Questões de Concurso Público Prefeitura de Miracema - RJ 2024 para Professor Ensino Fundamental 2º Segmento - Português

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Q3420937 Pedagogia
Currículo é uma construção social do conhecimento, pressupondo a sistematização dos meios para que esta construção se efetive; a transmissão dos conhecimentos historicamente produzidos e as formas de assimilá-los; portanto, produção, transmissão e assimilação são processos que compõem uma metodologia de construção coletiva do conhecimento escolar, ou seja, o currículo propriamente dito.
(VEIGA, 2002, p. 7.)

Alguns estudos realizados sobre currículo a partir das décadas 1960 a 1970, do século anterior, destacam a existência de vários níveis de currículo: formal, real e oculto. Esses níveis servem para fazer a distinção de quanto o aluno aprendeu ou deixou de aprender. Considerando os diferentes níveis de currículos, analise as afirmativas a seguir.

I. “O currículo ____________ é o termo usado para denominar as influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores.”
II. “O currículo ______________ é aquele que acontece dentro da sala de aula com professores e alunos a cada dia em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino.”
III. “O currículo _________________ refere-se ao currículo estabelecido pelos sistemas de ensino, é expresso em diretrizes curriculares, objetivos e conteúdo das áreas ou disciplina de estudo.”

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores. 
Alternativas
Q3420938 Pedagogia
Na Lei Federal nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente, capítulo II, em seu artigo 16, inciso IV, relata que a criança tem o direito de “brincar, praticar esportes e divertir-se”; tal normativa evidencia que toda criança deve desfrutar de jogos e brincadeiras, os quais deverão estar direcionados para a educação. Nesse sentido, a Base Nacional Comum Curricular enfatiza que no ensino fundamental – anos iniciais, “busca-se ampliar as experiências com o espaço e o tempo vivenciadas pelas crianças em jogos e brincadeiras na educação infantil, por meio do aprofundamento de seu conhecimento sobre si mesmas e de sua comunidade, valorizando-se os contextos mais próximos da vida cotidiana”.
(BRASIL, 2017, p. 360. Adaptado.)

Sobre o exposto, assinale a afirmativa INCORRETA. 
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Q3420939 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresenta os conhecimentos essenciais que todo aluno da educação básica do Brasil tem direito a aprender, e isso deve ser feito através de um ensino baseado em competências e habilidades. As e competências e habilidades da BNCC são complementares no processo de aprendizagem dos estudantes, garantindo uma formação teórico-prática completa. “A BNCC define ______________ como a mobilização de conhecimentos, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Ela traz dez ______________ gerais, que devem estar presentes ao longo de toda a educação básica, e competências específicas para cada área do conhecimento. As ______________ estão normalmente relacionadas a verbos de ação, como identificar, associar, interpretar, dentre outros.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
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Q3420940 Pedagogia
Jean Piaget (1896 - 1980) foi biólogo, psicólogo e epistemologista suíço. É considerado um dos mais importantes pensadores do século XX. É conhecido como o propositor da ciência denominada Epistemologia Genética, que muito contribuiu para a educação. Etimologicamente, a palavra “epistemologia” significa: epistemo = conhecimento e logia = estudo.
(Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5671949/mod_resource/content/1/Psicologia%20.)

A epistemologia genética defende que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento ao longo da vida. Sobre os principais conceitos da teoria de Piaget, analise as afirmativas a seguir.

I. O desenvolvimento da estrutura cognitiva humana é um processo que se dá na apropriação da experiência histórica e cultural.
II. O conhecimento resulta de interações entre o sujeito e o objeto. E a troca inicial entre sujeito e objeto se daria a partir da ação do sujeito.
III. O processo de apropriação do mundo cultural é por meio da linguagem – tanto a linguagem socializada quanto a linguagem egocêntrica.
IV. O conhecimento é adquirido por assimilação, ou seja, o aluno incorpora as experiências ou objetos às estratégias ou conceitosjá existentes.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3420941 Pedagogia
O conteúdo do § 3º do Art. 208 da Constituição Federal é reproduzido, em 1996, no Art. 5º da LDBEN. A Lei reafirma que cabe ao poder público zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. Portanto, aqui o dispositivo é mais aplicável para diretores, coordenadores e professores das redes estadual e municipal de ensino, enquanto agentes do poder público, e como os estabelecimentos privados de ensino seguem as orientações nacionais, o zelo pela frequência é uma tarefa também dos pais ou responsáveis.
(Disponível em: https://www.direitonet.com.br/artigos/. Adaptado.)

“Considerando que controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, àluz da Lei de Diretrizes e Bases, a frequência mínima é de ___________ do total de horas letivas para aprovação.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. 
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Q3420942 Pedagogia
O conceito de currículo na educação foi se transformando ao longo do tempo, considerando Silva (2003) e diferentes correntes pedagógicas responsáveis por abordar a sua dinâmica e suas funções. Assim, diferentes autores enumeram de distintas formas as várias teorias curriculares. Sobre as teorias curriculares: tradicionais, críticas, e pós-críticas, analise as afirmativas a seguir.

I. “As teorias curriculares ___________ partem do princípio da fenomenologia, do pós-estruturalismo e dos ideais multiculturais. Criticaram duramente as demais teorias, mas elevaram as suas condições para além da questão das classes sociais, indo direto ao foco principal: o sujeito. Era preciso compreender também os estigmas étnicos e culturais, tais como a racialidade, o gênero, a orientação sexual e todos os elementos próprios das diferenças entre as pessoas.”
II. “As teorias curriculares ___________ associavam as disciplinas curriculares a uma questão puramente mecânica. Nessa perspectiva, o sistema educacional estaria conceitualmente atrelado ao sistema industrial que, na época, vivia os paradigmas da administração científica,também conhecida como Taylorismo. A elaboração do currículo limitava-se a ser uma atividade burocrática, desprovida de sentido e fundamentada na concepção de que o ensino estava centrado na figura do professor, que transmitia conhecimentos específicos aos alunos, vistos apenas como meros repetidores dos assuntos apresentados.”
III. “As teorias curriculares ___________ basearam o seu plano teórico nas concepções marxistas e, vinculadas a autores da Escola de Frankfurt, nesse sentido, o currículo estaria atrelado aos interesses e conceitos das classes dominantes, não estando diretamente fundamentado ao contexto dos grupos sociais subordinados. A função do currículo, mais do que um conjunto coordenado e ordenado de matérias, seria também a de conter uma estrutura que permitisse um julgamento em uma perspectiva libertadora e conceitualmente crítica em favorecimento das massas populares. As práticas curriculares, nesse sentido, eram vistas como um espaço de defesa das lutas no campo cultural e social.”

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores. 
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Q3420943 Pedagogia
De acordo com Zanella (1999), é pela aprendizagem que o homem avança e explica o processo de evolução histórico e social. A complexidade de suas experiências acrescidas das aprendizagens que realiza contribuem para sua humanização. Em qualquer etapa, situação ou momento, o ser humano está sempre aprendendo e, por isso, sofrendo mudanças no seu comportamento, no seu desempenho, nas suas concepções. Na sua visão de mundo, a aprendizagem ocorre de modo contínuo e ocupa todos os espaços da vida humana, mas se encontra na dependência de inúmeras condições que podem favorecê-la ou inibi-la. Tais condições podem ser classificadas em: biológicas, ambientais, psicológicas e pedagógicas. Sobre o exposto e, ainda, considerando a condição psicológica, assinale a afirmativa correta. 
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Q3420944 Pedagogia
A ideia original do construtivismo de acordo com Coll (2004, p. 107), é que o conhecimento e a aprendizagem são, em boa medida, o resultado de uma dinâmica na qual os aportes do sujeito ao ato de conhecer e aprender desempenham um papel decisivo. O objeto torna-se conhecido quando é posto em relação com os contextos interpretativos que o sujeito aplica a ele, de maneira que no conhecimento não contam apenas as características do objeto, mas também e particularmente os significados que tem sua origem nos contextos de interpretação utilizados pelo sujeito. O conhecimento e a aprendizagem nunca são, portanto, o resultado de uma leitura direta da experiência, mas fruto da atividade mental construtiva mediante a qual, e pela qual, as pessoas leem e interpretam a experiência. Sobre o exposto e, ainda, considerando as características de uma sala de aula baseada numa educação construtivista, o professor
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Q3420945 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Está disposto no Art. 53 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) que a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes, EXCETO:
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Q3420946 Pedagogia
Todo o sistema de educação no Brasil está organizado e submetido a uma lei muito importante: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Ela define todos os princípios, diretrizes, estrutura e organização do ensino, abrangendo todas as suas esferas e setores. A atual LDB está em vigor desde 1996, mas suas origens remontam à Assembleia Constituinte de 1934, que dedicou, pela primeira vez, um capítulo exclusivo e específico ao tema, determinando que a União elaborasse e conseguisse aprovar um plano nacional e uma lei que traçasse as diretrizes da Educação Nacional. Antes essa atribuição estava dada, de forma implícita, aos Estados. Ocasionalmente, a LDB é alterada para atender aos anseios da sociedade e às necessidades educacionais. Trata-se de uma das importantes alterações da LDB em 2023:
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Q3430654 Pedagogia

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais.



        O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, para a interação com as outras pessoas, na orientação das ações das crianças, na construção de muitos conhecimentos e no desenvolvimento do pensamento.



        Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais, e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sociocultural entendem, interpretam e representam a realidade.



        A educação básica, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.


(BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Brasília: MEC/SEF, 1998. Fragmento.)

Considerando as estratégias de ensino da linguagem oral e escrita propostas pelo RCNEI, analise a seguinte situação hipotética:

Na sala de aula, a professora Ana organiza uma atividade de leitura em grupo. Ela lê uma história para a turma e depois pede que as crianças recontem a história com suas próprias palavras, usando as ilustrações do livro como apoio. Durante a atividade, Ana observa que algumas crianças têm dificuldade em lembrar detalhes específicos da história ou em conectar as imagens com a narrativa. 

Qual ação, baseada nas orientações do RCNEI, é mais apropriada para Ana ajudar as crianças?
Alternativas
Q3430655 Pedagogia

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais.



        O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, para a interação com as outras pessoas, na orientação das ações das crianças, na construção de muitos conhecimentos e no desenvolvimento do pensamento.



        Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais, e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sociocultural entendem, interpretam e representam a realidade.



        A educação básica, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.


(BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Brasília: MEC/SEF, 1998. Fragmento.)

Segundo o Art. 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, um dos objetivos do ensino fundamental é a formação básica do cidadão, mediante o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. Considerando o RCNEI e o Art. 32, analise a seguinte situação hipotética:

Pedro demonstra dificuldades na leitura e na escrita em comparação com seus colegas de classe. A professora de Pedro deseja apoiar seu desenvolvimento nessas áreas fundamentais para sua formação básica como cidadão.

Qual das seguintes estratégias é a mais apropriada para atender ao objetivo?
Alternativas
Q3430656 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.



        Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.



        Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.


(CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: _____. Vários escritos. 4. ed. São Paulo: Duas Cidades, 2004. Fragmento.)

De acordo com o texto, a literatura infantil e juvenil 
Alternativas
Q3430657 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.



        Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.



        Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.


(CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: _____. Vários escritos. 4. ed. São Paulo: Duas Cidades, 2004. Fragmento.)

Conforme o texto de Antônio Candido, a literatura é uma manifestação universal em todas as culturas e sociedades. Em razão disso, assinale a alternativa descreve corretamente as especificidades do discurso literário.
Alternativas
Q3430658 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.




        O uso de propagandas virtuais em sala de aula, principalmente, no que diz respeito às atividades de produção de textos de caráter argumentativo, além de despertar o interesse imediato pela sua dinamicidade composicional – cores, imagens em movimento, som e outras características particulares dos gêneros digitais emergentes –, pode capacitar ao aluno a habilidade de refletir criticamente (e criativamente) sobre as estratégias argumentativas ativadas por esse tipo de propaganda da web. Mais: os alunos deverão perceber a essência eminentemente argumentativa da língua e que através do uso da língua não dispomos apenas de “atos de dizer”, mas, sobretudo, de “atos de fazer”.


        É importante, então, o professor do nosso tempo conceber as potencialidades das novas tecnologias como ferramenta de apoio ao processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. O uso de gêneros da esfera digital na sala de aula, se bem orientado, certamente, resultará em uma melhoria significativa na qualidade de atividades relacionadas à produção e à leitura de textos escolares.

(ARANHA, Simone Dália de Gusmão. Novas tecnologias no ensino da língua portuguesa: a propaganda da web como ferramenta pedagógica. Acesso em: 15/12/2023. Fragmento.)
Considerando o uso de propagandas virtuais e gêneros digitais no ensino de Língua Portuguesa, analise as propostas de atividades que um professor poderia implementar em sala de aula:

I. O professor planeja uma atividade em que os alunos analisam diferentes websites, identificando e discutindo as estratégias argumentativas e persuasivas utilizadas, relacionando-as com conceitos de gramática e estilo.
II. O professor propõe que os alunos criem suas próprias propagandas virtuais, aplicando técnicas argumentativas aprendidas em sala de aula, para desenvolver habilidades de escrita criativa e compreensão de mídia.
III. O professor organiza uma atividade em que os alunos comparam propagandas virtuais com propagandas impressas tradicionais, discutindo as diferenças e semelhanças nas técnicas argumentativas e na eficácia da comunicação.
IV. O professor sugere que os alunos realizem um projeto de pesquisa sobre o impacto das propagandas virtuais na sociedade, integrando análise de linguagem e reflexão crítica sobre as mensagens veiculadas.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3430659 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.




        O uso de propagandas virtuais em sala de aula, principalmente, no que diz respeito às atividades de produção de textos de caráter argumentativo, além de despertar o interesse imediato pela sua dinamicidade composicional – cores, imagens em movimento, som e outras características particulares dos gêneros digitais emergentes –, pode capacitar ao aluno a habilidade de refletir criticamente (e criativamente) sobre as estratégias argumentativas ativadas por esse tipo de propaganda da web. Mais: os alunos deverão perceber a essência eminentemente argumentativa da língua e que através do uso da língua não dispomos apenas de “atos de dizer”, mas, sobretudo, de “atos de fazer”.


        É importante, então, o professor do nosso tempo conceber as potencialidades das novas tecnologias como ferramenta de apoio ao processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. O uso de gêneros da esfera digital na sala de aula, se bem orientado, certamente, resultará em uma melhoria significativa na qualidade de atividades relacionadas à produção e à leitura de textos escolares.

(ARANHA, Simone Dália de Gusmão. Novas tecnologias no ensino da língua portuguesa: a propaganda da web como ferramenta pedagógica. Acesso em: 15/12/2023. Fragmento.)
Considerando o uso de tecnologias digitais e propagandas virtuais no ensino de Língua Portuguesa alinhado às competências e habilidades propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), qual das seguintes atividades avaliativas é a mais apropriada para um professor aplicar em sala de aula?
Alternativas
Q3430660 Pedagogia

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

A professora Helena está planejando uma sequência didática para sua turma do 5º ano, focada no gênero textual “notícia”. Durante a etapa de produção inicial, ela percebe que muitos alunos têm dificuldades em distinguir fatos de opiniões e em manter uma linguagem formal e objetiva, características típicas do jornalismo. 

Assinale a afirmativa que se mostra mais eficaz para ajudar os alunos a superarem tais problemas. 
Alternativas
Q3430661 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

Com base nas informações sobre sequência didática e, ainda, utilizando a teoria de Roman Jakobson sobre as funções da linguagem, considere o seguinte cenário hipotético:

A professora Carla está planejando uma sequência didática para sua turma, com o objetivo de explorar diferentes funções da linguagem em diversos gêneros textuais. Durante uma das aulas, ela decide focar na função poética da linguagem, característica de textos literários que enfatizam a forma e a estética da mensagem.

Qual atividade seria mais adequada para ajudar os alunos a compreenderem e aplicarem a função poética da linguagem, conforme a teoria de Jakobson?
Alternativas
Q3430662 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

Leia atentamente os seguintes fragmentos extraídos do texto:

Fragmento 1: “O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito [...]”.
Fragmento 2: “Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais [...]”.

Com base nos fragmentos, identifique a alternativa que melhor descreve o uso das relações de subordinação e coordenação.
Alternativas
Q3430663 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

Leia atentamente os seguintes fragmentos do texto e assinale a alternativa que identifica corretamente as classes de palavras e as suas respectivas funções sintáticas nos fragmentos apresentados:

Fragmento 1: “O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil.”
Fragmento 2: “Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais.” 
Alternativas
Respostas
21: A
22: B
23: B
24: B
25: C
26: A
27: D
28: D
29: C
30: B
31: C
32: C
33: D
34: C
35: A
36: C
37: B
38: A
39: C
40: B