uma solenidade no Hotel Nacional, por volta da 19h. A multidão o cercou, abraços e autógrafos. Ao ver os repórteres num "cercadinho" (perdão, leitores...) ele levantou os dois braços e, com sua voz forte e rouca, pediu um pouco de silêncio e lascou: "Vou atender os repórteres, primeiro. Eles têm hora para fechar os jornais e nós temos a noite toda para ficar aqui". E assim foi. Como esquecer de um cara desses?

Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/01/5063638- artigo-pele-impossivel-esquecer.html
Analise: “Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui” e assinale a alternativa que classifica corretamente os termos em destaque, respectivamente.
Alternativas
Q4264017 Português
Leia o texto para responder a questão.

Pelé, impossível esquecer

por José Cruz

     Em menos de um mês, o Brasil ganhou destacado espaço na imprensa esportiva internacional. Ironicamente, para registrar duas tristezas. A eliminação da Seleção Brasileira do Mundial do Catar e, a mais recente, a morte do Atleta do Século, Pelé. Entre pódios e alegrias, no futebol e fora dele, o Brasil esportivo também passa por traumas que entristecem a todos. Como a morte de Ayrton Senna, por exemplo, em 1994. O cortejo fúnebre de ontem, em Santos, na despedida de Pelé, lembrou o choro nacional de quando Senna foi sepultado. Nunca mais tivemos um piloto com as características do tricampeão mundial, que nos deixou prematuramente. No futebol, vibramos com outros craques que nos enchem de orgulho. Mas nenhum como Pelé. Nem aqui nem em outro lugar do mundo.
    Sobre Pelé já se escreveu tudo, principalmente os que tiveram o privilégio de com ele conviver, como os cronistas da velha guarda, por exemplo. Pelé foi o tal! Como era craque e famoso, podia ousar. E foi assim que arriscou no cinema e na música. Mas o seu chão, mesmo, era a grama dos estádios onde ele desfilou com classe e jogadas criativas que hoje ainda nos deixam babando diante da TV. Porém, Pelé nunca colocou o seu valorizadíssimo prestígio internacional para combater a discriminação dos negros no esporte, aqui e mundo afora. Chegou a ser criticado por essa omissão. Mesmo assim, raramente falava sobre essa agressão no mais popular dos esportes.
    Quem sintetiza esse tema é a jornalista Angélica Basthi. Em seu livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes ela escreveu: "Em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de 'macaco' ou 'crioulo', todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos — admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial".
    Essa abordagem me lembra de uma entrevista com Pelé, ao lado do também bicampeão mundial, Nilton Santos. Os dois moravam em Brasília. Pelé era ministro extraordinário do Esporte, governo de Fernando Henrique Cardoso. Nilton tinha uma escolinha de futebol no estádio Mané Garrincha. Por sugestão do jornalista André Gustavo Stumpf, a editoria de Esportes do Correio Braziliense reuniu os dois astros numa conversa de quatro horas. Em volta da mesa estavam craques da reportagem, como Ricardo Noblat, José Antônio Alves, Roberto Naves, Ricardo Mendes... A gravação durou quatro horas e o resultado daquele riquíssimo encontro foi publicado numa edição de 16 páginas do Correio, em 1994, se não me engano.
    Quando Pelé chegou para a entrevista, Nilton contava histórias maravilhosas da Seleção Brasileira na Suécia, em 1958, ano da primeira conquista do título mundial. Nilton tratava Pelé de "Negrão". E lembrou que as loirinhas escandinavas "nunca tinham visto um crioulo, jovem (tinha 17 anos), pernas de atleta completo, e por ele logo se apaixonavam". O "Negrão" riu com vontade e confirmou aquela confidência do amigo. E foi assim durante todo o papo, sem que ninguém se ofendesse por usar tais expressões que, hoje, motivam processos e longas reportagens.
    Enfim, Pelé o "Atleta do Século" mereceu todas as homenagens que recebeu "em vida", como sempre desejou.
   Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui. Num legítimo trambique que envolveu construtoras, a Federação Brasiliense de Futebol e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Estádio Pelezão, inaugurado em 1966, no Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour, foi demolido. O ato criminoso para o esporte em geral ocorreu em 2009, sem qualquer protesto. No lugar estádio, surgiram imponentes edifícios. E o dinheiro dessa transação perdeu-se em distribuições suspeitas entre cartolas de então. Enfim, "vida que segue", como diria João Saldanha, craque do jornalismo esportivo e que, como treinador, de Pelé, inclusive, classificou a Seleção Brasileira para a campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México.
    Pelé não foi só o craque que encantou o mundo. Ele foi mais... Não deixava repórter sem resposta e valorizava o trabalho da imprensa. Era gentil nas relações, fora de campo, claro. Como ministro chegou, certa vez, para uma solenidade no Hotel Nacional, por volta da 19h. A multidão o cercou, abraços e autógrafos. Ao ver os repórteres num "cercadinho" (perdão, leitores...) ele levantou os dois braços e, com sua voz forte e rouca, pediu um pouco de silêncio e lascou: "Vou atender os repórteres, primeiro. Eles têm hora para fechar os jornais e nós temos a noite toda para ficar aqui". E assim foi. Como esquecer de um cara desses?

Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/01/5063638- artigo-pele-impossivel-esquecer.html
Analise: “A multidão o cercou, abraços e autógrafos.” E assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4264018 Matemática
Considere a função exponencial f(x) = 5x, e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4264019 Matemática
Dados os números complexos z1 = 3 + 2i e z2 = -1 - i, assinale a alternativa que apresenta o quadrado do produto de z1 por z2.  
Alternativas
Q4264020 Matemática Financeira
Um capital foi aplicado a uma taxa de juros simples de 2% ao mês e ao final de 5 meses o rendimento dos juros foi de R$ 3000,00. Qual o valor do capital que foi aplicado inicialmente? 
Alternativas
Q4264021 Matemática
Dado o polinômio p(x) = x2 - mx +25, e sabendo que a p(x) assume raíz em 5, o valor de m é igual a
Alternativas
Q4264022 Matemática
Em um abrigo, há 50 animais disponíveis para adoção responsável, incluindo cães e gatos, conforme segue a tabela: 

Captura_de tela 2026-08-28 105513.png (347×126)

Um animal será escolhido aleatoriamente para ser mascote do abrigo nas redes sociais. Qual a probabilidade de ser escolhido um cão macho ou uma gata?
Alternativas
Q4264023 Noções de Informática
No Excel, os operadores de comparação são usados em conjunto com as funções de seleção. Seu resultado só pode ser verdadeiro ou falso. Considere a tabela a seguir:

Captura_de tela 2026-08-28 105545.png (292×186)
Fonte: Microsoft Excel – Office 365.

Considerando os símbolos apresentados na coluna B da tabela, assinale a alternativa que preencha a coluna C com a sequência correta do nome de cada operador: 
Alternativas
Q4264024 Noções de Informática
Na guia Inserir do Microsoft PowerPoint, encontramos os seguintes grupos:

Captura_de tela 2026-08-28 105626.png (446×92)
Fonte: Microsoft Power Point – Office 365.

Considerando a imagem acima, assinale a alternativa com a sequência correta que apresenta os nomes dos grupos apresentados.
Alternativas
Q4264025 Sistemas Operacionais
O modo de segurança foi projetado para manter a funcionalidade básica do Windows 10, tanto quanto possível, no caso de erros críticos do sistema ou hardware danificado. Isso simplifica significativamente o diagnóstico e o reparo (automático) de falhas. Assim, com base nessas informações, analise as assertivas e assinale a alternativa correta sobre o modo de segurança do Windows 10.

I. Quando o Windows 10 é iniciado no modo de segurança, apenas alguns drivers padrão são habilitados e a inicialização automática de softwares usados com frequência é dispensada.
II. Os usuários podem escolher, entre outras coisas, se desejam iniciar o Windows 10 em um modo de segurança “mínimo” ou no modo de segurança com rede. Este último permite o acesso à internet e a outros computadores em uma rede, por exemplo, para baixar outros drivers ou programas antivírus.
III. O Modo de segurança do Windows 10 suporta principalmente medidas que podem restaurar todo o sistema, como a execução de programas antivírus, a desinstalação de software suspeito recentemente instalado ou a desativação de determinados controladores de dispositivo.
IV. A maneira mais fácil de entrar no modo de segurança do Windows 10 é através de uma reinicialização especial, onde o Windows sugere diferentes opções.
Alternativas
Q4264026 Noções de Informática
Cookies podem ser definidos como pacotes de dados gerados por navegadores da Web e sites para armazenar dados individuais do usuário. Um site reconhece quem o está visitando com base no cookie e, portanto, pode se adaptar às necessidades do usuário até certo ponto. Considerando as informações, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Cookies da web coletam dados pessoais, por exemplo, para armazenar dados de login, comportamento de navegação, configurações e ações em aplicativos da Web.
( ) O armazenamento de dados por cookies tem um efeito perceptível sobre o usuário além disso, os cookies agora também desempenham um papel importante no marketing on-line.
( ) Quando um usuário visita uma página na internet pela primeira vez, um novo cookie é criado, que coleta as informações que podem ser coletadas pelo operador do site.
( ) Os dados armazenados em cookies também são muito interessantes para operadores de sites, pois podem derivar estatísticas deles e tirar conclusões sobre o comportamento de navegação dos visitantes. Além disso, os cookies do lado do servidor permitem a criação de perfis de usuário.
Alternativas
Q4264027 Noções de Informática
No Word do Microsoft 365, ao acessar a guia Revisão no grupo Proteger ao clicar em Restringir Edição encontramos as seguintes opções: 

Captura_de tela 2026-08-28 105725.png (337×386)
Fonte: Microsoft Word – Office 365.

I. Pautando-se nas informações apresentadas na figura e na funcionalidade Restringir Edição disponível no Word, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
II. A funcionalidade Restringir Edição serve para definir como as pessoas podem editar e formatar o documento.
III. O usuário pode impedir alterações de formatação, impor que todas as alterações sejam controladas ou permitir apenas comentários.
IV. Na opção 2: “Restrições de edição” pode-se restringir o documento para somente leitura evitando alterações de qualquer natureza.
V. Na opção 3: “Aplicar proteção” ao clicar no botão “Sim, Aplicar Proteção” pode-se definir uma senha para proteger o documento. Somente usuário que sabem a senha podem realizar alterações no documento. Se a senha for esquecida, o Word fornece uma nova configuração de senha para o autor do documento. 
Alternativas
Q4264089 Biomedicina - Análises Clínicas
É fundamental a descontaminação de bancadas de trabalho e equipamentos utilizados. No entanto, alguns itens merecem atenção devido suas características. Sendo assim, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4264090 Biomedicina - Análises Clínicas
As máscaras de proteção são equipamentos de proteção das vias aéreas (nariz e boca), no entanto, há variações quanto ao material e tipo de máscaras. Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4264091 Segurança e Saúde no Trabalho
As FISPQs (Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos) que servem para comunicação dos perigos relacionados aos produtos químicos. Dessa forma, assinale a alternativa com a afirmação correta.
Alternativas
Q4264092 Legislação dos Municípios do Estado do Paraná
De acordo com a Lei complementar nº 966/2013, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4264093 Segurança e Saúde no Trabalho
Acerca dos equipamentos de proteção individual (EPI), assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Respostas
1: A
2: D
3: B
4: C
5: A
6: B
7: C
8: A
9: A
10: D
11: A
12: C
13: D
14: C
15: C
16: C
17: A
18: A
19: D
20: C