Questões de Concurso Público EBSERH 2025 para Área de Atuação - Ergometria

Foram encontradas 80 questões

Q3720202 Medicina
Paciente de 30 anos, com episódio de desmaio no esforço físico, teve temperatura aferida na sala de emergência de 36,7 oC e o ECG apresentou QRS com inversão da onda T, nas derivações V1-V2 e V3 e uma onda anormal, de baixa amplitude, prolongada no final do QRS em V1 e V2. Possuía um holter prévio com 3.000 extrassístoles ventriculares nas 24h.

O eletrofisiologista foi acionado e identificou essa onda como sendo 
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Q3720203 Medicina
Paciente mulher, 35 anos, queixa de palpitação aos esforços, há dez anos. Apresenta, no holter, 12.000 extrassístoles ventriculares com morfologia do ventrículo esquerdo e surtos de taquicardia ventricular sustentada. Ressonância cardíaca com hipocontratilidade difusa, leve dilatação e fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 45%. Há, também, área de fibrose mesocárdica e epicárdica de 30% do ventrículo esquerdo e infiltração lipídica na parede livre do ventrículo esquerdo.

Frente aos achados morfofuncionais do ventrículo esquerdo presentes na ressonância cardíaca, o time cardiológico estabeleceu o diagnóstico de
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Q3720204 Medicina
Paciente de 72 anos refere falta de ar aos médios esforços. É hipertenso, usa clortalidona, sua pressão arterial está controlada. O seu IMC é de 35 e o exame físico mostra-se normal. ECG: ritmo sinusal normal.

A avaliação prévia do pneumologista encontrou espirometria e TC tórax normais, BNP 24pg/dL. Ecocardiograma: leve aumento atrial esquerdo e demais medidas dentro da normalidade.

A relação E/e’ igual a 6. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 65%. Foi realizado o ecocardiograma de esforço e mostrou uma relação E/e’ igual a 20. Após carga de 25 mmHg, a pressão sistólica na artéria pulmonar foi de 25 para 40 mmHg. Os demais parâmetros tiveram alterações durante o exame.

O cardiologista confirmou o diagnóstico de
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Q3720205 Medicina
Paciente, 22 anos, veio procurar o cardiologista para saber se poderia fazer atividade física, pois tinha sido proibido de fazer esporte por ter sido identificada miocardiopatia hipertrófica durante a adolescência. Ele tornou-se sedentário e nunca teve sintomas. Um recente conjunto de exames revelou: ecocardiograma com hipertrofia septal de 2,2 cm, com função normal e demais estruturas preservadas.

Durante a manobra de valsalva, o gradiente sistólico na via de saída do VE foi de 20 mmHg. Teste de esforço e holter normais. Não há história de morte súbita na família.

Em relação à prática de exercícios físicos por parte do paciente, o cardiologista fez a seguinte recomendação baseada nas atuais diretrizes: 
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Q3720206 Medicina
Mulher, 72 anos, durante uma viagem ao exterior, ganhou, no cassino, o equivalente a 300 mil reais e apresenta forte dor no peito. Foi levada ao hospital de helicóptero e, ao chegar, apresentava supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm, nas derivações do plano horizontal; ao fazer o cateterismo, as artérias estavam normais.

A ventriculografia mostrou grave disfunção global do ventrículo esquerdo, hipercontratilidade das porções basais e acinesia das paredes ântero-apicais do ventrículo esquerdo. A ressonância cardíaca apresentava paredes miocárdicas com igual padrão contrátil da ventriculografia contrastada e ausência de edema ou captação tardia do gadolínio.

A paciente apresentava pequena elevação da troponina I e valor de 15.000 pg/dL do BNP, evoluindo com insuficiência respiratória e choque cardiogênico, sendo instalado o ECMO. A paciente foi tratada com medidas de suporte e, após 10 dias, recuperou completamente a função ventricular esquerda e teve alta hospitalar.

O correto raciocínio clínico da equipe da cardiointensiva foi de provável quadro de
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Q3720207 Medicina
Homem de 70 anos, ativo fisicamente, vem percebendo sensação de falta de ar ao amarrar seus sapatos. Devido ao sintoma persistente, foi ao clínico geral, que solicitou a dosagem sérica do BNP, um ecocardiograma e o medicou para insuficiência cardíaca, o que fez desaparecer suas queixas.

Esse tipo especial de dispneia identificada pelo paciente, denomina-se 
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Q3720208 Medicina
Paciente de 66 anos, com passado de tuberculose pulmonar, iniciou quadro de inchaço no abdome e, após dois meses, edema bilateral dos membros inferiores. A sua pressão venosa jugular está elevada e acentua com a inspiração.

Na ausculta, o seguinte achado corrobora o raciocínio clínico de pericardite constritiva: 
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Q3720209 Medicina
Mulher de 50 anos, natural da Paraíba, aos 15 anos apresentou um linfoma, tendo sido submetida a sessões de quimioterapia e radioterapia (região mediastinal). Atualmente apresenta fadiga, dispneia aos pequenos esforços, anasarca e pressão venosa jugular elevada.

Tomografia computorizada realizada evidenciou espessura pericárdica de 2 mm. Seu estudo hemodinâmico invasivo, apresenta os seguintes achados: fração de ejeção do ventrículo direito de 54%, pressão arterial direita de 16 mmHg, pressão de oclusão da artéria pulmonar de 19 mmHg, pressão diastólico final do ventrículo esquerdo de 22 mmHg, pressão sistólica da artéria pulmonar de 44 mmHg, índice cardíaco de 2,6 L/min/m2 .

Na análise das curvas de pressão intracardíaca nota-se aspecto em raiz quadrada e ausência de mudanças das pressões intracavitárias dos ventrículos, durante manobras respiratórias, não evidenciando interdependência ventricular.

O cardiologista, perante esses achados clínico-hemodinâmicos, apresentou corretamente o seguinte diagnóstico:
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Q3720210 Medicina
Paciente feminina de 55 anos, obesidade grau 3 e hipertensa. Tem acordado toda manhã com cefalalgia nucal e tem verificado a sua pressão, no posto de saúde, sempre às 11 h, horário em que vai buscar os filhos na escola, sempre com valores dentro da normalidade. O médico de família pediu uma monitoração arterial ambulatorial. Verificam-se níveis controlados com enalapril e amlodipina no período da vigília e valores anormais, com pressões elevadas, à noite, durante a madrugada.

Os achados identificados no mapa, conectados ao quadro clínico da paciente, conduz à investigação de 
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Q3720211 Medicina
Homem de 62 anos, obeso grau 3, anda estressado e tem acordado com a boca seca. Seu coração está cada vez mais lento, em repouso, sua frequência, que era de 75 bpm, atualmente está em 55 bpm, como apurado em seu relógio (smart watch).

Seu médico pediu um holter, que detectou bradicardia, durante o sono, de 30 bpm e pausas de 2,7 segundos. Ele está preocupado com a possibilidade de que vai precisar colocar um marcapasso.

O seguinte exame deve ser solicitado para esclarecer a causa da bradicardia:
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Q3720212 Medicina
Paciente de 70 anos, portador de câncer de pulmão, inicia uma combinação de imunoterapia. No sétimo dia, apresentou falta de ar saturando 88%, associado com ECG dentro da normalidade e aumento da troponina I, em 200 vezes o valor de referência e BNP de 6000 Pg/dL. O ecocardiograma mostrou função ventricular preservada com leve hipertrofia concêntrica e elação E/e’ de 20.

O cardioncologista foi chamado e sua principal hipótese diagnostica foi de
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Q3720213 Medicina
Paciente masculino de 25 anos, natural do sertão de Pernambuco, fisiculturista, apresentou quadro de falta de ar e inchaço nas pernas e foi admitido na emergência com hipoxemia – SAPO2 de 88%. O valor observado do BNP é de 3000 pg/dL e a dosagem dos hormônios FSH e LH mostram-se diminuídos. O ECG mostra ritmo sinusal, crescimento biatrial e bloqueio completo do ramo esquerdo. Ecodopplercardiograma revela aumento das 4 câmaras e disfunção grave biventricular. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 18% e presença de volumoso trombo no interior do ventrículo esquerdo móvel, aderido ao ápice do ventrículo esquerdo. Angiotomografia das artérias coronárias tem resultado normal. A ressonância cardíaca demonstrava hipertrofia excêntrica do VE, com fração de ejeção do VE de 20% e aumento biatrial do VD. Trombo intracavitário do VE. Ausência de edema e de captação do gadolínio.

O time de insuficiência cardíaca definiu corretamente a principal etiologia como
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Q3720214 Medicina
Indivíduo de 22 anos, triatleta, foi fazer uma avaliação para uma competição internacional e descobriu ter um coração dilatado - padrão de hipertrofia cardíaca excêntrica. Foi encaminhado então ao cardiologista para definir se a hipertrofia seria fisiológica ou patológica.

O seguinte achado, obtido por meio do ecodopplercardiograma do paciente, favorece a presença de hipertrofia fisiológica 
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Q3720215 Medicina
Um conjunto de alterações observadas no coração de atletas de Endurance, tais como dilatação cavitária, grau de hipertrofia concêntrica, dilatação do ventrículo direito e hipertrabeculação, podem ocorrer também em condições patológicas.

Nos casos em que a avaliação do ecodopplercardiograma sejam duvidosos, o próximo exame de cardioimagem a ser solicitado para um atleta de Endurance deve ser 
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Q3720216 Medicina
Paciente de 17 anos, masculino, “pessoa em situação de rua”, foi encaminhado pelo SAMU com forte dor torácica, em aperto há 4 horas. Apresenta quadro de falta de ar e na emergência observa pulso radial de 112 bpm e PA 90 x 70 mmHg. Frequência respiratória: 33 incursões respiratórias, por minuto. SAPO2: 88%, temperatura axilar: 37,8 oC. Painel respiratório viral positivo para adenovírus. Foi vacinado para Gripe e Covid-19, há 3 meses. Pressão venosa jugular elevada. Ausculta cardíaca: ritmo cardíaco regular, 3 tempos bulha protodiastólica. Ausculta pulmonar: estertores bibasais. Restante do exame físico normal. ECG: ritmo sinusal. Supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm – derivações DI e aVL e V1-V6. Fragmento do QRS derivações DI e aVL. Eco/POCUS – acinesia da parede ântero-lateral. Linhas B 10 por campo, no ultrassom pulmonar. No cateterismo coronário, artérias sem obstrução. Na Ressonância cardíaca, edema miocárdico na parede ântero-lateral, acinesia na parede lateral e hipocinesia ântero-apical. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo: 30%.

O cardiologista chamado para avaliar o caso apresentou corretamente o diagnóstico principal de
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Q3720217 Medicina
Homem de 35 anos apresentou quadro de síncope sem relação com esforço. Ao chegar na emergência, o seu ECG mostrava bloqueio atrioventricular total e frequência cardíaca de 32bpm. Realizado o Rx de tórax, foi evidenciada importante adenomegalia hilar bilateral e mediastinal. Apresentava história de paralisia facial bilateral e de cálculo renal. Exames prévios mostravam cálcio iônico baixo e hipercalciúria. Ecocardiograma evidencia área de fibrose e afilamento da região septal próxima a via de saída do ventrículo esquerdo. A fração do ventrículo esquerdo foi de 42% (método de SIMPSON).

O cardiologista clínico suspeita,como causa da miocardiopatia, de
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Q3720218 Medicina
Paciente de 45 anos, africano, natural de Moçambique, apresenta quadro de falta de ar, intolerância ao esforço e fadiga. É portador de anemia falciforme. Não apresenta crises álgicas, nos últimos 3 anos, com o emprego diário de hidroxiureia.

O paciente foi encaminhado pelo médico de família que, ao solicitar um ecodopplercardiograma, identificou o seguinte achado de mau prognóstico: 
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Q3720219 Medicina
O cardiologista avaliou uma paciente portadora de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE de 22% – método Simpson) e identificou deficiência de ferro, a partir de achados laboratoriais.

O time de IC resolveu indicar reposição do ferro, objetivando promover o seguinte desfecho clínico: 
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Q3720220 Medicina
Paciente feminina, 60 anos, portadora de hipertensão arterial leve. Apresentou súbita cefaleia pulsátil intensa, seguida de convulsões e rigidez da nuca, seguidas de coma profundo (escala de Glasgow 3). Angioressonância realizada identificou aneurisma roto da artéria comunicante anterior.

Após 6 horas, foi observado quadro de edema agudo de pulmão. ECG: ritmo de fibrilação atrial taquicárdico de 105 bpm. Nota-se supradesnivelamento do segmento ST de V1-V6 de 4 mm. Ecocardiograma identificou área de acinesia ântero-apical do ventrículo esquerdo (VE), com fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 30%. A paciente foi submetida ao cateterismo cardíaco, que evidenciou artérias coronárias normais. Realizou ressonância cardíaca, sendo observadas disfunção leve de 44% e discreta hipocinesia apical do VE (realizada após 48h da admissão hospitalar).

O cardiointensivista definiu como principal hipótese diagnóstica:
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Q3720672 Medicina
Paciente de 82 anos apresenta estenose aórtica crítica. Possui fibrilação atrial e amiloidose cardíaca, por ATTR-wild type (forma selvagem) e possui múltiplas internações por insuficiência cardíaca descompensada, nos últimos 6 meses. O paciente é portador de déficit cognitivo avançado, doença renal crônica estágio 4, doença pulmonar crônica-GOLD estágio 4 (2024) e possui importante sarcopenia. Encontra-se restrito a cadeira de rodas. O paciente foi definido de alto risco para cirurgia de troca valvar aórtica.

O time cardiológico (heart team) esteve reunido e estabeleceu a seguinte abordagem:
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Respostas
61: C
62: E
63: D
64: E
65: B
66: B
67: B
68: D
69: B
70: A
71: E
72: D
73: C
74: A
75: A
76: D
77: D
78: E
79: C
80: C