Questões de Concurso Público IF-RS 2016 para Professor - Letras: Português/Espanhol
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Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:
À negra Margarida que acariciava um mulato
1 Carina, que acariais
aquele Senhor José
ontem tanga de guiné,
hoje Senhor de Cascais:
vós, e outras catingas mais,
outros cães, e outras cadelas
amais tanto as parentelas,
que imagina o vosso amor,
que em chamando ao cão Senhor
Ihe dourais suas mazelas.
2 Longe vá o mau agouro;
tirai-vos desse furor,
que o negro não toma cor,
e menos tomará ouro:
quem nasceu de negro couro,
sempre a pintura o respeita
tanto, que nunca o enfeita
de outra cor, pois fora aborto,
é, como quem nasceu torto,
que tarde, ou nunca endireita.
3 A nenhum cão chamais tal,
Senhor ao cão? isso não:
que o Senhor é perfeição,
e o cão é perro neutral:
do dilúvio universal
a esta parte, que é
desde o tempo de Noé,
gerou Cão filho maldito
negros de Guiné, e Egito,
que os brancos gerou Jafé.
4 Gerou o maldito Cão
não só negros negregados,
mas como amaldiçoados
sujeitos à escravidão:
ficou todo o canzarrão
sujeito a ser nosso servo
por maldito, e por protervo;
e o forro, que inchar se quer,
não pode deixar de ser
dos nossos cativos nervo.
5 Os que no direito expertos
penetram termos tão finos,
bem sabem, que os libertinos
distam muito dos libertos:
se há brancos tão inexpertos,
que dão benignos, ou bravos
alforrias por agravos:
os que destes são nascidos,
por libertinos são tidos,
porém são filhos de escravos.
6 O filho da minha escrava,
e dos meus vizinhos velhos,
que eu vejo pelos artelhos,
que ontem soltaram da trava;
porque tanto se deprava
com tal brio, e pundonor,
que quer Ihe chamem Senhor:
se consta o seu senhorio
de um bananal regadio,
que cavou com seu suor!
7 E se são justos os brios
daqueles, que escravos têm,
nisso a mor baixeza vêm,
pois têm por servos seu tios:
e se algum com desvarios
diz, que o ter por natural
sangue de branco o faz tal,
nisso a condenar-se vêm,
porque se o branco faz bem,
como o negro não faz mal?
8 Tomem de leite um cabaço,
lancem-lhe um golpe de tinta,
a brancura fica extinta,
todo o leite sujo, e baço:
assim sucede ao madraço,
que com a negra se tranca;
do branco o leite se arranca,
da negra a tinta se entorna,
o leite negro se torna,
e a tinta não se faz branca.
9 Mas tornando a vós, Carira,
que ao negro Senhor chamais,
porque é Senhor de Cascais,
quando vos casca, e atira:
crede, amiga, que é mentira
ser branco um negro da Mina,
nem vós sejais tão menina,
que creiais, que ele não crê,
que é negro, pois sempre vê
em casa a mãe Caterina.
10 Dizei ao Vosso Senhor
entre um, e outro carinho,
que o negro do seu focinho
é cor, que não toma cor:
e que dê graças a Amor
que vos pôs os olhos tortos
para não ver tais abortos,
mas que há de esbrugar mantenha
daqui até que Deus venha
julgar os vivos, e mortos.
(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)
Antonio Candido, na obra “Literatura e Sociedade” (2014), aborda vários níveis da correlação entre literatura e sociedade, sendo este o tema que percorre os ensaios que compõem o livro e que dão unidade a esta obra. Ele analisa o vínculo entre obra e ambiente, sem perder a dimensão estética do literário. Em suas palavras, “O externo (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura, tornando-se, portanto, interno” (CANDIDO, p. 14). Considerando a obra como um organismo, o autor ainda aponta: “Hoje sentimos que, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, é justamente esta concepção da obra como organismo que permite, no seu estudo, levar em conta e variar o jogo de fatores que a condicionam e motivam; pois quando é interpretado como elemento da estrutura, cada fator se torna componente essencial do caso em foco […]” (CANDIDO, p. 25).
O último ensaio da obra “Literatura e Sociedade” (2014) é voltado à estrutura literária e função histórica, no qual o autor opera, na prática, as diretrizes teórico-metodológicas apresentadas nos ensaios anteriores. Com base neste último ensaio, analise as assertivas:
I. Candido, ao analisar a estrutura da obra Caramuru, de José de Santa Rita Durão, identifica a colonização, a natureza e o índio como os princípios estruturais que ordenam as partes, os motivos e os episódios e que todos os três são perpassados pela ambiguidade, cuja análise permite perceber que o princípio organizador do poema, que liga as partes e dissolve as contradições, é a religião e, devido a ele, os princípios estruturais se vinculam uns aos outros sutilmente. Tal caráter ambíguo permitiu o reaproveitamento da obra pelo Romantismo em sua faceta indianista.
II. Na formação de uma consciência literária de autonomia no Brasil, eclodida com o Romantismo, Caramuru, de José de Santa Rita Durão, que teve então seu grande momento, desempenhou uma função fundamental devido ao caráter de paradigma ressaltado pelos escritores franceses, o que foi possível, em grande parte, por causa da natureza ambígua do poema, permitindo que os precursores franceses e os primeiros românticos brasileiros operassem nele uma dupla distorção e um duplo aproveitamento, o ideológico e o estético.
III. O aproveitamento dos textos poéticos O Uraguai, de José Basílio da Gama, e Caramuru, de José de Santa Rita Durão para a prosa em língua francesa, vertidas por François Eugène Garay de Monglave, consistiu num processo de descaracterização, conforme aponta Candido, imprimindo aos textos um “caráter intermediário”, de passagem, entre poema e romance. Essas adaptações, assim como outras operadas na França, aproximam tais obras brasileiras do momento romântico francês, e as traduções, adaptações e recepções que tiveram em território francês foram importantes para estabelecerem um aspecto específico do romantismo brasileiro, o Indianismo. A escolha da substância novelística, em lugar da épica, diz Candido, tornou O Uraguai e Caramuru mais próximos e familiares à sensibilidade romântica, voltada para ficção e lirismo e que, observando tal fato, é possível avaliar a importância do trabalho realizado pelos franceses, em uma sequência coerente e progressiva que preludiou a ficção romântica brasileira.
Assinale a alternativa em que todas a(s) afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S):
Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:
À negra Margarida que acariciava um mulato
1 Carina, que acariais
aquele Senhor José
ontem tanga de guiné,
hoje Senhor de Cascais:
vós, e outras catingas mais,
outros cães, e outras cadelas
amais tanto as parentelas,
que imagina o vosso amor,
que em chamando ao cão Senhor
Ihe dourais suas mazelas.
2 Longe vá o mau agouro;
tirai-vos desse furor,
que o negro não toma cor,
e menos tomará ouro:
quem nasceu de negro couro,
sempre a pintura o respeita
tanto, que nunca o enfeita
de outra cor, pois fora aborto,
é, como quem nasceu torto,
que tarde, ou nunca endireita.
3 A nenhum cão chamais tal,
Senhor ao cão? isso não:
que o Senhor é perfeição,
e o cão é perro neutral:
do dilúvio universal
a esta parte, que é
desde o tempo de Noé,
gerou Cão filho maldito
negros de Guiné, e Egito,
que os brancos gerou Jafé.
4 Gerou o maldito Cão
não só negros negregados,
mas como amaldiçoados
sujeitos à escravidão:
ficou todo o canzarrão
sujeito a ser nosso servo
por maldito, e por protervo;
e o forro, que inchar se quer,
não pode deixar de ser
dos nossos cativos nervo.
5 Os que no direito expertos
penetram termos tão finos,
bem sabem, que os libertinos
distam muito dos libertos:
se há brancos tão inexpertos,
que dão benignos, ou bravos
alforrias por agravos:
os que destes são nascidos,
por libertinos são tidos,
porém são filhos de escravos.
6 O filho da minha escrava,
e dos meus vizinhos velhos,
que eu vejo pelos artelhos,
que ontem soltaram da trava;
porque tanto se deprava
com tal brio, e pundonor,
que quer Ihe chamem Senhor:
se consta o seu senhorio
de um bananal regadio,
que cavou com seu suor!
7 E se são justos os brios
daqueles, que escravos têm,
nisso a mor baixeza vêm,
pois têm por servos seu tios:
e se algum com desvarios
diz, que o ter por natural
sangue de branco o faz tal,
nisso a condenar-se vêm,
porque se o branco faz bem,
como o negro não faz mal?
8 Tomem de leite um cabaço,
lancem-lhe um golpe de tinta,
a brancura fica extinta,
todo o leite sujo, e baço:
assim sucede ao madraço,
que com a negra se tranca;
do branco o leite se arranca,
da negra a tinta se entorna,
o leite negro se torna,
e a tinta não se faz branca.
9 Mas tornando a vós, Carira,
que ao negro Senhor chamais,
porque é Senhor de Cascais,
quando vos casca, e atira:
crede, amiga, que é mentira
ser branco um negro da Mina,
nem vós sejais tão menina,
que creiais, que ele não crê,
que é negro, pois sempre vê
em casa a mãe Caterina.
10 Dizei ao Vosso Senhor
entre um, e outro carinho,
que o negro do seu focinho
é cor, que não toma cor:
e que dê graças a Amor
que vos pôs os olhos tortos
para não ver tais abortos,
mas que há de esbrugar mantenha
daqui até que Deus venha
julgar os vivos, e mortos.
(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)
A partir das afirmações de Luiz Roncari (2014) sobre a obra “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, analise as afirmativas, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS, assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) Na obra, Manuel Antônio Almeida busca o ponto de encontro ou fronteira da sociedade da “ordem” com a da “desordem”. Como as duas não existiam separadamente, o que ele observa é o processo de relações e contato de uma com a outra e a contaminação de uma pela outra, através dos processos de transbordamento das personagens de um lugar social para o outro.
( ) Na descrição da preparação do parto organizado pela comadre, a madrinha de Leonardo, os elementos da religião católica são utilizados com finalidades mágicas, dentro de práticas típicas da crendice e da superstição popular, apontando, com isso, que o sincretismo ou a mistura é o elemento constante e organizador de quase todas as manifestações festivas, ritualísticas ou simplesmente da tradução dos costumes que o autor descreve.
( ) Na construção das personagens, Manuel Antônio Almeida ultrapassou as suas caracterizações como tipos, as suas individualidades não estão sujeitas e determinadas às suas condições sociais, raciais, profissionais, pois ao fixar o foco do romance na área de contato intersociais, raciais, éticos e culturais, faz com que as personagens consigam superar e ultrapassar suas condições, além de afirmarem-se como indivíduos de personalidades autônomas.
( ) Manuel Antônio Almeida buscou equilibrar duas forças de sentido oposto, uma coagindo para a “ordem” e outra para “desordem”, uma identificada com o Estado português, de origem externa e extração europeia e civilizada, e a outra identificada com as forças da “terra”, mameluca. No entanto, não conseguiu que tais forças opostas convivessem e criassem uma ordem em que as duas naturezas e dimensões do homem encontrassem espaço de realização e equilíbrio.
( ) Os melhores momentos de apreensão de contato e reunião de culturas e cores raciais diferentes, dentro da obra, são os encontros festivos e comemorativos, como o que ocorre no capítulo “Origem, Nascimento e Batizado”.
Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:
À negra Margarida que acariciava um mulato
1 Carina, que acariais
aquele Senhor José
ontem tanga de guiné,
hoje Senhor de Cascais:
vós, e outras catingas mais,
outros cães, e outras cadelas
amais tanto as parentelas,
que imagina o vosso amor,
que em chamando ao cão Senhor
Ihe dourais suas mazelas.
2 Longe vá o mau agouro;
tirai-vos desse furor,
que o negro não toma cor,
e menos tomará ouro:
quem nasceu de negro couro,
sempre a pintura o respeita
tanto, que nunca o enfeita
de outra cor, pois fora aborto,
é, como quem nasceu torto,
que tarde, ou nunca endireita.
3 A nenhum cão chamais tal,
Senhor ao cão? isso não:
que o Senhor é perfeição,
e o cão é perro neutral:
do dilúvio universal
a esta parte, que é
desde o tempo de Noé,
gerou Cão filho maldito
negros de Guiné, e Egito,
que os brancos gerou Jafé.
4 Gerou o maldito Cão
não só negros negregados,
mas como amaldiçoados
sujeitos à escravidão:
ficou todo o canzarrão
sujeito a ser nosso servo
por maldito, e por protervo;
e o forro, que inchar se quer,
não pode deixar de ser
dos nossos cativos nervo.
5 Os que no direito expertos
penetram termos tão finos,
bem sabem, que os libertinos
distam muito dos libertos:
se há brancos tão inexpertos,
que dão benignos, ou bravos
alforrias por agravos:
os que destes são nascidos,
por libertinos são tidos,
porém são filhos de escravos.
6 O filho da minha escrava,
e dos meus vizinhos velhos,
que eu vejo pelos artelhos,
que ontem soltaram da trava;
porque tanto se deprava
com tal brio, e pundonor,
que quer Ihe chamem Senhor:
se consta o seu senhorio
de um bananal regadio,
que cavou com seu suor!
7 E se são justos os brios
daqueles, que escravos têm,
nisso a mor baixeza vêm,
pois têm por servos seu tios:
e se algum com desvarios
diz, que o ter por natural
sangue de branco o faz tal,
nisso a condenar-se vêm,
porque se o branco faz bem,
como o negro não faz mal?
8 Tomem de leite um cabaço,
lancem-lhe um golpe de tinta,
a brancura fica extinta,
todo o leite sujo, e baço:
assim sucede ao madraço,
que com a negra se tranca;
do branco o leite se arranca,
da negra a tinta se entorna,
o leite negro se torna,
e a tinta não se faz branca.
9 Mas tornando a vós, Carira,
que ao negro Senhor chamais,
porque é Senhor de Cascais,
quando vos casca, e atira:
crede, amiga, que é mentira
ser branco um negro da Mina,
nem vós sejais tão menina,
que creiais, que ele não crê,
que é negro, pois sempre vê
em casa a mãe Caterina.
10 Dizei ao Vosso Senhor
entre um, e outro carinho,
que o negro do seu focinho
é cor, que não toma cor:
e que dê graças a Amor
que vos pôs os olhos tortos
para não ver tais abortos,
mas que há de esbrugar mantenha
daqui até que Deus venha
julgar os vivos, e mortos.
(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)
Convocando saber, experiência, imaginação, memória, razão, sensibilidade e tudo o mais que lhe confere a romântica aura de gênio e de “maldito” (pela vida desgraçada que levou e o quanto sofreu na carne o drama da condição humana), o poeta penetra num labirinto, descortinado pela sondagem do “eu”, marcada por estágios de angústia crescente, à medida que progride a vida interior. De onde o tom permanente de dor cósmica, no sentido em que é mais do que sofrimento individual do poeta, é o universal ecoando nele e nele encontrando meio de expressão. O fruto desta incursão nos caminhos da alma consiste numa confissão ou autobiografia moral, marcada pela “ânsia de infinito”. À medida que avança na jornada interior, vai desintegrando o próprio “eu” com a finalidade de erguer o retrato do “Eu”, ou do “Nós”, composto pela soma de todos os “eus” alheios que lhe ficaram impressos na inteligência e na sensibilidade. O núcleo de sua poesia reflexiva pode ser sintetizada como: a vida não tem razão de ser, e descobri-lo e pensá-lo de forma incessante é inútil e perigoso, pois apenas acentua o quanto irremediavelmente miserável é a condição humana.
MASSAUD. Moisés. A Literatura Portuguesa. 37. ed. São Paulo: Cultrix, 2013. (texto adaptado)
O texto acima se refere a qual poeta da Literatura Portuguesa? Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:
À negra Margarida que acariciava um mulato
1 Carina, que acariais
aquele Senhor José
ontem tanga de guiné,
hoje Senhor de Cascais:
vós, e outras catingas mais,
outros cães, e outras cadelas
amais tanto as parentelas,
que imagina o vosso amor,
que em chamando ao cão Senhor
Ihe dourais suas mazelas.
2 Longe vá o mau agouro;
tirai-vos desse furor,
que o negro não toma cor,
e menos tomará ouro:
quem nasceu de negro couro,
sempre a pintura o respeita
tanto, que nunca o enfeita
de outra cor, pois fora aborto,
é, como quem nasceu torto,
que tarde, ou nunca endireita.
3 A nenhum cão chamais tal,
Senhor ao cão? isso não:
que o Senhor é perfeição,
e o cão é perro neutral:
do dilúvio universal
a esta parte, que é
desde o tempo de Noé,
gerou Cão filho maldito
negros de Guiné, e Egito,
que os brancos gerou Jafé.
4 Gerou o maldito Cão
não só negros negregados,
mas como amaldiçoados
sujeitos à escravidão:
ficou todo o canzarrão
sujeito a ser nosso servo
por maldito, e por protervo;
e o forro, que inchar se quer,
não pode deixar de ser
dos nossos cativos nervo.
5 Os que no direito expertos
penetram termos tão finos,
bem sabem, que os libertinos
distam muito dos libertos:
se há brancos tão inexpertos,
que dão benignos, ou bravos
alforrias por agravos:
os que destes são nascidos,
por libertinos são tidos,
porém são filhos de escravos.
6 O filho da minha escrava,
e dos meus vizinhos velhos,
que eu vejo pelos artelhos,
que ontem soltaram da trava;
porque tanto se deprava
com tal brio, e pundonor,
que quer Ihe chamem Senhor:
se consta o seu senhorio
de um bananal regadio,
que cavou com seu suor!
7 E se são justos os brios
daqueles, que escravos têm,
nisso a mor baixeza vêm,
pois têm por servos seu tios:
e se algum com desvarios
diz, que o ter por natural
sangue de branco o faz tal,
nisso a condenar-se vêm,
porque se o branco faz bem,
como o negro não faz mal?
8 Tomem de leite um cabaço,
lancem-lhe um golpe de tinta,
a brancura fica extinta,
todo o leite sujo, e baço:
assim sucede ao madraço,
que com a negra se tranca;
do branco o leite se arranca,
da negra a tinta se entorna,
o leite negro se torna,
e a tinta não se faz branca.
9 Mas tornando a vós, Carira,
que ao negro Senhor chamais,
porque é Senhor de Cascais,
quando vos casca, e atira:
crede, amiga, que é mentira
ser branco um negro da Mina,
nem vós sejais tão menina,
que creiais, que ele não crê,
que é negro, pois sempre vê
em casa a mãe Caterina.
10 Dizei ao Vosso Senhor
entre um, e outro carinho,
que o negro do seu focinho
é cor, que não toma cor:
e que dê graças a Amor
que vos pôs os olhos tortos
para não ver tais abortos,
mas que há de esbrugar mantenha
daqui até que Deus venha
julgar os vivos, e mortos.
(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)
Considere as seguintes análises de Antonio Candido, em “Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos” (2000), sobre poetas da literatura brasileira:
I. Nele, o lirismo é pura expressão da sensibilidade, desligada de qualquer pretensão mais afoita. Saudade, ternura, natureza e desejo são modulados numa frauta singela. Extremamente romântico na fuga à abstração, à generalização, sempre transpõe no poema um sentimento imediato, banhando-se naquela magia desde então ligada ao seu nome. O senso dramático da vida reponta, logo atenuado pela vocação elegíaca e o arrepio sensual. A tristeza, nele, não impede o encantamento da carne; aumenta-o, pelo contrário, como acontece nos temperamentos voluptuosos. Por isso, contribui decisivamente, com seu grande talento poético, para fixar um de seus aspectos românticos: a excitação dos sentidos, bastante viva para despertar e envolver a imaginação e, todavia, mascarada por jogo hábil de negaceios: ora a tristeza da posse inatingível, ora a ironia da possa disfarçada, ora o falso pudor da posse protelada. E, dominando tudo, a capacidade quase virtuosística de elaborar imagens delicadas, a fim de atenuar as consequências finais da corte amorosa. Depois dele - na obra de Castro Alves – a paixão aparecerá mais próxima à natureza, e o drama do espírito não mais sufocará a fruição das coisas.
II. Se as imagens recorrentes valem alguma coisa para entender os poetas, a presença da rocha aponta nele para um anseio profundo de encontrar o alicerce, ponto básico de referência. Quando quer localizar um personagem, é perto ou sobre uma rocha que o situa. Na pedra, quase tanto quanto nos troncos, grava os seus lamentos. Para imagem da dor ou sofrimento, não quer outro símile. Todavia, é como antítese que mais aparecem, servindo para contrastar a ternura do sentimento. Nas Obras a um ciclo de oposição sentimento-rocha, brandura-dureza, em que vem se exprimir, segundo a convenção lírica, a sua sensibilidade profunda.
III. Em nossa literatura é dos maiores poetas, dentro os sete ou oito que trouxeram alguma coisa à nossa visão de mundo. Com ele a pesquisa neoclássica da natureza alcança a expressão mais humana e artisticamente mais pura. A recuperação da naturalidade, cujos artífices foram os primeiros árcades, encontra nele a nota fundamental humana. Ao contrário da tradição impessoal do Cultismo e da delegação poética arcádica, vemos uma personalidade que se revela, mas, ao mesmo tempo, constrói-se no plano literário, que considera a si mesmo como objeto legítimo da arte, e por isso se desvenda, nas suas penas, no seu gosto, em toda a escavação profunda e sinuosa da confidência; mas só desvenda para atingir a imagem eloquente, a frase bela que permite elaborar uma expressão artística, ou seja, uma estilização de si mesma.
Assinale a alternativa CORRETA que indica, respectivamente, os poetas de que tratam as análises I, II e III.
Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:
À negra Margarida que acariciava um mulato
1 Carina, que acariais
aquele Senhor José
ontem tanga de guiné,
hoje Senhor de Cascais:
vós, e outras catingas mais,
outros cães, e outras cadelas
amais tanto as parentelas,
que imagina o vosso amor,
que em chamando ao cão Senhor
Ihe dourais suas mazelas.
2 Longe vá o mau agouro;
tirai-vos desse furor,
que o negro não toma cor,
e menos tomará ouro:
quem nasceu de negro couro,
sempre a pintura o respeita
tanto, que nunca o enfeita
de outra cor, pois fora aborto,
é, como quem nasceu torto,
que tarde, ou nunca endireita.
3 A nenhum cão chamais tal,
Senhor ao cão? isso não:
que o Senhor é perfeição,
e o cão é perro neutral:
do dilúvio universal
a esta parte, que é
desde o tempo de Noé,
gerou Cão filho maldito
negros de Guiné, e Egito,
que os brancos gerou Jafé.
4 Gerou o maldito Cão
não só negros negregados,
mas como amaldiçoados
sujeitos à escravidão:
ficou todo o canzarrão
sujeito a ser nosso servo
por maldito, e por protervo;
e o forro, que inchar se quer,
não pode deixar de ser
dos nossos cativos nervo.
5 Os que no direito expertos
penetram termos tão finos,
bem sabem, que os libertinos
distam muito dos libertos:
se há brancos tão inexpertos,
que dão benignos, ou bravos
alforrias por agravos:
os que destes são nascidos,
por libertinos são tidos,
porém são filhos de escravos.
6 O filho da minha escrava,
e dos meus vizinhos velhos,
que eu vejo pelos artelhos,
que ontem soltaram da trava;
porque tanto se deprava
com tal brio, e pundonor,
que quer Ihe chamem Senhor:
se consta o seu senhorio
de um bananal regadio,
que cavou com seu suor!
7 E se são justos os brios
daqueles, que escravos têm,
nisso a mor baixeza vêm,
pois têm por servos seu tios:
e se algum com desvarios
diz, que o ter por natural
sangue de branco o faz tal,
nisso a condenar-se vêm,
porque se o branco faz bem,
como o negro não faz mal?
8 Tomem de leite um cabaço,
lancem-lhe um golpe de tinta,
a brancura fica extinta,
todo o leite sujo, e baço:
assim sucede ao madraço,
que com a negra se tranca;
do branco o leite se arranca,
da negra a tinta se entorna,
o leite negro se torna,
e a tinta não se faz branca.
9 Mas tornando a vós, Carira,
que ao negro Senhor chamais,
porque é Senhor de Cascais,
quando vos casca, e atira:
crede, amiga, que é mentira
ser branco um negro da Mina,
nem vós sejais tão menina,
que creiais, que ele não crê,
que é negro, pois sempre vê
em casa a mãe Caterina.
10 Dizei ao Vosso Senhor
entre um, e outro carinho,
que o negro do seu focinho
é cor, que não toma cor:
e que dê graças a Amor
que vos pôs os olhos tortos
para não ver tais abortos,
mas que há de esbrugar mantenha
daqui até que Deus venha
julgar os vivos, e mortos.
(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)
O autor Jonathan Culler, ao longo do livro “Teoria literária: introdução” (1999, p. 34), aponta que não existe um critério único, absoluto e suficiente para definir um texto como sendo literário ou não, e analisa, no capítulo “O que é literatura e tem ela importância?”, a dificuldade em distingui-los. “A literatura, poderíamos concluir, é um ato de fala ou evento textual que suscita certos tipos de atenção. Contrasta com outros tipos de atos de fala, tais como dar informação, fazer perguntas ou fazer promessas […] Não há maneiras especiais de organizar a linguagem que nos digam que algo é literatura? Ou o fato de sabermos que algo é literatura nos leva a dar-lhe um tipo de atenção que não damos aos jornais e, consequentemente, a encontrar nela tipos especiais de organização e sentidos implícitos? A resposta deve certamente estar no fato de que ambos os casos ocorrem: às vezes o objeto tem traços que o tornam literário mas às vezes é o contexto literário que nos faz tratá-lo como literatura. Mas linguagem altamente organizada não necessariamente transforma algo em literatura: nada é mais altamente padronizado que a lista telefônica […] A "literatura" não é apenas uma moldura na qual colocamos a linguagem: nem toda sentença se tornará literária se registrada na página como um poema. Mas, por outro lado, a literatura não é só um tipo especial de linguagem, pois muitas obras literárias não ostentam sua diferença em relação a outros tipos de linguagem: funcionam de maneiras especiais devido à atenção especial que recebem”.
O autor vai apontar, então, no capítulo “O que é literatura e tem ela importância?”, perspectivas para pensar a obra literária e examina pontos a respeito da natureza da literatura.
Todas as alternativas abaixo correspondem a um ponto examinado pelo autor, EXCETO:
En el texto “Espanhol: língua de encontros” (2005), Goettenauer hace consideraciones acerca de los modos de tratar la enseñanza de español en el contexto brasileño. La única afirmación INCORRECTA respecto de las ideas presentadas para dicho contexto es:
Acerca de la enseñanza de español como lengua adicional (E-LA) en contextos tecnológicos, tales como los Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, es CORRECTO afirmar que:
De acuerdo con Prati (2007), una de las tareas que más le toma tiempo al profesor que elabora un examen es la elección del texto. Ponga (V) para las afirmaciones VERDADERAS y (F) para las FALSAS, teniendo en cuenta lo que se debe hacer en la selección de un texto para la elaboración de exámenes.
( ) Buscar textos de fuentes auténticas, lo que significa que el propósito original de la escritura del texto tenga una finalidad distinta a la de enseñar o evaluar.
( ) Utilizar textos con temas motivadores, en el sentido de que aporten cuestiones novedosas, pero que permanezcan en un ámbito que le permita al lector usar lo que ya conoce para comprender lo desconocido.
( ) Tener cuidado con la organización discursiva del texto, de tal modo que, si se opta por trabajar con textos fragmentados, el ordenamiento de esos textos siga siendo coherente.
( ) Coincidir el grado de complejidad gramatical y léxica del texto leído con el grado de producción textual que tengan los alumnos, a fin de no presentarles textos más complejos que los que puedan leer.
( ) Considerar el perfil del lector, esto es, quién es el público que va a leer el texto: qué edad tienen, cuáles son sus intereses y motivaciones, qué tipo de lecturas están acostumbrados a hacer.
La alternativa que presenta la secuencia CORRECTA es:
Según Paraquett (2010), las clases de español deben abordar la temática cultural, sobre todo en la perspectiva ______________ porque ______________. Seleccione la alternativa que completa adecuadamente los espacios en blanco:
En lo que toca a los materiales didácticos para la enseñanza de español como lengua adicional, se afirma:
I. Los materiales didácticos – así como las actitudes del profesor o la forma en la que presentan las variedades lingüísticas en clase – permiten que los alumnos adopten y consoliden ciertas representaciones sobre la lengua; por eso deben ser cuidadosamente seleccionados o elaborados como herramienta de trabajo del profesor.
II. Los materiales didácticos reflejan una manera de entender la naturaleza del lenguaje y la naturaleza del proceso de aprendizaje de una lengua; por lo tanto, son muy proficuos los libros didácticos en cuanto a la organización de los contenidos presentados en el sumario, cuando los objetivos son la construcción del programa de un curso.
III. Los materiales didácticos de español deben estimular la autonomía de los estudiantes, instigándolos a buscar por sí solos ampliar sus conocimientos de lengua; así, aunque se permita el uso de la lengua materna en actividades orales en clase, ésta no debe figurar en el material escrito para no subestimar la capacidad emancipadora de los alumnos.
La alternativa que contiene todas la(s) afirmación(es) CORRECTA(S) es:
“Para el brasileño, el proceso de aprendizaje del español es siempre desconcertante” (SANTOS, 2010, p. 95). Sobre las representaciones más comunes de los brasileños, aprendices de español, expuestas por la autora, ponga (V) para VERDADERO y (F) para FALSO.
( ) La idea de “origen” del español de España, relacionando “lengua original” a “valor” y “corrección”.
( ) El poder político y económico de España, dándole a su variedad mayor prestigio que a otras.
( ) La noción de que existe una transparencia, facilitadora del aprendizaje, entre el español y el portugués.
( ) El español de España suele ser más valorado por ser este un país Europeo y desarrollado.
La alternativa que presenta la secuencia CORRECTA, en el orden de presentación, es:
De acuerdo con los estudios sobre el orden de adquisición de morfemas en español como lengua adicional – o segunda, de acuerdo con Baralo (2004) – para cada letra que sigue, numere los paréntesis. Ponga el número (1) al rasgo que aparece antes, según la secuencia común de adquisición, y el número (2), al que aparece después.
A. ( ) pretérito perfectivo – ( ) pretérito durativo
B. ( ) adverbio espacial – ( ) adverbio temporal
C. ( ) marcas de femenino – ( ) morfemas de plural
D. ( ) estar, en construcciones copulativas – ( ) estar, en construcciones durativas
La secuencia CORRECTA, en el mismo orden de presentación (A – B – C – D), es:
Según Baralo, “(...) Selinker (1972) propuso este término, ________, para referirse al sistema lingüístico no nativo (...): El conjunto de oraciones que intenta producir un alumno que aprende una L2 no es idéntico al conjunto hipotetizado de las que produciría un hablante nativo de esa LO que intentara expresar los mismos significados que el alumno. Puesto que estos dos conjuntos de locuciones no son idénticos, cuando formulemos los principios relevantes para una teoría del aprendizaje de lenguas segundas estaremos completamente justificados, quizás hasta obligados, a presentar como hipótesis la existencia de un sistema lingüístico independiente: sobre la base de los datos observables que resultan de los intentos del alumno en la producción de una norma de la LO. Llamaremos ‘_________’ a este sistema lingüístico”. (Em: SÁNCHEZ LOBATO, J.; SANTOS GARGALLO, I. (Org.), 2005, p. 369).
El concepto que llena CORRECTAMENTE los 3 huecos es:
De acuerdo con Sánchez Pérez, “El método en la enseñanza de lenguas ha constituido desde siempre un tema central. Ha sido y sigue siendo habitual, en los testimonios sobre el aprendizaje de lenguas, hacer referencia a uno u otro método como el mejor o peor camino para lograr los objetivos docentes o discentes (…)”. Sobre los métodos, de acuerdo con Sánchez Pérez (En SÁNCHEZ LOBATO, J; SANTOS GARGALLO, I (Org.), 2005. p. 679)
podemos afirmar que:
I. En el ___________________ , la lengua es un conjunto de reglas (con sus correspondientes excepciones) y la lengua escrita constituye el punto de partida único.
II. En el ___________________ , no parece existir una teoría lingüística expresa sobre lo que se entiende por lengua. Se da por supuesto que la lengua es un instrumento de comunicación, prioritariamente oral y secundariamente escrita. La lengua oral precede a la escrita. Este es el orden natural de aprendizaje.
III. En el ___________________ , la lengua es un conjunto de estructuras jerárquicamente organizadas que tiene como finalidad la transmisión de significado. La estructuración de la lengua se da en tres niveles: fonológico, morfológico y sintáctico (el nivel semántico es menos relevante). La lengua es primero oral, luego escrita.
Los nombres de los métodos que llenan los huecos de las afirmativas I, II y III, RESPECTIVAMENTE, son:
Para Pinilla Gómez, “(…) el principal objetivo de la enseñanza de L2 es desarrollar la competencia comunicativa de los estudiantes en todas sus facetas, es decir, lingüística, discursiva, sociolingüística y estratégica”. (En SÁNCHEZ LOBATO, J; SANTOS GARGALLO, I (Org.), 2005. p. 436)
Enumera las afirmativas, según las competencias citadas por la autora.
1. Competencia lingüística
2. Competencia discursiva
3. Competencia sociolingüística
4. Competencia estratégica
( ) “Se centra en el dominio de los recursos para conseguir la cohesión y la coherencia de los textos, tanto escritos como orales, en los diferentes géneros. La unidad se consigue a través de la cohesión de la forma y la coherencia de los contenidos”.
( ) “Consiste en el dominio del código lingüístico verbal y no verbal. Se incluyen los conocimientos del sistema, en relación con las características y reglas formales del lenguaje, que afectan al vocabulario, la formación de palabras y frases, la pronunciación, etcétera”.
( ) “Supone el dominio de las estrategias de aprendizaje y de las estrategias de comunicación, verbales y no verbales, empleadas para resolver problemas de tipo comunicativo. Gracias a esta competencia somos capaces de reparar y compensar las posibles deficiencias comunicativas en cualquiera de las otras subcompetencias y de incrementar la eficacia de la interacción”.
( ) “Es el dominio de las reglas socioculturales de uso y de las reglas del discurso. Por tanto, nos orienta en el uso apropiado del código en situaciones socioculturales determinadas”.
La alternativa que muestra la secuencia CORRECTA, en el orden de presentación, es:
Considere las siguientes afirmaciones sobre los verbos:
I. Los verbos “andar” y “estar” sufren el mismo tipo de irregularidad en pretérito indefinido de indicativo.
II. Los verbos “ir”, “ser” y “ver” son irregulares en pretérito imperfecto de indicativo.
III. Los verbos “amar”, “querer” y “saber” no sufren ningún tipo de irregularidad en futuro imperfecto de indicativo.
La alternativa que contiene todas la(s) afirmación(es) CORRECTA(S) es:
Considere las siguientes afirmaciones sobre los pronombres:
I. Ocurre leísmo en la oración “A María le llaman por teléfono”.
II. Ocurre laísmo en la oración “A María la duele la cabeza”.
III. Ocurre loísmo en la oración “A Juan lo dieron una paliza”.
La alternativa que contiene todas la(s) afirmación(es) CORRECTA(S) es:
Ciertos verbos presentan dos participios: uno regular y otro irregular. La alternativa que contiene SOLAMENTE verbos que presentan dos participios es:
Según el análisis de NAVARRO (1988) sobre la obra Cien Años de Soledad, de Gabriel García Márquez, indique si las siguientes afirmaciones son VERDADERAS (V) o FALSAS (F).
( ) La novela se construye a partir del modelo del ciclo cósmico: creación, desarrollo y destrucción.
( ) La narrativa trae solamente historias que no aparecían en obras anteriores del autor.
( ) La peste del insomnio y su terrible secuela del olvido colectivo interrumpe el tiempo mítico de Macondo.
( ) En el período histórico de Macondo no hay divisiones de clases sociales.
( ) García Márquez demuestra que la persistente alienación histórica de los pueblos sometidos al subdesarrollo acaba por debilitar la base cultural, resultando en el desarraigo de los valores populares.
Señale la alternativa que presenta, de arriba hacia abajo, la secuencia CORRECTA.
Relacione los autores de la primera columna con las características y obras de la segunda columna, de acuerdo con las consideraciones de JOSEF (2005).
1. Julio Cortázar
2. Ernesto Sábato
3. Augusto Roa Bastos
4. Juan Rulfo
5. Lezama Lima
( ) El escritor mexicano publica la novela Pedro Páramo (1955), donde la tierra es morada de supervivientes y muertos dominados por un terrateniente. Cada personaje vive su verdad en una total incomunicabilidad con los demás.
( ) El autor toma la historia paraguaya como materia de ficción. Publica Yo, el Supremo (1974), donde busca una renovación de las formas y estructuras tradicionales, dándonos una imagen del individuo de la sociedad comprometida con la totalidad de la experiencia vital y espiritual del hombre de nuestro tiempo.
( ) En su realismo alucinante va de lo real a lo fantástico en un humor metafísico aliado a la poesía. En 1963, publica la novela Rayuela, texto absolutamente plural que tiene por medida el infinito del lenguaje.
( ) El autor cubano rompe con las clasificaciones y las normas, explorando y descubriendo las posibilidades del lenguaje. Escribe la obra Paradiso (1967), en la cual intenta crear un universo personal donde la evolución de la humanidad es una cadena de metáforas que se enlazan para configurar una imagen infinita del hombre.
( ) Novelista y ensayista argentino, en sus obras puso énfasis a las ideas, discutiendo problemas profundos y movimientos anímicos difíciles de expresar. Publica El Túnel en 1948.
Marque la opción que contiene, de arriba hacia abajo, la secuencia CORRECTA.