Questões de Concurso Público Instituto Rio Branco 2011 para Diplomata 2ª Etapa
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O ensaio de uma política de país insatisfeito, ansioso por ampliar sua hegemonia, mesmo por meios semibelicosos, caracterizou a política internacional de Bismarck, o que suscitou fortes reações de potências europeias, em particular da França.
A política externa de Bismarck foi preferencialmente europeia e voltada para o equilíbrio do continente europeu, que, segundo o chanceler alemão, deveria ser recomposto após a guerra franco-prussiana.
Bismarck visava, entre outros aspectos, garantir a integridade territorial do recém-criado Estado alemão e o equilíbrio do sistema internacional europeu com a inclusão da Alemanha nesse sistema.
Os indirect rules, forma de ocupação territorial anglo-francesa na Ásia e na África, constituíram o modelo hegemônico de expansão imperialista europeia nas denominadas áreas periféricas.
Segundo Rosa Luxemburgo e Lênin, o imperialismo representava forma colonial de capitalismo, fusão do capitalismo industrial com a formação de oligopólios.
Durante o século XIX, o imperialismo europeu na África foi caracterizado pela ocupação gradual de grandes extensões territoriais, diferentemente do que ocorreu, nesse período, na América Latina.
Ao contrário do que aparentava, o imperialismo formal, que caracterizou o final do século XIX, foi uma continuação histórica de processo anterior, que, já em curso na história do Atlântico Sul desde os tempos do mercantilismo, permitia a acumulação capitalista por meio do mercado de escravos e especiarias.
A adoção da união antifascista permitiu que se rompesse, nos anos 20 e 30 do século XX, parte do isolamento sectário dos comunistas ortodoxos da Europa, propiciando-lhes a busca de apoio de massa tanto entre trabalhadores quanto entre intelectuais.
Na Ásia e na América Latina, a organização dos partidos comunistas após a Revolução Russa reproduziu, sem adaptações culturais e políticas, o modelo organizacional do Partido Comunista Russo.
Os impactos da Revolução Russa foram relevantes, mas não a ponto de acarretarem a imposição de uma disciplina de revolucionários profissionais a seus militantes, como evidenciam as resistências, na Terceira Internacional Comunista, ao modelo revolucionário soviético.
Menos de quarenta anos após a chegada de Lênin ao poder, os modelos socialistas inspirados na Revolução de Outubro fundamentavam os governos aos quais estava submetido aproximadamente um terço da população do mundo.
Em reação às acusações franco-britânicas de que a Alemanha seria a única responsável pela ocorrência dos dois conflitos mundiais do século XX, historiadores alemães defenderam consensualmente, na última década, a tese segundo a qual as provocações feitas pelo czar russo, no início do século XX, teriam assegurado à Alemanha o direito de legítima defesa.
Após a Segunda Guerra Mundial, surgiram, na historiografia alemã — como a de Fritz Fischer — acerca da recente história política europeia, interpretações que destacavam a importância, para a eclosão dos dois conflitos mundiais, do desequilíbrio de poder europeu, resultante da ascensão da Alemanha no final do século XIX.
A chamada linha Maginot, estratégia defensiva posta em prática pela França no período que antecedeu ao início da Primeira Guerra Mundial, embora contestada inclusive por alguns oficiais franceses, contribuiu para retardar a invasão do país pelas tropas alemãs na Segunda Guerra.
A Primeira e a Segunda Guerras Mundiais foram explicadas fundamentalmente, pelos historiadores do século XX, como resultado exclusivo da atitude belicosa alemã.
A Revolução Cubana já nasceu dirigida por militantes vinculados aos partidos comunistas da Europa oriental e aos interesses estratégicos da URSS na América Latina e no Caribe.
As lutas do general César Augusto Sandino contra fuzileiros navais norte-americanos, em fins da década de 20 do século passado, base da posterior Revolução Sandinista, na Nicarágua, foram marcadas por forte influência da Internacional Comunista.
A tensão ideológica e política da Guerra Fria e, em especial, os interesses soviéticos e dos partidos comunistas tiveram grande impacto na América Latina e culminaram na Revolução Cubana.