Questões de Concurso Público Prefeitura de Palhoça - SC 2026 para Pediatra CEIDITEA

Foram encontradas 30 questões

Q4407638 Medicina
Durante consulta de acompanhamento, uma criança de 18 meses caminha sem apoio e manipula pequenos objetos com as duas mãos. A mãe relata que ela fala “mamã” e “papá”, mas raramente usa gestos para se comunicar. Durante a consulta, a criança não aponta para mostrar objetos de interesse, não acompanha espontaneamente o apontar da mãe e responde ao nome de forma inconsistente. Não houve perda de habilidades já adquiridas. Diante desses achados, qual é a interpretação pediátrica mais adequada? 
Alternativas
Q4407639 Medicina
Uma criança de 6 anos, com diagnóstico de TEA, é acompanhada pelo pediatra. Possui linguagem oral e vocabulário amplo, pede ajuda quando necessita e conversa longamente sobre trens, tema pelo qual demonstra grande interesse. A família relata dificuldade para manter conversas sobre assuntos escolhidos por outras pessoas e desconforto importante quando há mudanças inesperadas na rotina. Durante a consulta, responde às perguntas do médico, mas frequentemente retorna ao tema dos trens e pouco comenta as experiências relatadas pela mãe. Qual interpretação clínica melhor caracteriza esse conjunto de manifestações? 
Alternativas
Q4407640 Medicina
Uma criança de 26 meses é levada à consulta pediátrica porque a família e a creche observam pouca iniciativa para compartilhar brincadeiras e dificuldade para acompanhar propostas em grupo. Ela caminha e corre sem dificuldade, monta torres, utiliza cerca de 20 palavras e costuma conduzir a mão do adulto até o objeto que deseja. Na consulta, responde ao nome em algumas ocasiões, faz pouco uso de gestos para compartilhar interesse e brinca repetidamente fazendo girar as rodas de um carrinho. O exame físico geral não mostra alterações relevantes. Diante da suspeita de transtorno do espectro autista, qual é a abordagem pediátrica inicial mais adequada? 
Alternativas
Q4407641 Medicina
Uma criança de 8 anos com TEA é acompanhada pelo pediatra. Há cerca de um ano, sua alimentação tornou-se progressivamente mais restrita: atualmente aceita arroz, macarrão, pão, batata, frango empanado, leite e iogurte, recusando feijão, carnes não empanadas, frutas, verduras e legumes. A família nega vômitos, diarreia ou dor abdominal. Na Caderneta da Criança, peso e estatura mantêm trajetória ascendente semelhante à anterior, sem desaceleração do crescimento. Ao exame, não há sinais clínicos de desnutrição. A mãe pergunta se o crescimento preservado permite considerar a alimentação atual suficiente. Qual é a conduta pediátrica mais adequada?
Alternativas
Q4407642 Medicina
Um adolescente de 13 anos com TEA, com desempenho escolar e participação nas terapias previamente estáveis, apresenta há seis semanas irritabilidade no período da manhã, dificuldade de atenção nas primeiras aulas e redução da participação nas sessões. A mãe relata que ele passou a demorar cerca de 90 minutos para adormecer e tem dormido aproximadamente duas horas a menos por noite. Nesse período, começou a usar videogame no quarto até próximo do horário de dormir. Não houve mudança dos medicamentos habituais, febre, dor, roncos, pausas respiratórias percebidas ou despertares frequentes. Ao exame clínico, não há alteração nova. Qual é a conduta pediátrica inicial mais adequada?
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Q4407643 Medicina
Um menino de 7 anos com diagnóstico de TEA, acompanhado regularmente, utiliza frases para comunicar necessidades, compreende instruções verbais simples e mantém padrão estável de interesses restritos e necessidade de previsibilidade. Nos últimos quatro meses, a família percebeu que ele passou a pedir repetição de perguntas e aumentou o volume da televisão. Na escola, deixou de cumprir algumas instruções dadas oralmente quando o professor está fora de seu campo visual, mas responde melhor quando a orientação é acompanhada de gesto ou apoio visual. Nesse período, apresentou três episódios de otite média. Não houve perda de autonomia, alteração motora ou mudança dos comportamentos repetitivos habituais. Considerando o diagnóstico prévio de TEA e a mudança recente de funcionamento, qual hipótese associada e abordagem pediátrica são mais adequadas?
Alternativas
Q4407644 Medicina
Um adolescente de 12 anos com TEA, linguagem oral funcional e estereotipias motoras conhecidas é levado à consulta por episódios iniciados há seis semanas. Duas a quatro vezes por semana, durante atividades variadas, ele interrompe abruptamente o que está fazendo, permanece com olhar fixo, não responde ao chamado nem ao toque e realiza movimentos repetidos de mastigação por cerca de 40 a 60 segundos. Em seguida, retoma contato gradualmente e fica confuso por alguns minutos. Os eventos têm padrão semelhante entre si e diferem das estereotipias habituais, durante as quais permanece responsivo e que aumentam em situações de excitação. Entre os episódios, mantém seu funcionamento habitual e exame neurológico sem alterações focais. Não houve evento com duração superior a cinco minutos, crises em sequência sem recuperação, trauma ou comprometimento cardiorrespiratório. Qual é a interpretação e a conduta pediátrica mais adequadas?
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Q4407645 Medicina
Um adolescente de 13 anos com TEA é acompanhado regularmente por fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, com boa adaptação escolar no último ano. A família procura o pediatra para renovar um relatório e informa que, nos últimos dois anos, as consultas médicas ocorreram em geral para intercorrências. O prontuário mostra crescimento sem registro seriado recente, vacinação sem conferência desde os 10 anos e ausência de revisão documentada do desenvolvimento puberal. O adolescente usa medicação prescrita por especialista, com benefício comportamental referido pela família, e não apresenta queixa aguda. Durante a consulta, demonstra compreender perguntas diretas e manifesta interesse em participar de atividades esportivas da escola. Qual plano de acompanhamento pediátrico é mais adequado neste momento?
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Q4407646 Medicina
Um menino de 10 anos com TEA, que utiliza frases curtas e costuma indicar desconforto de modo pouco específico, mantém há meses boa participação escolar e terapêutica. Há duas semanas mudou de sala na escola e, desde então, passou a ficar irritado no fim da manhã, recusar algumas atividades sentadas e pressionar repetidamente a região inferior do abdome. A família atribuiu a mudança à nova rotina. Nos últimos dez dias, evacuou três vezes, com fezes volumosas e endurecidas; em duas ocasiões houve pequena quantidade de fezes na roupa íntima. O apetite diminuiu discretamente, sem vômitos, febre, sangue nas fezes, perda ponderal ou alteração urinária. Ao exame, está hidratado, afebril, com abdome discretamente distendido, sem defesa ou dor localizada, e massa fecal palpável em hipogástrio. Qual interpretação e prioridade de conduta são mais adequadas neste momento? 
Alternativas
Q4407647 Terapia Ocupacional

Um adolescente de 15 anos com TEA, acompanhado no CEIDITEA, comunica preferências e compreende orientações concretas. No Projeto Terapêutico Individualizado (PTI), um dos objetivos é ampliar sua participação em atividades da comunidade. Ele manifesta o desejo de realizar, sem acompanhante, o trajeto de aproximadamente 700 metros entre a escola e a biblioteca do bairro. O percurso é conhecido e possui semáforos em dois cruzamentos.

Nas últimas seis semanas, realizou oito treinos com o pai. Em seis deles, completou o trajeto seguindo o roteiro visual e respeitando os cruzamentos. Em duas ocasiões, entretanto, uma obra alterou temporariamente a calçada e o adolescente seguiu adiante sem utilizar a rota alternativa previamente combinada, sendo necessário que o pai interviesse antes de sua aproximação à via. A terapeuta ocupacional relata bom desempenho em trajetos previsíveis e recomenda ampliar o treinamento para situações de alteração do percurso. A família reconhece a evolução, mas manifesta preocupação com a realização do trajeto desacompanhado. O adolescente mantém o desejo de desenvolver maior autonomia. Não há condição clínica que contraindique a atividade.

Considerando os dados funcionais, o objetivo de autonomia, a segurança no deslocamento, a participação do adolescente nas decisões e a articulação entre família e equipe multiprofissional, qual é a conduta pediátrica mais adequada? 

Alternativas
Respostas
11: C
12: A
13: D
14: B
15: A
16: C
17: A
18: B
19: E
20: C