Como certos passados, sistematicamente escrutinados pelos historiadores, amplamente debatidos e largamente documentados, podem
ser simplesmente negados ou apresentados como invenções motivadas por interesses escusos? O que leva grupos e indivíduos a
duvidarem da existência do Holocausto, da ditadura militar brasileira, dos incontáveis genocídios ao redor do mundo ou da
escravidão? O surgimento de um cenário midiático-digital global facilitou a ampla disseminação de diferentes formas de
negacionismo histórico. Pode-se questionar a extensão em que as tecnologias de mídia inauguraram uma era da “pós-verdade”
radicalmente nova, caracterizada por uma “indiferença à verdade”. No entanto, está claro que essas novas tecnologias afetaram a
maneira como muitas pessoas avaliam a autenticidade das afirmações e como criticam ou reivindicam a autoridade epistêmica.
Patrícia Valim; Alexandre Avelar; Berber Bevernage. Negacionismo, historiografia e perspectivas
de pesquisa. Revista Brasileira de História, v. 41, n. 87, 2021 (com adaptações).
Com relação aos efeitos das novas tecnologias de comunicação e o papel do ensino de história na educação digital, julgue o item a
seguir.