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Questões de Concurso Público USP 2022 para Terapia Ocupacional

Questões Discursivas

Foram encontradas 40 questões

Q4221507 Português
    Desde o início do século XX, o ensino médico ocidental tem sido fortemente influenciado pelas ideias do educador norte-americano Abraham Flexner, que introduziu importantes conceitos sobre o processo de formação médica por meio de relatório, publicado em 1910, acerca do panorama das escolas de Medicina dos Estados Unidos e do Canadá. Sob o termo “Paradigma Flexneriano”, os preceitos do relatório adquiriram notoriedade no meio acadêmico-científico nas décadas subsequentes à publicação, pautando os modelos educacionais em diversos países das Américas e da Europa. 

    Dentre as principais recomendações, o Relatório Flexner propunha a organização rígida da grade curricular dos cursos médicos, abrangendo disciplinas básicas e clínicas, as quais deveriam ser distribuídas em três ciclos educacionais: básico, clínico e profissionalizante.

    Ademais, as diretrizes Flexnerianas preconizavam a adoção de critérios rígidos para ingresso nas faculdades médicas, a dedicação integral dos docentes ao ensino e à pesquisa, e o maior vínculo entre as universidades e os hospitais.  

    O “Paradigma Flexneriano” — ou modelo biomédico — ofereceu relevantes contribuições para a qualificação e a padronização dos cursos de medicina, assim como para o desenvolvimento do conhecimento científico, contribuindo para o controle de doenças infecciosas e aumento da expectativa de vida. 

    Contudo, as transformações sociais e tecnológicas ocorridas nas últimas décadas despertaram debates e críticas ao modelo de ensino biomédico no meio acadêmico, relacionadas principalmente às visões cartesiana e biologicista do processo saúde-doença.  

    Por essa perspectiva, o “Paradigma Flexneriano” conceberia o corpo humano a partir de uma concepção mecanicista e reducionista, considerando-o um conjunto de “partes” interconectadas — como peças de uma máquina, que necessitam de avaliações regulares por especialistas. Desse modo, tal pensamento favoreceria a racionalidade tecnocientífica em detrimento da visão holística do ser humano, valorizando o cenário hospitalar e a “hiperespecialização” médica.  

    Convergindo com as reflexões acerca do ensino médico, diversas iniciativas de renovação curricular têm emergido nos últimos anos, propondo o abandono de saberes dicotômicos — teoria e prática, mente e corpo, objetivo e subjetivo — em direção a abordagens multissistêmicas e integrativas, visando a construção de intersecções epistemológicas.

Iago Gonçalves Ferreira. Rev Med (São Paulo). 2021. nov.-dez.;100(6):619-
22. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/183603/179519.
Adaptado. 
Infere-se do texto que as críticas ao Paradigma Flexneriano
Alternativas
Q4221508 Português
    Desde o início do século XX, o ensino médico ocidental tem sido fortemente influenciado pelas ideias do educador norte-americano Abraham Flexner, que introduziu importantes conceitos sobre o processo de formação médica por meio de relatório, publicado em 1910, acerca do panorama das escolas de Medicina dos Estados Unidos e do Canadá. Sob o termo “Paradigma Flexneriano”, os preceitos do relatório adquiriram notoriedade no meio acadêmico-científico nas décadas subsequentes à publicação, pautando os modelos educacionais em diversos países das Américas e da Europa. 

    Dentre as principais recomendações, o Relatório Flexner propunha a organização rígida da grade curricular dos cursos médicos, abrangendo disciplinas básicas e clínicas, as quais deveriam ser distribuídas em três ciclos educacionais: básico, clínico e profissionalizante.

    Ademais, as diretrizes Flexnerianas preconizavam a adoção de critérios rígidos para ingresso nas faculdades médicas, a dedicação integral dos docentes ao ensino e à pesquisa, e o maior vínculo entre as universidades e os hospitais.  

    O “Paradigma Flexneriano” — ou modelo biomédico — ofereceu relevantes contribuições para a qualificação e a padronização dos cursos de medicina, assim como para o desenvolvimento do conhecimento científico, contribuindo para o controle de doenças infecciosas e aumento da expectativa de vida. 

    Contudo, as transformações sociais e tecnológicas ocorridas nas últimas décadas despertaram debates e críticas ao modelo de ensino biomédico no meio acadêmico, relacionadas principalmente às visões cartesiana e biologicista do processo saúde-doença.  

    Por essa perspectiva, o “Paradigma Flexneriano” conceberia o corpo humano a partir de uma concepção mecanicista e reducionista, considerando-o um conjunto de “partes” interconectadas — como peças de uma máquina, que necessitam de avaliações regulares por especialistas. Desse modo, tal pensamento favoreceria a racionalidade tecnocientífica em detrimento da visão holística do ser humano, valorizando o cenário hospitalar e a “hiperespecialização” médica.  

    Convergindo com as reflexões acerca do ensino médico, diversas iniciativas de renovação curricular têm emergido nos últimos anos, propondo o abandono de saberes dicotômicos — teoria e prática, mente e corpo, objetivo e subjetivo — em direção a abordagens multissistêmicas e integrativas, visando a construção de intersecções epistemológicas.

Iago Gonçalves Ferreira. Rev Med (São Paulo). 2021. nov.-dez.;100(6):619-
22. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/183603/179519.
Adaptado. 
O autor recorre a uma hipótese no seguinte trecho: 
Alternativas
Q4221509 Português
    O papel da comunicação é central na informação da população, permitindo tomada de decisões que possibilitem manter ou melhorar a saúde de todos. Para aqueles em risco de desenvolver ou já diagnosticados com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), mais conhecidas no português do Brasil como doenças crônicas não transmissíveis ou DCNTs, a comunicação adequada, seja ela de massa, seja pessoal, determina a tomada de atitude oportuna e o engajamento nos autocuidados. 

    A comunicação é mais ampla do que a seleção de palavras. Inclui também entonação, velocidade do discurso, além de uma série de aspectos de comunicação não verbal. Ao mesmo tempo, o papel da escolha de palavras não pode ser minimizado, pois ele tem potencial para aproximar ou afastar, incluir ou excluir, demonstrar respeito ou estigmatizar, abrir via de mão dupla ou estabelecer barreiras hierárquicas.  

    No caso de situações de atendimento, por exemplo, trata-se de um aspecto crucial para a criação de laços de confiança. Permite, dessa forma, que a pessoa atendida se sinta confortável, acolhida e valorizada, para que se engaje em seus autocuidados e atinja melhores resultados clínicos. 

    Assim, há uma série de recomendações quanto ao uso de termos reconhecidos, atualmente, como mais adequados para a comunicação sobre e com pessoas com CCNTs que poderá servir de referência para estudantes de saúde, profissionais de comunicação e demais interessados. 

    Não é novidade a evolução de línguas vivas. Assim como em outras esferas, a área da saúde também tem seus termos atualizados continuamente. Em paralelo, o importante movimento da saúde centrada na pessoa e a crescente atenção à medicina humanizada, combatendo estigmas e reconhecendo o protagonismo da pessoa em seus autocuidados, influenciaram e aceleraram essas atualizações.  

Mark Barone, Bruno Helman, Hermelinda Pedrosa e Pedro Ripoli.
Linguagem importa!. Disponível em:
www.diabesi.com.br/images/2022/Linguagem-Importa-2022.pdf
Um dos objetivos do texto é
Alternativas
Q4221510 Português
    O papel da comunicação é central na informação da população, permitindo tomada de decisões que possibilitem manter ou melhorar a saúde de todos. Para aqueles em risco de desenvolver ou já diagnosticados com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), mais conhecidas no português do Brasil como doenças crônicas não transmissíveis ou DCNTs, a comunicação adequada, seja ela de massa, seja pessoal, determina a tomada de atitude oportuna e o engajamento nos autocuidados. 

    A comunicação é mais ampla do que a seleção de palavras. Inclui também entonação, velocidade do discurso, além de uma série de aspectos de comunicação não verbal. Ao mesmo tempo, o papel da escolha de palavras não pode ser minimizado, pois ele tem potencial para aproximar ou afastar, incluir ou excluir, demonstrar respeito ou estigmatizar, abrir via de mão dupla ou estabelecer barreiras hierárquicas.  

    No caso de situações de atendimento, por exemplo, trata-se de um aspecto crucial para a criação de laços de confiança. Permite, dessa forma, que a pessoa atendida se sinta confortável, acolhida e valorizada, para que se engaje em seus autocuidados e atinja melhores resultados clínicos. 

    Assim, há uma série de recomendações quanto ao uso de termos reconhecidos, atualmente, como mais adequados para a comunicação sobre e com pessoas com CCNTs que poderá servir de referência para estudantes de saúde, profissionais de comunicação e demais interessados. 

    Não é novidade a evolução de línguas vivas. Assim como em outras esferas, a área da saúde também tem seus termos atualizados continuamente. Em paralelo, o importante movimento da saúde centrada na pessoa e a crescente atenção à medicina humanizada, combatendo estigmas e reconhecendo o protagonismo da pessoa em seus autocuidados, influenciaram e aceleraram essas atualizações.  

Mark Barone, Bruno Helman, Hermelinda Pedrosa e Pedro Ripoli.
Linguagem importa!. Disponível em:
www.diabesi.com.br/images/2022/Linguagem-Importa-2022.pdf
Quanto ao efeito de sentido produzido no texto, opõem-se as seguintes expressões: 
Alternativas
Q4221511 Português
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a Resolução nº 2.314/2022, que define e regulamenta a telemedicina no Brasil, como forma de serviços médicos mediados por tecnologias e de comunicação. A norma, fruto de um amplo debate reaberto em 2018 com entidades médicas e especialistas, passa a regular a prática em substituição à Resolução CFM nº 1.643/2002.  

    Leia o trecho da entrevista a seguir, publicada em 04/05/2021, de José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), sobre o assunto. 

    De que forma telemedicina pode auxiliar na promoção à saúde e na prevenção de doenças? 

    Acesso à informação correta, completa e compreensível; orientação e acompanhamento. Temos aqui o mais importante.

    As inovações tecnológicas permitem-nos ver, ouvir, sentir, calcular, integrar e intervir em tempo real.

    Mas temos de superar um atraso de 20 anos em que o Brasil ficou parado. Enquanto o mundo desenvolvido aprimorava a telemedicina, aqui nós nos recusávamos a acreditar nela. Além disso, havia o medo do desconhecido: será que daríamos conta da complexidade tecnológica envolvida? Estas novas práticas poderiam atrapalhar o relacionamento com o paciente? Haveria lacunas intransponíveis que comprometessem a qualidade do tratamento? 

    São medos e mitos que vêm caindo, um após o outro. Mas isso demanda um certo tempo. A catástrofe sanitária acelerou todos esses processos. 

Disponível em
https://www.telemedicinesummit.com.br/artigo/telemedicina-veio-para-
ficar-mas-ainda-precisa-superar-desafios. Adaptado. 
O entrevistado elenca, nesse trecho da entrevista, argumentos para explicar a resistência à telemedicina, entre eles, 
Alternativas
Q4221512 Português
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a Resolução nº 2.314/2022, que define e regulamenta a telemedicina no Brasil, como forma de serviços médicos mediados por tecnologias e de comunicação. A norma, fruto de um amplo debate reaberto em 2018 com entidades médicas e especialistas, passa a regular a prática em substituição à Resolução CFM nº 1.643/2002.  

    Leia o trecho da entrevista a seguir, publicada em 04/05/2021, de José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), sobre o assunto. 

    De que forma telemedicina pode auxiliar na promoção à saúde e na prevenção de doenças? 

    Acesso à informação correta, completa e compreensível; orientação e acompanhamento. Temos aqui o mais importante.

    As inovações tecnológicas permitem-nos ver, ouvir, sentir, calcular, integrar e intervir em tempo real.

    Mas temos de superar um atraso de 20 anos em que o Brasil ficou parado. Enquanto o mundo desenvolvido aprimorava a telemedicina, aqui nós nos recusávamos a acreditar nela. Além disso, havia o medo do desconhecido: será que daríamos conta da complexidade tecnológica envolvida? Estas novas práticas poderiam atrapalhar o relacionamento com o paciente? Haveria lacunas intransponíveis que comprometessem a qualidade do tratamento? 

    São medos e mitos que vêm caindo, um após o outro. Mas isso demanda um certo tempo. A catástrofe sanitária acelerou todos esses processos. 

Disponível em
https://www.telemedicinesummit.com.br/artigo/telemedicina-veio-para-
ficar-mas-ainda-precisa-superar-desafios. Adaptado. 
Enquanto o mundo desenvolvido aprimorava a telemedicina, aqui nós nos recusávamos a acreditar nela”. (6 parágrafo)
Sem prejuízo do sentido, o termo sublinhado pode ser substituído por 
Alternativas
Q4221513 Português

Analise o cartaz:


Imagem associada para resolução da questão


Considerando o contexto do cartaz, depreende-se que o termo “lá”  

Alternativas
Q4221514 Direito Sanitário
De acordo com a Lei número 8.080, de 1990, alguns fatores são determinantes no processo saúde-doença nas populações. São eles: 
Alternativas
Q4221515 Saúde Pública
Quais são alguns dos principais desafios futuros ao Sistema Único de Saúde (SUS) de acordo com o artigo de Paim et al. (2011) publicado na série da Revista The Lancet
Alternativas
Q4221516 Saúde Pública
O apoio matricial realizado no SUS configura-se como uma forma de organizar o trabalho 
Alternativas
Q4221517 Saúde Pública
Quanto ao financiamento do SUS no Brasil, assinale a afirmativa correta: 
Alternativas
Q4221518 Saúde Pública
De acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde, são objetivos da Clínica Ampliada: 
Alternativas
Q4221519 Saúde Pública
De acordo com a Bioética, a atividade profissional em saúde deve estar pautada na base sólida do fundamento dos seres humanos. Nesse sentido, quais os conceitos que são importantes de serem entendidos para trabalhar com pessoas no campo da saúde? 
Alternativas
Q4221520 Saúde Pública
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica aprovada pela Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, qual alternativa expressa o conceito de equidade? 
Alternativas
Q4221521 Saúde Pública
São Princípios e Diretrizes do SUS operacionalizados na Atenção Básica:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2022 - USP - Terapia Ocupacional |
Q4222860 Terapia Ocupacional
A Resolução nº 425, de 08 de julho de 2013, estabelece o Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional. Conforme essa Resolução, o terapeuta ocupacional tem o dever de 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2022 - USP - Terapia Ocupacional |
Q4222861 Terapia Ocupacional
Segundo o documento “Estrutura da Prática da Terapia Ocupacional” (AOTA, 2015), o processo de intervenção consiste nos serviços especializados prestados por profissionais de terapia ocupacional em colaboração com os clientes para facilitar o envolvimento em ocupações relacionadas à saúde, bem-estar e participação. Os profissionais usam os princípios teóricos e as informações sobre os clientes acumuladas durante a avaliação para dirigir a intervenção centrada na ocupação. A intervenção é então fornecida para ajudar os clientes a alcançarem um estado de bem-estar físico, mental e social, para identificar e realizar aspirações, para satisfazer as necessidades e também para mudar ou enfrentar o ambiente. Identifica-se a advocacia como um dos tipos de intervenções de terapia ocupacional, segundo o documento da AOTA (2015). Assinale a alternativa que exemplifica uma intervenção do terapeuta ocupacional do tipo advocacia: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2022 - USP - Terapia Ocupacional |
Q4222862 Terapia Ocupacional
Em resposta às pressões governamentais e sociais pelo estabelecimento de parâmetros que pudessem aferir o impacto e a qualidade dos serviços oferecidos por terapeutas ocupacionais, além de justificar sua inclusão no bojo dos serviços públicos de saúde, a Associação Canadense de Terapeutas Ocupacionais publicou, em parceria com diversos colaboradores, as diretrizes da “Terapia Ocupacional Centrada no Cliente”. Tais diretrizes 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2022 - USP - Terapia Ocupacional |
Q4222863 Terapia Ocupacional
O artigo de Bastos, Mancini e Pyló (2010) aponta que mudanças em curso no cenário socioeconômico mundial têm repercutido na atuação dos profissionais da área da saúde, acarretando a necessidade de maior sistematização de sua prática. O uso de medidas mais objetivas e psicometricamente mais rigorosas para informar sobre o estado e evolução do cliente durante o processo terapêutico adquiriu particular importância. Neste contexto, coloca-se a relevância da Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM), considerada uma medida de resultados. Sobre a COPM, é correto afirmar: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2022 - USP - Terapia Ocupacional |
Q4222864 Terapia Ocupacional
Segundo Luzo, Mello e Capanema (2004), múltiplos fatores devem ser considerados na prescrição de tecnologia assistiva pelo terapeuta ocupacional, dada a complexidade envolvida neste processo. Os fatores psicossociais, apesar de serem frequentemente desconsiderados no processo de prescrição, são de extrema importância para o uso eficiente da tecnologia. Considerando os fatores psicossociais apontados por Luzo, Mello e Capanema (2004), assinale a alternativa correta quanto ao processo de prescrição de tecnologia assistiva pelo terapeuta ocupacional: 
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: E
4: C
5: D
6: B
7: B
8: E
9: A
10: A
11: B
12: B
13: D
14: C
15: B
16: B
17: B
18: B
19: C
20: E