Questões de Concurso Público Prefeitura de Porto Velho - RO 2019 para Professor Nível II - Geografia
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De acordo com a Resolução nº4 de 13 de julho de 2010 das Diretrizes Curriculares Nacionais, o Ensino Fundamental é uma das etapas da educação básica. A cada etapa da educação básica pode corresponder uma ou mais das modalidades de ensino. Estão entre essas modalidades:
Uma professora do ensino fundamental está inserindo a temática “História e cultura afro-brasileira” no currículo. Ela organizou inclusive atividades para comemorar na escola o Dia Nacional da Consciência Negra.
Com relação à inclusão dessa data no calendário escolar, é correto afirmar que a Lei nº 10.639 de 2003:
O estudo dos estágios de evolução intelectual é uma das principais contribuições de Piaget à educação. Sabe-se que as idades atribuídas às mudanças de estágio não devem ser consideradas de forma rígida, pois há pequenas flutuações nas margens.
Dessa forma, considerando a teoria de Piaget, a população que deve ter o acesso garantido ao ensino fundamental encontra-se principalmente nos seguintes estágios:
A educação inclusiva é um caminho para encarar o desafio de valorizar a diversidade que chega à escola sem ignorar o que há de comum entre os seres humanos.
Considere as afirmações sobre uma escola que trabalha na perspectiva da educação inclusiva.
I- Estimula parcerias entre estudantes com e sem deficiência e impede que ocorram interações entre a escola, as famílias e os profissionais de saúde.
II- Evita debates sobre situações cotidianas que envolvem intimidação vexatória direcionada aos que correm risco de exclusão.
III- Investe na organização de sala de recursos multifuncionais, oferece Atendimento Educacional Especializado (AEE) e serviços de educação especial.
IV- Matricula estudantes com necessidades educacionais especiais e considera que o trabalho a ser realizado é de responsabilidade exclusiva do professor.
V- Organiza espaços em que os professores e gestores elaboram estratégias que atendam ao grupo e às necessidades especiais.
Está correto o que se afirma, apenas, em:
Uma escola que utilizava metodologia tradicional pretende realizar uma experiência com uma turma aplicando a metodologia baseada no conceito de sala de aula invertida. Dessa forma, será necessário realizar algumas mudanças. Com relação aos estudantes, entre as mudanças estará o seguinte:
Aproveitar o que conhecemos quanto às práticas de sucesso anteriores, que continuam significativas para as necessidades atuais dos estudantes, é fundamental. Faz parte do processo de planejamento e de execução do trabalho pedagógico. A concepção de Educação que corrobora o trecho é a seguinte:
O currículo da escola também pode ser um espaço de exercício de poder, que reproduz as estruturas sociais e transmite ideologias dominantes. A partir das teorias críticas em Educação, currículo passou a ser compreendido como espaço de construção social, coletiva, resultado do processo histórico da comunidade a que pertence. Assim, segundo as teorias críticas, a organização do currículo escolar pressupõe:
A função do ato educativo é, por excelência, a transmissão de tradições culturais e de regras sociais, de modo que indivíduos educados se adaptem à vida social e exerçam suas funções de acordo com suas origens de classe, para a conservação da sociedade, nos moldes em vigor. Esse pensamento faz parte da teoria de:
O processo de gestão de escola que prevê diálogo, respeito às normas e aos sujeitos, acesso amplo às informações é aquele que se baseia nos princípios de uma gestão democrática dos espaços educacionais. Essa postura implica, entre outras ações:
Muitas vezes, devido às lacunas na sua própria formação, nem os professores têm clareza da relevância dos conteúdos escolares. Assim, na tentativa de redimensionar o conhecimento e de evitar a reprodução de um ensino desprovido de sentido, é fundamental que se reflita acerca das escolhas que se faz diante dos programas educacionais. Considerando a relação entre as aprendizagens escolares e as manifestações culturais e sociais, a alternativa correta é:
O processo de globalização trouxe algumas promessas e expectativas positivas, através da chamada “compressão espaço-temporal” (HARVEY, 1992) que, no entanto, demandam um novo olhar geográfico sobre o Sistema Mundial atual. No livro “A Sociedade em Rede”, Manuel Castells (1999) apresenta diversas reflexões a respeito das expectativas e das concretizações associadas à temática, entre as quais é correto afirmar que:
No início da década de 1990, em uma conjuntura geopolítica pós-Guerra Fria, que deu início à chamada “Nova Ordem Mundial”, D. Burstein (1990) afirmou que “[...] o Japão está se tornando uma superpotência por conta própria”. Outros autores, no entanto, questionam tal visão, como aquela apontada por B. Emmott (1992), que diz que tal país “[...] não tem o que é necessário para ser um líder internacional”.
Adaptado de: LIMA, Ivaldo. O Japão num mundo em busca de sentido. In: HAESBAERT, R. (orgs.) Globalização e fragmentação no mundo contemporâneo. Niterói: Editora da UFF, 2013
I. Em que pesem tais visões divergentes, analise as afirmativas a respeito do Japão na Nova Ordem Mundial:
II. O Japão é um dos maiores polos da “tríade do poder” mundial, ainda que hoje dispute centralidade com a China sobre a Ásia.
III. Devido à sua Constituição pacifista, o Japão não possui armamentos nucleares e conta ainda com bases militares estadunienses.
IV. Devido à escassez de matérias primas e de recursos energéticos, o Japão não é reconhecido como uma hegemonia no mundo atual.
V. O Japão reivindica os “Territórios do Norte” (Ilhas Curilas), que fazem face à Rússia, por herança da URSS.
VI. O Japão abdicou do litígio com a China pelas Ilhas Senkaku, em face do protagonismo da China, que tem o 2º maior PIB do mundo.
VII. Em uma era globalizada, o Japão é referência internacional como um país high tech e um dos que menos polui no mundo atual.
Dos itens acima mencionados, estão corretos, apenas:
A respeito da industrialização brasileira, Clélio Campolina Diniz (1993) defende a tese de que nem houve uma desconcentração espacial, nem uma contínua polarização, mas sim um “desenvolvimento poligonal”, que, por sua vez, seria o resultado de um conjunto de forças. Entre as afirmativas a seguir, integra(m) corretamente esse conjunto de forças:
“[...] A questão ambiental é eminentemente política – não se trata do “Homem” em geral, ou do “planeta” supostamente comum, embora muito desigualmente apropriado. Trata-se da sobrevivência de práticas espaciais das quais dependem trabalhadores em geral, moradores de áreas periféricas, assim como comunidades camponesas e povos tradicionais. As condições de trabalho e de moradia de todos esses grupos sociais estão permanentemente comprometidas pela privatização de fato do espaço não mercantil das águas, dos ares e sistemas vivos por grandes projetos hidrelétricos, industriais, minerários e agroindustriais. A “questão ambiental”, portanto, não diz respeito, como pretende um senso comum despolitizado à racionalidade mais ou menos “ecológica” das escolhas técnicas, mas, sim, à disputa entre diferentes formas de apropriação e uso dos recursos ambientais – das terras, águas, da atmosfera e dos sistemas vivos – por um lado, fonte de sobrevivência para os povos e, por outro, fonte de acumulação de lucros para as grandes corporações.”
ACSELRAD, Henri. Prefácio. PERALTA, C. E; ALVARENGA, L. J.; AUGUSTIN, S. (orgs.). Direito e Justiça Ambiental [recurso eletrônico]: diálogos interdisciplinares sobre a crise ecológica. Caxias do Sul: Educs, 2014
O trecho acima é corretamente aplicado através de um Ensino de Geografia que:
“Então, depois de ter passado alguns anos nos EUA como uma africana, eu comecei a entender a reação da minha colega de quarto para comigo. Se eu não tivesse crescido na Nigéria e tudo o que eu soubesse sobre África viesse das imagens populares publicadas, eu também pensaria que a África era um lugar de paisagens bonitas, animais bonitos e pessoas incompreensíveis, disputando guerras insensatas, morrendo de pobreza e AIDS, incapazes de falar por si mesmas. Esperando para serem salvas pelo estrangeiro branco e gentil. [...] Eu acho que essa história única vem da literatura ocidental. [...] Então comecei a perceber que minha colega de quarto deve ter visto e ouvido, durante toda sua vida, diferentes versões da história única.”
ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma única história. Conferência anual – TED global 2009 – de 21 a 24 de julho. Oxford, Reino Unido. Disponível em: https://bit.ly/215XCHv. Acesso em: 15/06/2019.
A partir do relato acima, uma forma adequada de abordagem da África em sala de aula, que contemple a ruptura com uma história única, é:
O Oriente Médio é conhecido como um “barril de pólvora”, onde conflitos de diversas ordens e naturezas desencadeiam tensões e instauram um clima de instabilidade geopolítica na região.
Relacione os espaços ou situações conflitivas, presentes na primeira coluna, com as descrições pertinentes de suas características na segunda coluna:
1. Colinas de Golã
2. Projeto Grande Anatólia
3. Cisjordânia
4. Curdistão
5. Primavera Árabe
( ) Iniciando com a expectativa de transição de regimes autoritários para democracias, teve diversos desdobramentos, como a violenta guerra civil no Iêmen, de localização estratégica do ponto de vista da passagem de navios petroleiros. Dada a tensa transição política, os ataques da Al-Qaeda e de um movimento separatista no sul, somadas à corrupção e insegurança alimentar, a situação dramática, agravada com intervenções estrangeiras, é denominada como uma “guerra esquecida”.
( ) Território estratégico, principalmente por seus recursos hídricos, envolve o controle da bacia do rio Jordão. Localizado em solo sírio, o território foi conquistado por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias e foi anexado em 1981. A ONU o considera um “território ocupado” de forma ilegal.
( ) Na atualidade tem como maiores obstáculos à paz interna a construção de um muro, condenado como ilegal e contrário às leis do Direito Internacional por parte do Parecer Consultivo da Corte Internacional de Justiça (CIJ), e a ocupação de tal espaço pelos kibutzim, retraindo territórios outrora delimitados pela ONU para a criação de um Estado nacional até hoje não concretizado.
( ) As nascentes do Eufrates e do Tigre são alvo de problemas hídricos entre Turquia, Síria e Iraque, com os dois últimos lutando por um “tratado internacional de gestão compartilhada” das águas. A Turquia construiu várias represas, ao longo dos dois rios e de seus afluentes, destinadas, sobretudo, à irrigação ou à produção de energia, o que compromete a vazão aos demais.
( ) Um dos povos sem pátria presentes no Oriente Médio reivindica a criação de um Estado próprio. Seu povo ganhou visibilidade internacional para a causa defendida a partir da cooperação no combate às células do Estado Islâmico e tem nas mulheres exemplos de protagonismo na luta pró-democrática.
A alternativa que apresenta a sequência adequada, de cima para baixo, é:
Alguns cientistas defendem a ideia de que estamos vivendo em uma nova era geológica, denominada de Antropoceno que, na imagem, é ilustrada como a última e mais recente camada.
Extraído de: https://www.flickr.com/photos/thechoclo/24224195718/
A despeito das críticas e da relativa falta de consenso acadêmico a respeito da data de início dessa nova era geológica, ensinar Geografia através das discussões sobre o Antropoceno:
( ) é inapropriado, à medida que não existem meios do Homem controlar as forças e interferir sobre fenômenos que são de ordem natural, como terremotos, vulcões, ciclones, furacões e chuvas.
( ) é uma oportunidade de sensibilizar olhares e mentes a respeito da responsabilidade socioambiental que carregamos, ao nos vermos como agentes de transformação da Terra, entendida enquanto um espaço da nossa morada.
( ) pode se dar a partir da escala do lugar vivido, através de um olhar para o entorno do espaço escolar que problematize, por exemplo, a qualidade do ar respirado, da água consumida, dos alimentos que chegam à mesa com a contaminação dos solos.
( ) pode utilizar-se da categoria analítica de paisagem e de suas transformações no tempo-espaço, de modo a permitir a percepção de que os impactos ambientais afetam direta e indiretamente a qualidade de vida dos seres humanos.
( ) por não ter um sentido muito prático, permite a visualização dos impactos ambientais apenas nas macroescalas espaço-temporais, distanciando as discussões sobre mudanças de atitude, dada a irreversibilidade dos efeitos globais já desastrosos.
Identifique os itens certos e os itens errados. A alternativa que apresenta a sequência adequada, de cima para baixo, é:
A respeito da Oceania, é correto afirmar que:
I. as suas ilhas são, em sua grande maioria, de origem vulcânica, formando rochas de composição basáltica.
II. geralmente é dividida em quatro áreas principais: Melanésia, Micronésia, Polinésia e Australásia.
III. as duas únicas línguas faladas são o inglês e o francês, dada o controle francês, britânico e estadunidense sobre a região no passado.
IV. é cortada pela Linha Internacional de Mudança de Data, pela linha do Equador e pelo Trópico de Capricórnio.
V. é banhada pelos Oceano Índico a oeste e pelo Oceano Pacífico ao Leste.
VI. integra o Hemisfério Sul e assim é inserida nas diferentes formas de regionalização do mundo.
Dos itens acima mencionados, estão corretos, apenas:
A Iniciativa para Integração da Infraestrutura Sul-Americana (IIRSA), criada em 2000 na Conferência de Brasília, tem como objetivo integrar a infraestrutura de transportes, energia e comunicações entre os doze países signatários, a saber: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. A respeito dessa Iniciativa no sistema sul-americano de integração regional, é correto afirmar que:
“A integração pressupõe a alteridade, ou seja, a articulação de coisas diferentes e que permanecem diferentes, o que não é o mesmo que separadas. O conhecimento da “natureza primeira” – dos processos físicos, químicos e biológicos, e mais especificamente, dos processos geoecológicos que deles são desdobramentos – e o conhecimento da sociedade – mais particularmente, [...], da produção social do espaço – possuem suas especificidades epistemológicas e metodológicas, por mais que também existam convergências e uma necessidade de diálogo e cooperação. Reconhecer essa necessidade é algo legítimo e mesmo fundamental – para a ciência, em geral, e para o campo de conhecimento denominado Geografia, muito particularmente.”
Adaptado de: SOUZA, Marcelo Lopes de. Consiliência ou bipolarização epistemológica? Sobre o persistente fosso entre as ciências da natureza e as da sociedade − e o papel dos geógrafos. In: SPOSITO, E. S.; SILVA, C. A.; SANT'ANNA NETO, J. L.; MELAZZO, E.S. [org.]. A diversidade da Geografia brasileira. Escalas e dimensões da análise e da ação. 1ª ed. Rio de Janeiro: Consequência, v. 1, p. 13-56, 2016.
De acordo com as reflexões do trecho acima, é correto afirmar que: